Enviado por Tamára Baranov

‘Minha vida começou igual à de todos os outros seringueiros: escravo submetido às ordens do patrão. Comecei com nove anos de idade. Em vez de receber as lições do ABC, aprendi a sangrar a seringueira.’
Chico Mendes (Francisco Alves Mendes Filho)
(Xapuri, 15 de dezembro de 1944 – Xapuri, 22 de dezembro de 1988)
Chico Mendes organizou os seringueiros para lutarem em defesa da posse de terra (1976). Participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri quando começou a receber ameaças dos fazendeiros locais (1977). Foi eleito vereador pelo MDB (1977). Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), tornando-se dirigente do partido no estado do Acre (1980). Participou da proposta da “União dos Povos da Floresta”, que previa a união dos interesses dos seringueiros e indígenas na defesa da floresta amazônica (1985). Recebeu em Xapuri uma comissão da ONU (Organização das Nações Unidas), mostrando a devastação causada na floresta amazônica por empresas financiadas pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), após levar as denúncias ao senado dos Estados Unidos, o BID suspendeu os financiamentos a estas empresas (1987).
Paul McCartney assim que soube, através dos telejornais da TV inglesa, do assassinato de Chico Mendes resolveu homenageá-lo e lhe dedicou a canção ‘How Many Will Have To Die’ recém-composta para o álbum ‘Flowers In The Dirt’. Paul passou a admirar Chico quando o conheceu através de um documentário na BBC. A canção no ritmo de reggae conta com a participação do baterista e percussionista jamaicano, Jah Bunny.
‘Cartas da Floresta’, documentário da TV Câmara com direção de Dulce Queiroz e música de Victor Araújo, revela um lado pouco conhecido do líder seringueiro que morreu assassinado em defesa da Amazônia e a necessidade de se preservar a floresta, numa época em que as preocupações com o meio ambiente não constavam da pauta política. De sua luta resultou a criação das reservas extrativistas.
‘The Burning Season’ (Amazônia em Chamas) é um filme dirigido por John Frankenheimer e produzido em 1994, originalmente para televisão pela rede HBO, interpretado pelo ator porto-riquenho Raúl Julia como Chico Mendes.
Maria Luisa
22 de dezembro de 2013 9:17 pmChico Mendes foi mais
Chico Mendes foi mais valorizado pela imprensa internacional que pela imprensa tupiniquim. Nesse caso, a velha midia muitas vezes minimizou ou desprezou o papel de Chico Mendes teve no combate ao crime do devastamento indiscriminado no Norte do Brasil.
Tamára Baranov
22 de dezembro de 2013 10:15 pmTanto que foi lembrado em um
Tanto que foi lembrado em um documentário da BBC e reverenciado pelo ex-Beatles. A nossa mídia está mais para os ruralista que alegam que a história de Mendes é uma farsa.