2018 e as estratégias da ilusão, por Aldo Fornazieri

2018 e as estratégias da ilusão

por Aldo Fornazieri

Num uso indébito e livre do título do brilhante livro de Paulo Sérgio Pinheiro quer-se aqui apenas levantar algumas reflexões acerca das estratégias de partidos e atores tendo como perspectiva as eleições de 2018 e em face do colapsado governo Temer. As estratégias da ilusão se desenvolvem em meio às enormes incertezas acerca do cenário político e econômica, sobre os escombros de um sistema político deslegitimado, sobre os sobressaltos e as imponderabilidades da Lava Jato e sobre um quase total desencanto da sociedade com os partidos e os políticos. A imponderabilidade da Lava Jato tem duas dimensões: não se sabe tudo os que os procuradores, policiais federais e juízes sabem e não se sabe o que eles irão fazer com aquilo que eles sabem. O fato é que os operadores da Lava Jato vêm manipulando as informações, ampliando o seu poder, agindo orientados por determinados interesses políticos e corporativos que não se fazem claros nem na luz do dia e menos nas sombras da noite.

Há que se reconhecer que não é fácil construir estratégias quando se está com a corda no pescoço, quando não está em jogo apenas a sobrevivência política, mas a continuidade da vida fora das cadeias. Mas esse ambiente de escombros e de erosões não justifica a persistência em erros das forças progressistas, as estratégias da ilusão, o autoengano, a caminhada para o matadouro. Para a análise política não é tarefa fácil divisar quais atores estão construindo quais estratégias. Desta forma, as análises assumem um caráter mais exploratório, prospectivo e até mesmo especulativo.

As estratégias tendo em vista 2018 tomam como ponto de referência a conjuntura e o atual governo e como ponto de chegada a ideia de candidaturas presidenciais. A primeira tarefa consiste em perceber quais tipologias possíveis se vislumbram nos atores que, de uma forma ou de outra, tentam definir estratégias. À primeira vista se vislumbram dois tipos de atores: os que estão dentro da crise e os que estão fora da crise. Dentro da crise estão o PT e Lula, o PMDB e suas principais lideranças, o PSDB e Aécio, Serra e Alckmin, o DEM e os partidos que constituem o chamado centrão. Dentre os atores que mais contam, que estão fora da crise, estão Marina Silva, o PSol, Ciro Gomes e Bolsonaro. Claro que podem surgir novos atores que estão fora da crise, a exemplo de empresários, juízes etc., que queriam jogar o jogo de uma candidatura.

Todos esses atores – tanto os que estão dentro da crise quanto aqueles que estão fora da crise – têm algo em comum. Todos eles têm o golpe como fato consumado e, por diferentes motivos, eles desejam que o governo Temer chegue até o final em 2018, mas com diferentes expectativas sobre a sua evolução e o seu resultado. Este juízo parece até mesmo espantoso, principalmente quando se pensa no campo dos partidos que se opuseram ao golpe. Mas o fato é que se for analisado a fundo o que esses partidos fazem ou propõem em termos de saída para a crise chega a ser relativamente fácil perceber que eles não apresentam alternativas por darem como suposto que a lógica é a persistência do governo Temer até o fim. Assim, Temer só sairá do governo se for destroçado pelo imponderável, que ainda não conhecemos.

O jogo dos atores que estão dentro da crise

O PSDB é o partido melhor posicionado dentre os atores que jogam dentro da crise. Foi o menos atingido pela Lava Jato, colheu boa vitória nas eleições municipais, mas está inapelavelmente dividido e não sabe muito bem o que fazer com o governo Temer. Chegou a ensaiar um desembarque com uma possível aposta no próprio fim do governo, mas, aparentemente, desistiu. Assim, tem-se que, de um lado, Aécio e Serra querem o governo tutelado pelo PSDB na perspectiva de que uma possível retomada da economia em 2018 seria mais atribuída ao partido do que a Temer. Já, Alckmin, quer a manutenção de Temer, mas com uma devida distância regulamentar capaz de impedir que se o governo naufragar mais ainda leve junto o PSDB.

Os tucanos caminham para uma divisão irremediável na caminhada para 2018. Serra e Aécio já se acertaram: o primeiro seria candidato ao governo de São Paulo e o segundo a presidente. Alckmin não concorda com nenhuma das duas candidaturas. Poderá resvalar para o PSB e constituir um novo pólo de poder. O DEM, embora insinue apresentar-se como alternativa, deverá ser coadjuvante de Aécio ou de Alckmin. O mesmo acontecerá com os partidos do centrão.

Por estar mais preocupado em ficar no poder e viver fora das cadeias, o PMDB se encaminha para ter, mais uma vez, um papel de coadjuvante em 2018. Temer não se mostra capaz de constituir uma alternativa de poder. Esta circunstância o enfraquecerá ainda mais e tenderá a ter crescentes defecções em sua base no Congresso. As denúncias da Lava Jato tendem a expurgar o núcleo duro, tanto do governo, quanto dos atuais ocupantes de cargos importantes na Câmara e no Senado. Temer caminha para viver a solidão dos palácios, uma figura decorativa do seu próprio cargo, um menestrel da insipidez, um paciente da rejeição.

O PT e Lula, por sua vez, estão dentre os mais empenhados na construção da uma estratégia da ilusão. Têm uma única saída, uma única bala de prata, que é o próprio Lula. Se a rejeição ao PT é severa, Lula também é altamente rejeitado, mas continua sendo muito amado, como mostram as pesquisas. Aqui está a ilusão, pois a estratégia é puro risco, até mesmo autista. Lula continua sendo vítima de uma guerra sem quartel por parte de Moro e de outros setores do Judiciário. Defende-se sozinho, pois o PT não consegue defender ninguém. Não há nenhuma certeza de que Lula tenha condições político-jurídicas para ser candidato. E, se as tiver, será preciso avaliar a conveniência história e biográfica de sê-lo. A estratégia da ilusão petista está proporcionando um jogo de acomodações internas, à ausência de um ajuste de contas com a sociedade, a um esgotamento de qualquer energia renovadora.

O PT quer que o governo Temer continue, mas num persistente processo de erosão da pouca credibilidade que ainda lhe resta, que continue sem capacidade de reagir. A crença é a de que tudo o que é negativo no governo Temer se transforme em positivo para o PT, esquecendo-se que empresários, tipos como Dória, outsiders, Bolsonaros têm mais chances de se mostrarem viáveis. Na estratégia petista, acredita-se que sobre a derrocada do governo Temer, Lula faria ressuscitar os “mortos”, vingaria os deserdados e restabeleceria o reino que teve o percurso interrompido com o afastamento de Dilma.

Não se pode descartar a possibilidade de que os atores que jogam dentro da crise busquem um pacto de transição, com a manutenção de Temer, anistia ao caixa 2,  atenuação da Lava Jato e garantia da candidatura de Lula. O governador Flávio Dino (PC do B) defende de forma explícita este pacto. Tratar-se-ia e de salvar o atual sistema político para reformá-lo depois. Não é ainda possível prever quais as reações sociais e as consequências políticas de tal pacto.

O jogo dos atores que estão fora da crise

Quanto mais degradado estiver o governo Temer, quanto mais terra arrasada a Lava Jato promova no PT, no PMDB e no PSDB, melhor para Marina, Ciro, PSol e Bolsonaro. A viabilidade de um deles ou de um outsider será mais efetiva quanto mais os partidos da crise e o governo Temer se afundarem. Mais  realistas, Ciro e Bolsonarno representam o inverso um  do outro. Ciro é a potência e a válvula de escape do campo democrático e progressista. Bolsonaro representa a mesma perspectiva para o campo da direita, desencantado com o centro corrupto e com o liberalismo de faz-de-conta. Em termos retóricos, ambos são jacobinos. Ciro, de centro-esquerda; Bolsonaro, de direita. 

Marina e o PSol são estratégias da ilusão. Marina acredita que a derrocada do sistema político conferirá vez às figuras e às retóricas santificadas, à linguagem sublime da nova política higienizada dos pecados da velha política. Para que esta salvação chegue, bastaria ter a conduta de recolhimento no silencioso claustro, não se expondo ao pecaminoso contágio da perniciosa crise. O PSol, o mais aguerrido combatente do golpe, reza silenciosamente para que o golpe não acabe e para que a Lava Jato continue promovendo expurgos e encarceramentos no sistema político e empresarial do país. Quanto mais isto aconteça, mais o sol tende a brilhar em 2018 e no futuro. Acredita-se de que muito do que foi PT ontem fixará novas esperanças na luminosidade do sol brilhante. O PSol alimenta a mesma ilusão do PT.

Entre Lula, Ciro, Marina e o PSol flutuará uma massa de desencantados, dos que buscam uma alternativa programática e ética, de cansados com a superficialidade e o eleitoralismo das esquerdas. Esses indivíduos, intelectuais, estudantes e ativistas sociais, em que pesem proporem uma unidade com pluralidade, sabem que isto não ocorrerá por conta do autocentrismo dos partidos e dos possíveis candidatos. Sabem também que a tendência é colher uma nova derrota. Sem ilusões, sabem também que não resta outra saída a não ser um árduo e recorrente trabalho de Sísifo, seja para evitar uma derrocada final ou para manter as precárias posições conquistadas.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política.

27 Comentários

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Maria Luisa

- 2016-12-27 18:44:36

Ambições

Eh bem por ai. Fiz um comentario no xadrez do MPF, mas ele se perdeu, em que falava entre outras coisas que a ida de Sérgio Moro aos Estados Unidos deve servir para o mesmo fazer alguns aprendizados. A Lava Jato de Sérgio Moro tem contrapartida. Ele não fez tudo isso para sair apenas como o "homem do ano". Ambicioso como ele e a mulher são, espera muito mais e ja acho que o STF não é mais o uunico graal para ele.

Bruno Cabral

- 2016-12-27 12:17:07

2018 se houver não vai ser Bolsonaro
Porque a direita sabe que o discurso de ditador dele é o que ele realmente acredita e não largaria nunca o osso Se Lula conseguir ser candidato quem será escalado para enfrentá-lo será o próprio Moro.

Cesar Cardoso

- 2016-12-27 10:09:19

Claro, se houverem eleições em 2018

Não há nenhuma garantia de que haverão presidenciais em 2018, Aldo. Ainda mais se houver mais uma rodada de ataque à Camarilha dos Seis, porque aí este governo acaba e haverão eleições indiretas (sim, o TSE anda sinalizando em colocar o Código Eleitoral por cima da Constituição, mas como a Constituição de 1988 virou papel higiênico nada impede do Congresso ignorar o TSE)

Ze Guimarães

- 2016-12-26 20:29:23

Tremendas ilusões

Ilusão 1: Os petistas esperam que Lula seja candidato a presidência e vença! Lula foi tão demonizado e escrachado pela midia que se sair de casa para ir na padaria da esquina comprar pão, é capaz que o povo bata nele. Imaginem o Lula subindo num palanque e correndo o risco de tomar um tiro e ser morto. O pior cego é o que não quer ver. Só os petistas ainda não acordaram para esta realidade, de que a midia assassinou a reputação de Lula com mentiras.

Ilusão 2: O PSDB está "envolvido " na Crise. Correção: O PSDB apesar de ter sido citado dezenas de vezes em delações, é um dos poucos partidos que não foi indiciado na Lava JAto, afinal, não vem ao caso.

Ilusão 3: O PT quer que Temer permaneça no poder. Misericórdia! Correção o PT e mais de 70% do povo brasileiro quer ver qualquer um no poder menos Temer.

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Eu aposto no Ciro, mas sem o apoio do Lula, senão a midia queima os dois. Se Ciro não dominar a midia, cairá como o PT. O Lula deve evitar de apoiar qualquer um em público para a midia não sabotar quem ele apoia.

O problema do PT foi o excesso de democracia, quis democratizar tudo, até o Ministério Público. A democracia é como remédio, em dose elevada se torna veneno.

Muito provavelmente, só uma ditadura resolveria de verdade o Brasil, daquelas que aposentam juízes, fecham o ministério Público e o congresso, e invadem a redação da midia de madrugada. Mas isto não acontecerá pois o cara já conquistou a turma que podia fazer uma ditadura.

O povo apoiaria qualquer regime que traga crescimento econômico e empregos, seja uma ditadura, ou um regime democrático. O oposto também é verídico qualquer regime que traga recessão, desemprego, será desaprovado pelo povo, seja uma ditadura, ou um regime democrático.

A opção 2 é um governo capachildo da midia que continuará a obra de MT, ad infinitum se puderem. Pessoas que se vendam, e façam papel de Judas, realmente não faltam.

Dizem  que vão emplacar um candidato de direita  em 2018, com o nome de Álvaro Dias do PV. O povo acredita em tudo o que a midia fala, provavelmente aprovarão isto mesmo.

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A opção 3 é a paciência, a longo prazo tudo se resolve. Séculos, quem sabe em outra reencarnação. Sem sofrer, o povo não amadurece. Sem amadurecimento, qualquer manifestação por 20 centavos destrói e derruba governo eleito democraticamente novamente.  Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

 

Junior Sertanejo

- 2016-12-26 19:40:51

Respondo a Vera Lucia

Respondo a Vera Lucia Venturini,que aqui participa diuturnamente,26/12/2016 - as 10:36.Sem duvidas,seus comentarios na grande maioria,são pertinentes,mas isso não exclui a condição de ve-los sob alguma otica autoritaria.

Junior Sertanejo

- 2016-12-26 19:32:16

Respondo a Wilton

Respondo a Wilton Santos,26/12/2016-9:25.Pelo andar da carruagem,seu Natal ainda não acabou.

Junior Sertanejo

- 2016-12-26 19:14:52

Aos senhores e senhoras

Aos senhores e senhoras cadastrados e cadastradas que aqui aportam,alguns diuturnamente,não é de hoje que imploro a vosmecês,que me excluam desse negocio ridiculo de estrelinhas,na verdade uma ação de amigos,composta de 100% de malevolentes.Só encareço de vocês um pequeno favor,pela indelicadeza que fizeram no Natal.Façam um ato de desagravo a familia Nassif,e desejem a ela votos de um feliz ano novo.Não é pedir muito.Nassif é o maior jornalista da geração dele,e vocês nunca se aperceberam disso.Foi presciso um não cadastrado,chama-los às falas.

Demoulidor

- 2016-12-26 19:06:38

Corruptocracia + vigilância = derrubar só os que atrapalham EUA

As agências de investigação americanas não precisam perder tempo quebrando senhas de nenhum HD(mesmo tendo tecnologia pra isto) pois as nossas porteiras para a vigilância global americana já estão todas escancaradas sempre que usamos equipamentos e softwares americanos(Windows, Oracle Java, iPhone, Android, WhatsApp, Facebook, Google, etc...) pois os mesmos são mantidos sempre com brechas de segurança atualizadas para o livre acesso e indexação das infomações por parte da NSA/CIA/FBI.

Assim fica muito fácil que os americanos escolham que politicos ou autoridades ou empresários brasileiros querem derrubar, à pretexto de combate à corrupção, pra favorecer seus próprios negócios.

Corruptocracia + vigilância = derrubar só os que atrapalham os interesses dos EUA.

Se corruptocracia é a regra da democracia representativa e tá tudo grampeado então é só derrubar apenas os que atrapalham os negócios americanos!

Você pode entender melhor isto observando 4 peças fundamentais no atual jogo mundial do poder:

Peça 1: A Espionagem Global: quem tem na mão a espionagem universal(indexação de dados de qualquer computador/celular e comunicações) sabe onde mover as milhares(até bilhões) de peças/variáveis no tabuleiro mundial de xadrez do poder,

Peça 2: A Corruptocracia: A Regra básica da "democracia" representativa: Quem fizer mais Toma-lá-dá-cá terá como pagar mais publicidade ou "expontâneo" apoio midiático e quem for mais bem visto será mais eleito.

Peça 3: As fogueiras das vaidades humanas: aqueles atores(Juizes, promotores, jornalistas, etc...) menos cientes da peça 1 e que não forem seduzidos por vantagens transnacionais podem ser recrutados pela sedução de terem informações poderosas nas mãos para se passarem como sapientes justiceiros do combate à corrupção.

Peça 4: A preguiça de pensar das massas e consequente tendência a decidir mais pelas emoções(ódio) que pela razão. Alvos fáceis dos algoritimos de Zukemberg já testados com sucesso em Operações psicologicas em grandes populações simplesmente permitindo ou restringindo mais ou menos compartilhamentos de emoções, de ódio ou de serenidade e razão.

As peças 1 e 2 permitem que o Poder Global(Peça 1), ciente de que quem estiver no poder eletivo certamente o conquistou por meios corruptos(Peça 2), então simplesmente escolhe, conforme lucre mais, sobre quais políticos deverá revelar as corrupções às autoridades persecutórias locais(Peça 3) e quais politicos deverá poupar com informações obtidas ilegalmente pela espionagem global. Conjuntamente atuam sobre veículos de imprensa e sobre regras de disseminação de postagens em redes sociais e alimentam as emoções preguiçosas das massas(Peça 4) que fazem o resto do trabalho de tornar legítima a estratégia de derrubada de governo que favoreça as massas e fazer chegar no poder os politicos que privilegiem as grandes jogadas financeiras.


Corruptocracia é todo um xadrez à parte e fiz um esboço do mesmo neste pequeno artigo:

http://denismouradelima.jusbrasil.com.br/artigos/156797790/corruptocracia

Edna Baker

- 2016-12-26 18:27:53

Muito Bom!  Disse tudo.

Muito Bom!  Disse tudo.

Jose de Almeida Bispo

- 2016-12-26 18:26:45

"A estratégia da ilusão

"A estratégia da ilusão petista está proporcionando um jogo de acomodações internas, à ausência de um ajuste de contas com a sociedade, a um esgotamento de qualquer energia renovadora."

AJUSTE DE CONTAS COM A SOCIEDADE... Discursinho de tucano envultado.

Pior que tem petista que acredita nisso.

Antonio Carlos Conceição

- 2016-12-26 18:15:38

Perfeita análise

Concordo.
Sob as regras eleitorais dos golpistas e com o Judiciário agindo politicamente sem votos e sem nenhum embaraço, não haverá nenhuma possibilidade de o campo progressista de verdade vencer as eleições em 2018. Quem doar um centavo ao PT será preso, o aviso será esse. Para os tucanos e demistas o jogo estará liberado. 
Ou é o povo nas ruas, exigindo e eleições diretas e continuando nelas para garantir que o eleito governe, ou é nada!
Sem terem o poder institucional, conseguiram derrubar uma presidente eleita há pouco tempo, não é tendo poder que eles vão se arriscar a perdê-lo.
A direita só largará o osso quando os militares percebendo que estão liquidando o país tomarem providências ou quando a insatisfação popular estiver beirando à revolução ou guerra civil.
O poder está com a direita, inteirinho, os três poderes constitucionais e a mídia. Fizeram barba cabelo e bigode, não hesitarão em fazer qualquer coisa para mantê-lo.

Fábio de O. Ribeiro

- 2016-12-26 17:36:54

Vazou na internet o vídeo do
Vazou na internet o vídeo do pronunciamento de fim de ano do usurpador: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1410266878997136&id=100000415136357

Carlos Alberto Alves Marques

- 2016-12-26 15:43:16

Como sempre, excelente

Como sempre, excelente análise do prof. Aldo Fornazieri. A meu ver, faltou tocar numa alternativa que acho a mais provável. A crise social vai se agravar muito durante 2017 e no primeiro semestre de 2018, quando, entre outros fatores, já estarão em curso os efeitos da PEC da Morte, em consequência da lei orçamentária então executada, a ser elaborada em 2017. Assim, os efeitos em nível social e econômico serão terríveis no primeiro semestre de 2018, com revoltas que conduzirão inelutavelmente ao fechamento do regime e suspensão das eleições de 2018. Revival do AI-5 de 1968 meio século depois, em 2018. Quem sobreviver, verá.

Junior Sertanejo

- 2016-12-26 15:42:57

Não dá para desconhecer certa

Não dá para desconhecer certa coerencia na analise do Professor Fornazieri.O reflexo do desastre que foi as ultimas eleições para o PT,ainda deve ser lembrado como uma "assombração".O Professor comete um grande equivoco quando não dá a dimensão exata da catastrofe do Governo Temer,resvalando sobremaneira,nas suas duas colunas de sustentação,que é o PSDB e o DEM.A reforma da previdencia,ainda adormecida,mas quando acordada,aliada a outros direitos sociais tirados da classe trabalhadora,cairá como uma bomba sobre essas duas vigas mestra do Governo.Os 30% do votos de Lula são sedimentados,não há como Lula não te-los,se candidato for.A hecatombe do Governo Temer,enquanto perdurar,sem dar mostras de reversão,principalmente quanto ao problema do desemprego,o mais letal deles,por obvio,deve favorecer o PT,mas sem que isto seja,isoladamente,um fator que leve a retomada do poder.No mais,aguas rolarão,e cabeças mais ainda.

C.Poivre

- 2016-12-26 15:36:24

Bando de malfeitores no poder

UM BANDO BEM ORGANIZADO (Aldir Blanc):

 

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/aldir-blanc-o-futuro-dira-a-diferenca-entre-historia-e-escoria-temeroso/

MAAR

- 2016-12-26 14:52:38

URGENTE CONSCIENTIZAÇÃO RENOVADORA

Para parafrasear o bardo Willian, vale dizer que “há mais coisas entre o presente e o futuro do que a perene autofagia”. Carece de amplitude dialética a visão que enxerga apenas mais do mesmo. E a esquerda precisa transcender as limitações autofágicas para agregar a diplomática construção coletiva de um projeto político que se eleve acima das vaidades e que amplie os horizontes da urgente conscientização renovadora.

Marcelo33

- 2016-12-26 13:47:31

O Fracasso do PT resistir ao

O Fracasso do PT resistir ao golpe se deve essencialmente ao fogo amigo da turminha do Aldo. 

Quanto ao Governo Temer, acredito que para o PT em 2018, o ideal seria que ele continuasse, mas acho que a esquerda precisa botar multidões nas ruas e dar as regras do jogo. Derrubar Temer para indiretas não serve. Derrubar Temer para o PSDB concordar em diretas não serve. A esquerda e o povo tem de dar as catas no processo. Derrubbar Temer, e a reação popular inviabilizar a eleição indireta. Temos que ter uma eleição nos nossos termos.

Esperar 2018 e o Lula ir para a cadeia não serve. As eleições de 2018 não serão democráticas, seja com Temer, ou com algum Tucano em seu lugar. Sem mobilização popular, nenhum candidato da esquerda fará sequer 5 % dos votos... muito menos o medíocre Tarso Genro, que é com quem a turminha do Aldo sonha, ou com o Zé da Justiça.

Tarso Genro está aprendendo com a filha.... 

Marcelo33

- 2016-12-26 13:42:41

Ciro é um general sem

Ciro é um general sem exército. Qyuem vai ser o líder do governo Ciro no Senado ?? Lasier Martins ???

Ciro está em um partido golpista até a médula, talvez o pior posicionado na situação política atual. É oposição a Temer, mas vota a favor de tudo que Temer propõe.

O PDT é o apoiador mais sincero de Temer, apoia, irrestritamente e não ganha nenhum ministério para isso.

Entrega do pré-sal ?? PDT a Favor. PEC 55 ?? PDT a favor. Que partido de oposição é esse que apoia tudo o qe Temer propõe 100% no senado. Nem o próprio PMDB apoia tanto Temer quanto o PDT. 

Sempre falo isso. A maior parte do PDT daria um pé na bunda do Ciro COM GOSTO em troca de um ministério. Não precisa nem ser saúde ou educação... até ministério dos esportes tá valendo....

Marcelo33

- 2016-12-26 13:37:49

Aldo é da turma da

Aldo é da turma da auto-crítica, que ssugere que os péssimos resultados eleitorais do PT se devem ao partido ser corrupto, e por consequencia, que os bons resultados do PSDB decorrem do fato do PSDB ser Honesto.

O PT Está ruindo por que está sendo sabotado por dentro pela turma do Aldo. Eles querem chutar Lula e deixar a direita 20, 30 anos no poder, desde que posam beliscar algumas vaguinhas no Senado e na câmara.

Querem reinar em um partido moribundo. Lula não serve mais !!!

Essa turma faria um bem enorme ao PT indo para o PIÇOL.

Juliano Santos

- 2016-12-26 13:20:38

A deteriorização do governo

A deteriorização do governo Temer tem dois lados. Um é a corrosão provocada pela lava a jato, o outro é a crise social e econômica que só se acirra.

No primeiro lado, os outsiders, os que estão "fora da crise", são os maiores beneficiados. No segundo, é sim o PT, mais especificamente Lula e até a Dilma. 

Nenhum desses "fora da crise", exceto talvez o Ciro, expressa alguma saída para a crise econômica. Todos eles só representam a anti-política, que em si agrada a classe média, mesmo assim num primeiro momento.

Bolsonaro e também o Moro representam a "solução" punição e porrada para a explosão da violência inevitável com o agravamento da crise social. Marina e suas placitudes nada acrescenta nesse sentido.

Por mais que o povão também ache que "político é tudo ladrão", ele não adere ao discurso da anti-política incondicionalmente, para entronizar um Moro da vida. Este, ele apoia "desconfiando", pois nada tem a ver com seu mundo real, é de uma casta de privelegiados.

Num primeiro momento, ok, o cara está botando político, ricos e poderosos na cadeia. Mas e aí? E meu emprego? Meu salário? Meus direitos trabalhistas? Meus filhos na faculdade?

Isso quem encarna é o Lula, e por consequência o PT, mal ou bem. Por isso, a despeito da perseguição implacável do casta judicial-policial, o cara dispara na preferência popular.

O povo tem sim memória, ele sabe muito bem comparar como era sua vida nos mandatos do Lula com o que está se transformando agora 

vera lucia venturini

- 2016-12-26 12:36:39

1 -"O PSDB é o partido melhor

1 -"O PSDB é o partido melhor posicionado dentre os atores que jogam dentro da crise. Foi o menos atingido pela Lava Jato" - fazer essa afirmação sem observar que o partido só está nessa posição pelo caráter golpista e partidário da Lava Jato coloca o autor do artigo na mesma posição da falta de isenção dos policiais, procuradores e juiz do "não vem ao caso" da Lava Jato e da mídia golpista

2 - O PT quer que o governo Temer continue, mas num persistente processo de erosão da pouca credibilidade que ainda lhe resta, que continue sem capacidade de reagir. - É mesmo? Qual a fonte da informação professor?

Rodrigo Pontara

- 2016-12-26 12:00:14

Ciro Gomes é sempre

Ciro Gomes é sempre alternativa, até abrir a boca. Ele ja cunhou a expressão " Governo corrupto comandado por Lula "

Genesio Mouragg

- 2016-12-26 11:36:04

É que: o que parece uma

É que: o que parece uma ilusão, é a ditadura que estamos tomando na cabeça. Ditadura implantada pelos eua e operacionalizada por seus testas de ferro fhc e sua máfia demotucana. Agora, de fato, precisamos mesmo de muitas ilusões e sonhos objetivando o retorno das boas realidades, com muita luta para que não morram como ilusões.

Wilton Santos

- 2016-12-26 11:25:57

Chapa Ciro-Lula-PT já no primeiro turno de 2018...

Nos governos FHC o maior partido que dava sustentação ao governo era o PFL. Já nos governos petistas o maior partido que dava sustentação ao governo era o PMDB. Talvez se o PT ousasse não ser cabeça de chapa e decidisse apoiar o Ciro Gomes não perderia sua dimensão. Por outro lado, se insistir ser cabeça de chapa o PT continuará exposto no centro da crise e poderá perder sua relevância política.

A luta incondicional pela defesa da governabilidade desfigurou o partido e o afastou de suas bases, principalmente da juventude. Seria interessante darem um passo a traz para rearticular suas forças e recuperar sua base perdida. A defesa de uma candidatura petista agrada muito mais os magnatas do partido que não enxergam a política além da aparelhagem.

Se o PT continuar sofrendo o ataque que vem sofrendo poderá repetir o fracasso das eleições municipais de 2016 e se tornar um partido inexpressivos fruto da arrogância e prepotência dos dirigentes partidários. O Lula pode até ganhar as eleições de 2016, mas terá um Congresso Nacional muito mais hostil e o PT com metade de sua bancada na Câmara (hoje com cerca de 50 deputados) e uma participação irrisória no Senado.

Apostar numa candidatura petista em 2018 é uma estratégia suicida. E, caso seja derrotado, os retrocessos que presenciamos com o governo Temer serão irreversíveis, com o agravante do próximo ocupante do planalto nomeando mais cinco ministros. Imaginem só o supremo com mais cinco Gilmares Mendes e Dias Toffolis.

Em 2018 a esquerda não pode perder as eleições em hipótese nenhuma. A estratégia deve ser cirúrgica. Se o PT e o Lula se aliarem ao Ciro Gomes já no primeiro turno a direita poderá sofrer uma derrota definitiva já no primeiro turno. E ainda essa aliança Lula-PT-Ciro poderia influenciar decisivamente nas eleições para deputados e senadores aumentando a participação da centro-esquerda no Congresso Nacional.

Para 2018 Ciro Gomes com o apoio do Lula e do PT já no primeiro turno.

bonobo de oliveira, severino

- 2016-12-26 11:25:20

Arrogância ou vertigem.
Soa como uma extrema demonstração de arrogância, se não for sinal de falta de educação pela aproximação da fase senil, atribuir á ilusões as supostas proposições de personalidades do mundo político que o autor julga observar. O Aldo é o sabichão e o resto é nefelibata. E nessa outra pérola:  

"O PT quer que o governo Temer continue,..."

 Isso não seria uma questão de querer, ou de criticar e acusar alguém por supostamente querer porque é uma data definida em LEI. Sabe aquelas regras? Que valiam antigamente?Já rasgaram a CF tantas vezes e o Aldo parece favorável a que a rasguemos novamente. Um povo que se mostra incapaz de respeitar contratos está condenado a caminhar sempre para o lixo da história e extinção de suas características de nacionalidade. Sobre o papel dos bandidos togados associados aos partidos da base aliada da Globo/Mossack-Fonseca, que constituem o verdadeiro cancer que inviabiliza o país, nenhuma palavra do sábio oraculo. Mais uma vez o cara segue fiel às suas incoerências.

Roberto S

- 2016-12-26 11:13:04

Melhor analise ...

sobre o imbróglio atual. No meu entender, caro Aldo, foi ótima tua analise sobre a ilusão juridica que as forças progressistas vivem no momento.

No meu entender, porem, a situação resume-se a um só fato: as instituições, precárias diga-se de passagem, foram SEQUESTRADAS por um núcleo golpista com o apoío sistemático da elite retrógrada que ainda acredita nos perigos do comunismo, do sequestro do estado por atores totalitários (!?!?!), etc. E, para tornar o caso real, tudo foi feito com o aval do STF!  Logo as istituições estão refens deste nucleo e com uma certa aparencia de legalidade já que DE FACTO o crime da presidente não foi tipificado e julgado. Isto nos coloca num limbo juridico que tem como beneficiários justamente aqueles que deram o golpe. Prevaleceu a presunção da CULPA !

A ilusão encontra-se justamente no engodo que o povo (patrióta, para diferenciar do restante) brasileiro se submeteu, ou seja, acreditar que estamos ainda vivendo a democracia e que as instituições ainda existem. Isso nos faz crer que o jogo democrático ainda prevalece quando sabemos, de maneira absoluta, que o jogo acabou, apenas um lado pode marcar quantos gols quiserem devido ao fato do juiz jogar a favor deles.

A pergunta que não quer calar: como virar um jogo onde o juiz é o camisa 12 do time adversário? A resposta é simples, parar o jogo; mas COMO (?), está é a grande questão.

Giuseppe Junior

- 2016-12-26 10:57:28

E o legislativo? A essa
E o legislativo? A essa altura e por tudo q ocorreu, impressionante como os cientistas políticos ainda insistem em olvidar a importância da composição do Congresso. Eu, pelo menos, trocaria 10 Lulas ou Ciros na presidência por uma bancada progressista de mais de 50% em ambas as casas.

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