Quem sabe faz a hora acontecer, por Francisco Celso Calmon

O cenário previsível é o da realização daquele ditado “o diabo cobra o que lhe pertence”.

Quem sabe faz a hora acontecer

por Francisco Celso Calmon

A imundice fétida de um governo, rodeado e conectado à marginalidade lumpem da política e do sistema econômico-social clandestino, que vige sob luzes e escuros do Estado, pode, com a prisão do Queiróz, esbofetear à sociedade brasileira com as verdades lúgubres do bolsonarismo. Mas, também, pode realizar o milagre da regeneração nas instituições cúmplices do bolsonarismo.

O cenário previsível é o da realização daquele ditado “o diabo cobra o que lhe pertence”.

Bolsonaristas que pisaram e cuspiram nos direitos humanos, quando atingidos pelos agentes das instituições policiais e judiciárias, em desespero, clamam pelos DHs. Oxalá se arrependam e clamem por democracia e respeito ao Estado de direito.

Esses cenários formam o retrato da nossa sociedade, que não compreendeu a sua própria histórica e não acalenta a consciência de rejeição ao pretérito do regime escravagista e dos regimes ditatoriais, nos quais os capitães do mato e os sucedâneos capitães da caserna são serviçais das oligarquias brasileiras, mantenedoras da barbárie e da necropolítica.

Enquanto isso e inserido neste mosaico brasileiro podre, o ministro da fazenda, Guedes, expert em jogatinas, acelera o seu trator privatista rumo à alienação total do patrimônio nacional. Espertalhão e oportunista, goza com a situação provocada pela pandemia e ignora a tragédia econômica de sua politica e dela se locupleta para, sob o lusco-fusco da atenção e ação do povo, entregar o país ao capital internacional e implantar mais e mais o capitalismo de desastre.

As forças democráticas e nacionalista não podem abrir um olho e fechar o outro. Destituir somente o Bolsonaro, chefe da gangue nazifascista, será permissivo com o desmonte de todo o restante.

Lutar pelo Brasil, lutar pela democracia, lutar por saúde, moradia, comida e trabalho, é direito e dever de todo brasileiro – nessa frente estamos juntos e daremos um basta ao governo bolsonarista.

Novas Eleições é o caminho para recompor o primado da soberania popular.

O TSE poderá figurar na história como cúmplice, comparsa e conivente com as fraudes perpetradas pela chapa Bolsonaro/Mourão ou redentor da lisura cívica e democrática das eleições de 2018.

No ensejo, viva Chico Buarque, o amante da democracia mais amado do Brasil.

Francisco Celso Calmon é Advogado, Administrador, Coordenador do Fórum Memória, Verdade e Justiça do ES; ex-coordenador nacional da RBMVJ; autor dos livros  Sequestro Moral e o PT como isso? e Combates pela Democracia (2012), autor de artigos nos livros A Resistência ao Golpe de 2016 (2016) e Comentários a uma Sentença Anunciada: O Processo Lula (2017).

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