5 de junho de 2026

Petrobras é do povo brasileiro, por Jandira Feghali

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Petrobras é do povo brasileiro, por Jandira Feghali

“O que será da Petrobras?”, questionam muitos. Ler os jornais faz crer que a estatal, uma das maiores petrolíferas do mundo e com reservas para mais de quatro centenas de anos, está próxima da derrocada. Depreciação que só interessa à oposição entreguista e às empresas estrangeiras. É o motivo da pancadaria sistemática.

É uma imoralidade alegar que a estatal – maior vítima de uma operação construída de forma subliminar a atingir o Governo Federal e a Esquerda brasileira – tenha se desvalorizado. Empresa forte e estratégica, a Petrobras impulsionou o Brasil a patamares exclusivos de autossuficiência energética e soberania a partir dos governos Lula e Dilma.

Alcançou esse cenário confortável e de respeitabilidade internacional com investimentos diretos. Os que se assustam e alardeiam a dívida da Petrobras se esquecem que ela é fruto de uma estratégica guinada para potencializar suas atividades em território nacional e internacional, com visão de futuro – e isso incomoda muita gente. Não só aqui, mas em vários países desenvolvidos, essas empresas são parte central da estratégia de poder da nação. Aqui, a mesma prática é vista com um desprezo cínico e oportunista.

Em 2002, no pós-FHC, nosso país ainda era covardemente dependente de energia importada da  Bolívia e da OPEP. Era explícito que o governo tucano resultou em desastre no que se refere à estatal. Sua inabilidade na condução das políticas de matriz energética no país durante a década de 90, aliada ao entreguismo do patrimônio nacional, fez da Petrobras um gigante de “pés de barro”. Éramos dependentes de tudo nesta época quanto à geração de energia, por exemplo, reféns de fornecedores externos e até da boa vontade de “São Pedro” para sustentar nossa principal matriz hidroelétrica.

O que se seguiu na gestão de Lula foi a aposta no conteúdo nacional e o fortalecimento da estatal como motor do desenvolvimento nacional. Ampliação de recursos na estatal, aumento da competitividade no mercado externo, a construção de uma malha de dutos ampla, como o gasoduto-tronco que interliga todo o território nacional (do sul à Fortaleza), o aproveitamento de grandes reservas de óleo e gás natural das águas ultra-profundas que banham Sergipe, três terminais de regaseificação, um gasoduto de 650 km através da floresta amazônica ligando as reservas da Província de Urucú a Manaus e as imensas e famosas reservas do pré-sal no litoral atlântico. Isso é apenas parte dos avanços obtidos.

Ainda há uma imensa rede de pesquisa em parceria com universidades públicas para química, gás, petróleo e engenharia e, até 2019, estima-se investir mais de R$ 400 bilhões em seu Plano de Negócios. Mais de 80% direcionados à exploração e produção da matéria prima, inclusive no exterior, além de abastecimento interno. A saúde da Petrobras é um pesadelo para quem aposta contra, mas os ataques se sucedem.

Há alguns meses, tucanos tramam, por meio de projeto do senador José Serra, a modificação do regime de participação da Petrobras no pré-sal. O mesmo senador que manteve conversas com a petrolífera Chevron vazadas na internet, em acordo para venda e ataques à estatal. Na Câmara tentam aprovar um projeto que acaba com o avançado marco regulatório da partilha. Essas iniciativas integram o pacote de maldades da oposição com sua desestruturante agenda neoliberal contra o Estado brasileiro, e vale ressaltar: derrotada nas urnas. Querem impor o projeto deles.

A bancada do PCdoB se articula contra essa tentativa e disputará a opinião pública com coragem e altivez, porque acredita no desenvolvimento do país através de patrimônio nacional forte, consolidado e competitivo.

Se hoje alguns jornais contam mentiras em prol de um projeto neoliberal, amanhã os livros de história revelarão todas elas.

Jandira Feghali – Médica e deputada federal (RJ)

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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9 Comentários
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  1. Rosa Maria Anello dos Santos

    25 de fevereiro de 2016 10:36 am

    Quando os livros de história

    Quando os livros de história revelarem todas as mentiras, seremos ainda uma república de bananas.

  2. CB

    25 de fevereiro de 2016 10:38 am

    Parabéns aos eleitores de

    Parabéns aos eleitores de josé serra e à bancada tucana!

    Parabéns ao grande patriota do Paraná e à troupe da lava jato!

    Parabéns, também, ao pessoal “ishpérto” e “dishcolado” do MPL que deu o pontapé inicial nos tumultos que ajudaram a derrubar o apoio ao governo e a eleger o congresso mais reacionário e entreguista da história. Um dia alguns inocentes úteis daquele 2013 vão perceber que “não era pelos 20 centavos”, era pelo pré sal.

    Os E.I.A. – Estados Inimigos da América nunca teriam se tornado potência se em algum momento de sua história houvesse lá gente com um complexo de vira latas como aqui há. Vai dar trabalho consertar a burrada dos midiotas.

  3. emerson57

    25 de fevereiro de 2016 12:46 pm

    povo brasileiro

    Antes:

    Petrobras é do povo brasileiro, por Jandira Feghali

    ontem:

    Petrobrás é dos estrangeiros, da chevron e da shell, por ÇERRA45, Renan e cambada de vendidos e ladrões similares.

    Pior, o povo idiotizado não toca a sua bateria de panelas por isto.

  4. Vantuil Barbosa Filho

    25 de fevereiro de 2016 12:56 pm

    90%

    … do povo brasileiro, nem taí pela petrobras, nem sabe o que ela serve, se depender do povo vende,ontem

  5. Vantuil Barbosa Filho

    25 de fevereiro de 2016 12:57 pm

    FHC e PSDB

    … é por isso que os caciques do partido tomam suas decisões sem olhar para o povo, pois sabem que eles só pensam pela barriga; uns montes de bois sem cérebro.

  6. Sérgio da Mata

    25 de fevereiro de 2016 1:07 pm

    Extra, extra: o Governo é oposição ao Governo!

    Cortesia da foto: Site do PT (25/02/16)

     

     

  7. Gilson AS

    25 de fevereiro de 2016 2:04 pm

    Ontem o governo, sabendo que

    Ontem o governo, sabendo que ia perder no senado, fez acordo com a oposição flexibilizando as regras do pré-sal.

    Acredito que o governo espera reverter essa situação na câmara, onde tem a maioria.

    Agora é hora do governo fazer campanha explicando ao povo, o que pretende a oposição.

    Entregar o patrimônio do povo brasileiro.

    ////

    Depois dessa o governo ainda acredita no Renan ?

    O que fez foi retaliação, pois será, mais uma vez, investigado pelo STF.

    Se vai dá em  alguma coisa, é outro papo.

  8. Conde de Rochester

    25 de fevereiro de 2016 2:09 pm

    O petroleo é nosso

    Este é outro discurso que envelheceu. Como o das lutas de classe.

    O homem comum hoje em dia ta pouco se lixando pra ideologia ou doutrinas politicas. O que se espera de governantes de plantão é que interferiam o minimo na vida das pessoas dificultando a ja dificil atribulada vida que são obrigados a viver. A pessoa que levanta todos os dias as 6:30 da manhã pega varias conduções e horas para chegar e voltar do trabalho, é pragmatico, pouco se lhe da a camisa partidaria que o politico ostenta.

    O que se espera é resultados que lhes amenize as agruras que tem que viver, as dificuldades que tem que superar para manter a incipiente vida que lhes permitem viver. O povo brasileiro foi condicionado a engolir a miseria da existencia como sendo inevitavel, mesmo porque nada se pode fazer, nunca existiu condições deste povo se reunir para discutir o proprio destino. As decisões sempre vieram de cima e para o povo só resta a submissão. È a lei do forte sobre o mais fraco. É assim que toda a America Latina foi construida.

    O sujeito comum que finalmente conseguiu comprar o almejado automovel, quer logicamente se locomover, com o preço da gasolina e o descaso com as vias de mobilidade pelo pais a fora, mas com estas condições torna-se impossivel. 

    O que adianta para este povo se a petrobras é nacional ou multinacional?

    Todos que governaram o Pais tiveram oportunidade de mudar a situação de exclusão de que padece o cidadão, porque não fizeram?

    Agora é tarde…

    1. lenita

      26 de fevereiro de 2016 12:55 am

      E o sr. Conde

      mais comum que qualquer comum do Norte do país. Seus comentários não trazem nada de original . Como acabaram todos os que tentaram fazer uma inclusão mínima que fosse.

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