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O Xadrez da guerra mundial entre os poderes

O Rio de Janeiro é o Brasil amanha, com a combinação de três ingredientes explosivos.

O cenário principal

Este será o cenário social e político daqui para a frente, que servirá de pano de fundo para várias disputas políticas.

·      A crise fiscal, obrigando o governo a impor sacrifícios.

·      Os sacrifícios recaindo sobre os mais fracos e poupando os grandes marajás dos setores político, público e Jurídico.

·      Denúncias que continuarão a fluir da Lava Jato.

·      Uma política econômica que, para desconstruir a Constituição de 1988, não vacilará em aprofundar a crise, através dos instrumentos fiscais e monetários.

Cria-se uma situação de absoluta instabilidade, da qual agentes oportunistas tentarão se valer de uma forma ou outra. O que está acontecendo no Rio de hoje – revoltas populares contra os cortes fiscais, políticos presos, para acentuar mais ainda a demonização da política, é um retrato do processo que entrará em marcha por todo país.

Os campos de disputa

As disputas estão ocorrendo nos seguintes ambientes...

1.     Opinião publicada.

2.     Congresso.

3.     Justiça

4.     Ministério Público Federal.

5.     Polícia Federal.

6.     Ruas.

... tendo como personagens centrais:

1.     A Rede Globo, seguida pelas empresas jornalísticas menores.

2.     O PSDB.

3.     A camarilha de Temer, tendo como liderança mais expressiva o senador Romero Jucá.

4.     Senador Renan Calheiros, principal liderança política no Senado.

5.     A presidente do STF/CNJ Carmen Lúcia, subordinada ao Ministro Gilmar Mendes.

6.     O Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

7.     O PT e as oposições em geral.

Em qualquer hipótese, a falta de qualquer projeto da parte dos vencedores em breve os obrigará a ampliar a quebra dos direitos constitucionais.

Jogada 1 – o PSDB avançando no Judiciário

Há a uma aliança clara envolvendo o PSDB-Globo-STF-PGR. E um conjunto de circunstâncias que irá definir se, nos próximos meses, avançará o golpe no golpe.

Vamos por partes.

Hoje em dia, o PSDB praticamente tem o controle do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), através da Ministra Carmen Lúcia (sob a liderança de Gilmar Mendes) e da Lava Jato e da PGR (Procuradoria Geral da República), através de Rodrigo Janot. E domina também a Polícia Federal.

Carmen e o STF

No STF, a presidente Carmen Lúcia não disfarça mais seu alinhamento político: está totalmente subordinada ao Ministro Gilmar Mendes e alinhada com a articulação do PSDB-mídia.

Hoje em dia, a maior vergonha no Supremo são os pedidos de vista, que paralisaram 216 processos (http://migre.me/vwsvT). Especialmente os pedidos de vista reiterados de Gilmar Mendes atentam contra o decoro da casa.

Na quarta-feira, quando o Ministro Ricardo Lewandowski acertadamente protestou contra a manobra de Gilmar Mendes – que pediu vista de um processo após ter votado e se dado conta de que perderia a votação – Carmen Lúcia conseguiu superar a devoção de Dias Toffoli, ao dar razão a Gilmar.

No CNJ, compôs um conselho que está blindando os aliados. Na primeira sessão, houve um acordão, envolvendo o corregedor do órgão, Ministro João Otávio de Noronha – estreitamente ligado a Aécio Neves, assim como Carmen -, que livrou de um Processo Administrativo Disciplinar Luiz Zveiter – polêmico desembargador carioca, ligadíssimo à Globo, presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Segundo nota do CNJ de 6 de dezembro de 2011 (http://migre.me/vwnZX), “na época, presidente do Tribunal de Justiça do Rio – teria fornecido informações, favorecendo assim a incorporadora (Cyrella), quando da análise do caso pela corte fluminense. Em seu voto, a ministra Eliana Calmon destacou os vínculos entre a Cyrela e Zveiter. O escritório de advocacia da família do magistrado, por exemplo, é patrocinadora de várias causas da empresa”.

Segundo o voto do relator Fabiano Silveira (http://migre.me/vwo4O), “o requerido não possuía elementos suficientes para identificar eventuais interesses patrocinados pelo escritório de advocacia de seus familiares, pois tais dados não constavam do cabeçalho do processo”. Simples assim. Bastou para a maioria acompanha-lo.

Obviamente por coincidência, dias após Zveiter se livrar do CNJ, uma operação de guerra prendeu o ex-governador Anthony Garotinho – o político que mais enfrentou a Globo – por conta de inquéritos que caminharam no TRE do Rio, presidido por Zveiter. E a Globo exerceu a crueldade com toda a força, expondo um Garotinho coberto apenas com um lençol, sendo transportado pela polícia de um hospital para outro. Afinal, inimigo não é gente.

Na última sessão do CNJ (http://migre.me/vwoMt), Carmen Lúcia anunciou a composição do conselho consultivo do DPJ (Departamento de Pesquisas Judiciárias), com dois militantes políticos claramente vinculados ao PSDB, o ator Milton Gonçalves, que participou da campanha de Aécio Neves (http://migre.me/vwoKI) e a jornalista Mirian Leitão. Tanto no DPF como no próprio CNJ, Carmen tem matado qualquer veleidade de diversidade de pensamento, partidarizando ambas as instituições de uma forma inédita e aprofundando a ditadura da maioria.

Para todas suas reuniões, com presidentes de tribunais e autoridades de outras esferas, Carmen se faz acompanhar por Gilmar e por Yves Gandra Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho, e membro ativo da Opus Dei.

Na Procuradoria Geral da República

Na entrevista em que mencionou que a Lava Jato “envergou a vara da corrupção sistêmica do país”, após garantir que “pau que bate em Chico bate também em Francisco”, Janot respondeu aos questionamentos sobre o fato de não haver nenhuma denúncia no Supremo contra o PSDB. A resposta foi que “as operações são complexas”, por isso demoram.

É o  PGR quem define a fila e é evidente que seus aliados esperarão a perder de vista.

Tivesse um mínimo de isonomia, a esta altura pelo menos UM cacique do PSDB teria sido alvo de condução coercitiva.

Jogada 2 – a disputa Congresso x Lava Jato

Com o PSDB tendo fortes aliados no sistema jurisdicional, fica aguardando o desfecho das disputas entre o MPF e a Lava Jato contra o Senado, cuja resistência vem sendo liderada pelo presidente Renan Calheiros.

Não se tenha dúvida de que a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, foi a resposta da Lava Jato à resistência imposta pelo Congresso às tais Dez Medidas, assim como as ameaças de levantar os salários do Judiciário acima do teto constitucional.

Não que Cabral não merecesse. As festas de que participou em Paris são um clássico desses tempos de dissipação.

Mas a escolha do momento, o show completo, com policiais armados, cobertura integral da Globo, em um momento em que a Assembleia Legislativa planeja jogar a conta sobre os mais fracos, e o Senado endurece com o Judiciário, abre a garrafa completamente e deixa escapar o gênio da rebelião popular.

Daqui até a votação das Dez Medidas, o MPF vai manobrar politicamente a Lava Jato, como tem feito até agora. Ontem, o PGR Rodrigo Janot criou um imenso grupo de trabalho destinado a pressionar politicamente o Congresso. Perdeu-se totalmente o pudor e os limites de atuação dos poderes.

E o juiz Sérgio Moro tratou de politizar a prisão de Sérgio Cabral Filho, atribuindo à corrupção os problemas enfrentados hoje em dia pelo Rio de Janeiro.

Montaram em um barril de pólvora, com a criminalização final da classe política.

Jogada 3 – a mídia, de Napoleão a Temer

No Alvorada, a mídia produz a última entrevista da Ilha Fiscal, cujo retrato definitivo foi o vídeo-selfie de um jornalista embasbacado por se ver no centro do poder e saber que Michel Temer é personagem de carne e osso, e não um anti-herói da família Marvel. E toca a apertar o braço de Temer, fazendo a colunista, frequentadora dos insondáveis encontros no solar do jornalista Jorge Bastos Moreno, exibir um sorriso malicioso para sugerir os dotes de conquistador de Temer - que certamente não foram exercitados com o anfitrião, apesar da sua paixão pública pelo presidente conquistador.

Seguramente, um dos momentos mais degradantes da história da imprensa brasileira.

 

Na Tribuna da Bahia, antes desse episódio, Victor Hugo Soares sintetizou magistralmente o quadro atual da mídia no artigo “De Napoleão a Trump: a grande (e pequena) imprensa em xeque”( http://migre.me/vw8MR).

“Na grande (e pequena) mídia – nos Estados Unidos, na Europa e pelas bandas de cá do Atlântico Sul – parece se caracterizar um quadro semelhante ao de uma história clássica, deliciosa, mas implacável na crítica da imprensa europeia. Conto neste espaço, outra vez, antes do ponto final, para os de memória mais curta.

Quando Napoleão fugiu da ilha de Elba e desembarcou no Golfo Juan, o jornal mais importante da França escreveu em sua manchete principal:

“O bandido corso tenta voltar à França”.

Quando o bandido corso alcançou o meio do caminho para Paris, o mesmo periódico escrevia:

“O general Bonaparte continua a sua marcha rumo a Paris”.

Quando o general Bonaparte se encontrava a um dia de Paris, o jornal dizia:

“Napoleão segue a sua marcha triunfal”.

Quando Napoleão entrou na capital de seu império perdido, o periódico arrematou o processo de sua informação com esta manchete:

“Sua Majestade o Imperador entrou em Paris, sendo entusiasticamente recebido pelo povo”.

Não se sabe se alguém perguntou a Napoleão como ele conheceu Josefina. Mas como o artigo foi republicado no Blog do Noblat, dias antes da entrevista no Alvorada, ganhou um cunho premonitório.

Não é apenas a perda da noção de ridículo que caracteriza esses tempos bicudos, mas um esfacelamento total da República.

No caso da midia com Temer se trata de amor por interesse.

Do lado da Globo, há o exercício desmedido do poder, uma imprudência de quem não consegue enxergar o futuro – do mesmo modo que Rodrigo Janot, criando ameaças para o MPF que atravessarão gerações. Mas o que fazer? São meramente homens de seu tempo, pequenos poderosos, sem um pingo de perspectiva da história.

Do lado dos demais veículos, uma situação econômica que os levou a uma rendição humilhante ao lado mais corrupto da política. Tornaram-se os soldados do MInistro Eliseu Padilha.

Da mídia, não se espere nenhuma luz, nesse oceano de informações em curto-circuito que caracteriza o atual estágio da política e das instituições brasileiras.

E no mercado – que tem na mídia seu principal porta-voz – há uma insensibilidade geral. Estão lançando o país em uma crise econômica e política sem precedentes, da qual pode sair de tudo: até um governo autocrático que, mais à frente, imponha restrições severas a esse mercadismo de meia pataca.

Jogada 4 – os vencedores sem projeto

Praticaram um golpe de Estado sem a menor noção sobre as consequências futuras. Através da mídia, criaram um mundo imaginário, uma orquestração, cujo único ponto de convergência era a derrubada do governo e a eliminação do inimigo comum, o PT, e o único ponto de mobilização o exercício continuado do ódio. E, tal como vendedores de xaropes do Velho Oeste, venderam ilusões de que a queda de Dilma produziria crescimento, prosperidade, o fim do mal-estar geral.

Esse quadro se desenrola em um país institucional e politicamente desmontado, e com uma política fiscal-monetária que ampliará o desconforto geral.

Na malta que confunde a bandeira do Japão com a bandeira do Brasil comunista, há pequenos empresários destruídos pela crise, desempregados, funcionários públicos sem receber, alguns expondo justa indignação, e a massa de manobra de sempre, estimulando a radicalização, todos eles querendo um bode expiatório. E o bode que está sendo apresentado é o da democracia.

E agora?

Consumado o golpe, com o inimigo saindo de cena, há uma anarquia institucional inédita, uma subversão ampla, com disputas entre poderes.

Trata-se de um caso clássico de marcha da insensatez na qual o país se meteu.

Nos próximos meses, aumentará o mal-estar com a crise e com a falta de perspectivas de recuperação da economia. As brigas intestinas entre Legislativo e Judiciário comprometerão a ambas. A vergonhosa blindagem do MPF aos seus aliados tucanos ajudará a erodir a ideia de pureza da Lava Jato.

Bato três vezes na madeira, mas temo que os chamamentos às Forças Armadas não se restringirão a malucos querendo proibir a bandeira do Japão.

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Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Temer vai ficar no poder e ser o judas das reformas neoliberais

Pensando com a cabeça dos mentores, o grupo dos seis poderes, que deram o Golpe de Estado no Brasil: Rede Globo, Lava-Jato, PSDB (internamente), mercado financeiro, petroleiras estrangeiras e os financiadores do Golpe de Estado nos EUA (externamente) e Michel Temer.

Temer vai ficar no poder para ser o judas das reformas neoliberais.

Penso eu que a Rede Globo, o PSDB, a Lava-Jato e demais Órgãos do Judiciário aliados e centro do Golpe de Estado, porque controlam a máquina da Justiça, até o Ministro da Justiça veio das hostes dos tucanos, sem contar que Pedro Parente é o atual Presidente da Petrobrás, manterão Michel Temer no Poder por tempo indeterminado.

Parece existir uma combinação clara entre estes personagens para a permanência de Temer na Presidência da República nos tempos atuais.

A combinação é Temer entregar todas as reformas neoliberais que querem.

Podemos considerar interna e externamente estas reformas, como do interesse do grupo dos seis poderes: Rede Globo, PSDB, Lava-Jato (internamente), mercado financeiro, petroleiras estrangeiras e os financiadores do Golpe de Estado nos EUA (externamente).

Reformas neoliberais em troca da liberdade de Temer e de se esquecer, em qualquer ponto do futuro, de realizarem uma investigação séria contra Temer e demais integrantes do seu Ministério, o outro grupo dos seis, o da camarilha.

Fazem vistas grossas de tudo, contanto que Temer cumpra a meta de rasgar a CLT, de aprovar a PEC 55, de aprovar uma Reforma da Previdência e entregar a infraestrutura nacional para construtoras norte-americanas + a Petrobrás e os campos do Pré-Sal para as petroleiras estrangeiras.

Vão segurar Temer no Poder e mexer com todos na Política que estejam sem mandato, atualmente. Ex-Governador, Ex-Presidente, Ex-Ministro de Estado, Ex-Deputado, Ex-Senador não sendo do PSDB poderá ir parar na vara de Curitiba ou em locais determinados pelos juízes ligados à engrenagem do grupo dos seis poderes sem nenhum problema. Garotinho, Sérgio Cabral, Palocci, Lula e, assim, por diante, todos sem foro privilegiado.

Quem está neste Congresso, foi eleito em 2010 (parte dos senadores), 2014 é chantageado da mesma forma. Votar favorável as reformas neoliberais desejadas pelo grupo dos seis poderes é estar livre da Lava-Jato e de processos na Justiça em tempo futuro.

Chantagem pura.

Neste processo, todos os partidos, excetuando o PSDB, vão ser frontalmente atacados, mesmo que não se mexa com deputados e senadores com mandato.

Quer-se chegar em 2018 com um candidato do PSDB se posando como a vestal, dizendo que o partido não está envolvido com esquemas de corrupção da Lava-Jato e que não há condenações contra os tucanos na Justiça brasileira. 

Em se impugnando candidaturas outras com força de votos, como a de Lula, se a realidade concreta permitir, o PSDB ganharia a Eleição, já com a realidade desejada de um neoliberalismo radical em funcionamento e o discurso de que não foram eles quem fizeram as reformas todas e nem foram eles quem geraram a realidade da terceirização, das novas regras da Previdência e nem eles se dirão corresponsáveis pela crise econômica e decréscimo da qualidade de vida da população e dos indicadores sociais.

- Se estivéssemos no Poder faríamos diferente! (Propaganda eleitoral, claro, que não a vontade real).

Nada de novo no front. Sempre a mesma estratégia escudada no oligopólio midiático capitaneado pela Rede Globo de Televisão. A culpa é sempre do outro, dos de fora do grupo dos seis poderes, sobrando até para o Presidente eleito dos EUA, por se alinhar com a ideia de dar maior atenção ao setor produtivo e não para o sistema financeiro e seu neoliberalismo radical.

Quando a Rede Globo não foi gentil com um Presidente americano? Todavia ele não pertence ao seleto grupo dos seis poderes.

Precisam combinar com os brasileiros a vitória dos tucanos. Se estes ficarem assistindo a banda passar pode até cair o Poder nas mãos do PSDB no voto em 2018.

Penso eu que só haverá uma radicalização do Golpe, ou seja, o Golpe dentro do Golpe, caso se instaure uma rebelião popular ou grande insatisfação da população que possa ameaçar o controle da situação do grupo dos seis poderes.

Temer sabe disto. E sabe, também, que o terreno estará preparado para sua deposição, se for necessário. É tudo parte do contrato da “Ponte para o Futuro”.

Tentará o grupo dos seis poderes, caso se instaure uma rebelião popular ou grande insatisfação da população, criar uma narrativa diversa, que possa justificar a chegada do PSDB ao Poder antes de 2018, e, neste caso, podem até tirar a Eleição presidencial de pauta, alegando que o Governo do PSDB não teve tempo de “consertar” as coisas e que é justo permanecerem por mais alguns anos no comando do Governo Federal para o “conserto” do País, destruído por anos seguidos de administração do PT e do PMDB, adiando para outra data as eleições de 2018.

O mais interessante, a PEC 55 estará em pleno funcionamento, ou seja, a realidade mais desejada pelo grupo dos seis poderes.

Qualquer crítica à continuidade do congelamento dos gastos públicos virá a resposta cínica e sem nenhuma cerimônia:

- A PEC 55 foi obra do Temer! E, está validada na Constituição Federal, não podemos ir contra a Constituição, nós a defendemos.

20 anos de congelamento dos gastos públicos e o PSDB nadando de braçada no Poder.

Eis a verdadeira forma de se manter por 20 anos no Poder como sonhavam FHC & Cia.

E, lembrando, toda a narrativa para a consumação do Golpe dentro do Golpe, bem sabemos, o oligopólio midiático capitaneado pela Rede Globo se encarregará de colocar em prática via noticiário da velha mídia.

Vão ter que amansar a população, será que dará certo?

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Prof. Ricardo

Nosso gargalo é o gerenciamento...

Nassif, em meus estudos sobre transportes e logística pelo Brasil tive a oportunidade de viajar 150.000 km por todo o país.

Minhas conclusões, depois de 4 anos levantando dados sobre 5.570 municípios relacionados à economia, condições sociais, clima e transportes, dentro do contexto do Plano Viário Brasileiro de 1972, é de que temos um mercado formado por uma economia nacional de 200 milhões de pessoas com um desempenho surpreendente para um país em desenvolvimento.

Veja, desde 1950 até hoje, em 2016, saímos da 162° posição na economia mundial para estarmos agora dentre as 10 primeiras. O antigo Brasil acanhado de 50 milhões de pessoas tem hoje 200 milhões.

As conclusões finais são de que em 66 anos vingamos um projeto muito interessante de país que não foi acompanhado por um desenvolvimento equivalente das nossas elites governantes, as quais, continuam adequadas aquele país acanhado da década de 1950, com os mesmos cacoetes, incompetências, politicagem barata e visões erradas ou distorcidas do que é realmente o Brasil e seus potencias.

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O Xadrez da guerra mundial entre os poderes

o colapso avança. o presidencialismo de coalizão pariu o presidencialismo condominial. e nele a guerra das famiglias é sem fim. cenas de canibalismo explícito.

está definitivamente exposta a face horrenda da lumpenburguesia brasileira. existe alguma hipótese, mesmo a mais remota e longínqua, de sermos um país sob sua hegemonia? não há, e nunca houve, grandes empresários “nacionais”. nunca tiveram qualquer comprometimento com um projeto de país.

a não auditoria da privataria tucana e a supressão da Satigraha pariram a Lava Jato. a Lava Jato destruiu o Brasil tal qual o conhecíamos. não há terono.

o setor dominante nunca será capaz de solucionar a crise. ele é a crise.

o Rio de Janeiro tornou-se o laboratório do futuro – para o bem e para o mal. daí a importância da campanha de Freixo. muito mais importante do que apenas o resultado eleitoral obtido. tornou-se um ponto de resistência e de re-existência.

mas o tsunami de choque e pavor arrasando com a institucionalidade do país terá que desembocar no centro do capitalismo brasileiro: São Paulo. então, a crise econômica e política se encontrará com a crise ecológica.

o que nos resta... em 1964, com o golpe militar, e 1968, com o AI 5, estávamos isolados, cada qual no seu canto. agora pelo menos ainda temos a web para nos comunicarmos. não sou otimista. nem de longe. mas não tenho dúvida alguma que são as pessoas, somos nós, que fazemos tudo acontecer. e, por mais difícil e improvável que seja,  temos o poder de fazer a História se mover em nosso favor.

a prisão do bonde do Cabral e a crise do Estado:

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CB

Eu tenho apenas a impressão

Eu tenho apenas a impressão de que é o psdb que está a reboque do judiciário. O partido seria uma espécie de ARENA que servia a quem realmente tinha poder de mandar prender ou soltar. Por enquanto, são os peemedebistas  que estão sendo retirados do caminho; mas, se algum tucano ousar se rebelar contra o golpe, a lava jato tratará de servir como freio à sua rebeldia. Os nicaraguenses demoraram décadas pra se livrarem da ditadura implantada na década de 30, mas conseguiram. Nosso país é bem diferente e os tempos são outros, mas isto serve de alento.

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Ivanilson Souza

Não há rei

Triste sina deste meu Brasil brasileiro e seus filhos amados, mas nem tão brasileiros assim. Nesse esgoto a ceu aberto, da nossa ilusória res-publica, os ratos não roem a roupa "nova" do rei (até porque não há rei, mas apenas um bobo infeliz). Eles roem as carniças administrativas, politicas e jurídicas dos gestores nos respectivos poderes. Nesse antro, parece não haver mais espaços para alteridade, bondade, caráter, decência, ética, firmeza, generosidade, humildade, inteligência, JUSTIÇA, liberdade, mea culpa, nobreza, (h)onra, princípios, qualidade, responsabilidade, sabedoria, ternura, união, VERGONHA, xicalamidades e zanga. Mas o que se tem deixado ver é exatamente o oposto a tudo isso. Ainda assim, a maioria da população segue lutando, persistindo e agindo honestamente, afinal, porque ela não gosta de ratos é que evita se aproximar dos esgotos.

 

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Ivanilson Souza

Triste sina deste meu Brasil

Triste sina deste meu Brasil brasileiro e seus filhos amados, mas nem tão brasileiros assim. Nesse esgoto a ceu aberto, da nossa ilusória res-publica, os ratos não roem a roupa "nova" do rei (até porque não há rei, mas apenas um bobo infeliz). Eles roem as carniças administrativas, politicas e jurídicas dos gestores nos respectivos poderes. Nesse antro, parece não haver mais espaços para alteridade, bondade, caráter, decência, ética, firmeza, generosidade, humildade, inteligência, JUSTIÇA, liberdade, mea culpa, nobreza, (h)onra, princípios, qualidade, responsabilidade, sabedoria, ternura, união, VERGONHA, xicalamidades e zanga. Mas o que se tem deixado ver é exatamente o oposto a tudo isso. Ainda assim, a maioria da população segue firme, persistindo, lutando, superando dificuldades e agindo honestamente. E assim deve ser, pois quem não gosta do mau cheiro da amônia, comum nos esgotos, deve se manter longe dos ratos e em hipótese alguma deverá seguir seus rastros.

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Triste sina deste meu Brasil

Triste sina deste meu Brasil brasileiro e seus filhos amados, mas nem tão brasileiros assim. Nesse esgoto a ceu aberto, da nossa ilusória res-publica, os ratos não roem a roupa "nova" do rei (até porque não há rei, mas apenas um bobo infeliz). Eles roem as carniças administrativas, politicas e jurídicas dos gestores nos respectivos poderes. Nesse antro, parece não haver mais espaços para alteridade, bondade, caráter, decência, ética, firmeza, generosidade, humildade, inteligência, JUSTIÇA, liberdade, mea culpa, nobreza, (h)onra, princípios, qualidade, responsabilidade, sabedoria, ternura, união, VERGONHA, xicalamidades e zanga. Mas o que se tem deixado ver é exatamente o oposto a tudo isso. Ainda assim, a maioria da população segue firme, persistindo, lutando, superando dificuldades e agindo honestamente. E assim deve ser, pois quem não gosta do mau cheiro da amônia, comum nos esgotos, deve se manter longe dos ratos e em hipótese alguma deverá seguir seus rastros.

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O XADREZ DA GUERRA MUNDIAL ENTRE OS PODERES

Apenas para abrir um pouco o leque das discussoes. Estou oferecendo nova pagina em meu blog. O endereco eh:

 

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

 

Em Trumpando o Eleitor analiso os resultados das eleicoes presidencias nos Estados Unidos em 2016. Mesmo sem aprofundar, revelo vinculos consequentes com a situacao brasileira.

Os "bozos da corte brasileira" nao vem risco algum em ofertarem o pais para fazer parte do Imperio Mundial. Mas o risco eh o mesmo de acontecer o que aconteceu entre Inglaterra e Portugal. Portugal desistiu do seu proprio imperio para tornar-se vassalo do Imperio Ingles. E hoje so existe porque esta na periferia do Imperio Europeu.

Como digo em meu texto, copiando Chico e Rui, o Brasil do PMDB e PSDB esta buscando confirmar que: "Ai essa terra ainda vai cumprir seu ideal/Ainda vai tornar-se um imenso Portugal".

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Maria Rita

Bem que poderia haver um

Bem que poderia haver um xadrez para crimes sem criminosos (trensalão paulista) e criminoso sem crime (julgamento de Lula). Acredito mesmo que haverá prisão preventiva para os trens paulistas, já que homem tucano é imexível para tucano juiz. Quanto ao Lula, um pedalinho é muito grave,prova contudente, onde já se viu operário ter pedalinho?  E nós, brasileiros, teremos, a partir de então somente Um domingo no parque com João e José brigando.  

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Pedro Augusto Pinho

CIDADANIA

UM PROJETO PARA CIDADANIA

I – INTRODUÇÃO

O Brasil vive, neste ano de 2016, um dos piores momentos de sua história. Temos um inimigo da nacionalidade no governo, como já ocorreu no Brasil Colônia e nos primeiros momentos do golpe de 1964. Mas há uma diferença. Em ambos os casos citados, o inimigo da nação brasileira era perfeitamente visível e identificado.
Mas no Império, como hoje, o colonizador se oculta nos próprios poderes constituídos. O Brasil Império foi uma colônia inglesa. Entramos numa guerra, onde além da vida de brasileiros perdemos bens e dinheiro, que nada tinha a ver com os interesses nacionais, mas com os interesses geopolíticos do Império Britânico: a guerra do Paraguai. E pior, nos ensinam nos livros de história a enaltecer as pessoas que melhor serviram aos interesses ingleses. Agora temos, e é bom frisar, em todos os três poderes, um projeto de alienação da soberania e dos interesses do povo brasileiro. E querem nos impingir que se luta contra a corrupção e pela nossa economia saudável.
Por que, então, não vemos o país em armas, nas ruas, a exigir governantes comprometidos com o Brasil?
Não é resposta fácil, mas arriscarei um diagnóstico e colocarei uma ideia em discussão. Acompanho e de algum modo participo de grupos de pessoas que, honesta e denodadamente, buscam um Projeto para o País. Colaboro, mas fico também com a ideia de que, por melhor e mais amadurecido que ele seja, logo será destruído pela força dos interesses estrangeiros e pela hipocrisia e egoísmo, até pela ignorância, de boa parte da chamada elite brasileira. Penso que não se desenvolveu em toda nossa história, embora tenhamos obtido em poucos momentos governantes nacionalistas, um projeto de cidadania. E, só a partir dele, construir as instituições brasileiras; instituições que corresponderão a nosso estágio civilizatório e ao “modo brasileiro” de se governar, seja ele qual for e não necessariamente copiado de ideologias e modelos estrangeiros. Adiante tentarei explicitar meu entendimento sobre esta palavra: cidadania.
O mundo ocidental será meu limite territorial. Sempre que universalizar um conceito ou um exemplo, estarei me referindo apenas à Europa e aos continentes colonizados por europeus, da forma mais intensa e desconstrutora das culturas nativas, quando não exterminadas num processo genocida: Américas e África. Por desconhecimento, terei que excluir a Ásia, onde as culturas confucionista e budista conformam uma ideologia que não sei interpretar, além de não conhecer, senão superficialmente, sua história.
Há uma frase que me marcou: os direitos sociais não cruzam fronteiras. O mesmo poderia dizer em relação à cidadania. Desculpem-me os marxistas, mas as algemas aferroam diferentemente, conforme as culturas, os proletários ao redor do mundo. De comum terão sempre a ausência da cidadania, mas esta se formará também diferentemente, não pode ser globalizada, conforme as dimensões cuja exposição é um dos objetos deste trabalho.
Mesmo voltado para meu País, é indispensável ter uma visão do mundo que nos cerca. Nestas últimas décadas, especialmente a partir da queda do Muro de Berlim, o capitalismo financeiro vem dominando não só a economia mas a política e mesmo o pensamento acadêmico. Tanto que, como num passe de mágica, a crítica ao capitalismo foi considerada ultrapassada e redutora da teorização intelectual. Só a recente realidade do declínio da produção, do desemprego, da recessão interminável e das manifestações políticas e sociais, como a onda migratória que corre continentes, trouxe de volta a reflexão crítica. Na sociedade cuja riqueza é seguidamente concentrada e em ritmo crescente e os primeiros excluídos são as denominadas minorias, as questões de raça, de gênero e de cultura voltaram a se instalar na análise da sociedade como um todo, ou seja, nas dimensões econômicas, psicossociais e políticas. E disto a questão da cidadania também trata.
Concluindo esta Introdução, embora tenha o Brasil, suas culturas, seus pensadores, seu povo como objetivo, não me furtarei a usar o que já se produziu no exterior a este respeito, com a restrição que o conservador espanhol Ortega y Gasset recomendava em seu livro Missão da Universidade: busque-se no estrangeiro exemplos, nunca modelos.

II – ENTENDIMENTO DE CIDADANIA

A ideia de cidadania começa na Grécia antiga, como muitos conceitos em nosso mundo ocidental. O cidadão é um membro da “polis”, mas não o são todos os membros. Ele, simultaneamente, governa e é governado. Aristóteles apresenta os requisitos: é um indivíduo do sexo masculino, de ascendência conhecida, guerreiro, patriarca, usuário do trabalho de outros (mulheres e escravos) e de tudo que faz parte da sua casa.
É, realmente, muito interessante verificar que até hoje, transcorridos mais de dois mil anos, este conceito ainda guarda abrigo na manifestação quase instintiva das pessoas. Na verdade, a cidadania do homem armado, que manda e obedece, foi, ao longo da história, ganhando, paulatinamente, cada vez maior extensão, sendo hoje de todas as pessoas que residem numa “polis”, também ampliada para a noção de estado.
Por isso, na Introdução, disse que o conceito de cidadania não se aplica hoje, com as restrições econômicas, psicossociais e políticas, a toda espécie humana, o que não significa que não poderá ocorrer amanhã. A cidadania tem fronteiras, como no verso sobre o passaporte de Maiakovsky, em 1929: “Eu sou cidadão da União Soviética”.
Cinco séculos após Aristóteles, os jurisconsultos romanos Gaio e Ulpiano dão ao cidadão uma entidade jurídica, não era mais uma pessoa que agia sobre outras, mas a pessoa que agia sobre as coisas, introduzindo na cidadania o conceito de propriedade. Cidadão é possuidor de coisas, ele não o é em abstrato. Ele é livre para pedir e obter o apoio da lei de uma comunidade. Quando atua ele é um cidadão. Logo, esta condição se estende por todo Império Romano. Mas observemos aqui a limitação espacial. Um celta, um bretão só seria cidadão se estivesse, livre, habitando com seus bens dentro dos limites do poder romano. Paulo, apóstolo de Cristo, era natural da Cilícia, hoje Turquia, filho de pais judeus, mas ao ser preso exigiu julgamento por seus pares, por ser cidadão romano, e foi conduzido a Roma.
Observemos que hoje, não aceitando submeter o cidadão norteamericano a cortes internacionais, os Estados Unidos da América se auto refere como a Roma imperial.
O advento do direito deslocou o cidadão de um universo político - da “polis” grega - para o do “civis”, do “burgo”, ou das leis. Do mundo de interações puramente pessoais passa-se a viver o mundo dos atos, das coisas, o cidadão é agora um súdito da lei.
Entra então uma nova variável, o cidadão será o elaborador dos seus constrangimentos e defensor de seus bens e dos seus direitos: o elaborador das leis. O materialismo não é uma criação marxista, mas do direito romano.
Mas a distinção do real, de “res” (coisa), sobre o pessoal, que torna agora o cidadão um agente, introduz igualmente a possibilidade das ações particulares e das ações sociais ou públicas. A cidadania continua como uma busca de exercício de direitos. O acatamento à soberania (das leis ou do Estado ou do soberano) vai passar também a ter mais de um sentido. E a cidadania vai se afastando da individualidade e criando uma supracidadania que irá defendê-la, o Estado.
E o que se dirá, quando pelo século XV e XVI, o comércio passar a ser um elemento de substantiva importância entre Estados, entre leis que definem cidadanias. A quem se dará a posse das armas? O homem cidadão medieval ainda é um homem armado, como na “polis” e mesmo na “urbes”, ateniense ou romano, mas estamos agora na dimensão das várias cidadanias. E, adicionalmente, mas de extraordinária importância, enriquecida com os ensinamentos de uma religião de igualdade, de amor ao próximo, de reivindicações que fogem das relações apenas com as coisas, espalhada por todo mundo europeu das ações.
E na continuidade desta cidadania surge então outra distinção: os puros e os impuros, os fiéis e os infiéis num mesmo burgo, dentro dos mesmos limites espaciais. Este debate continuará, travestido de novas ideologias – raciais, sociais, religiosas – com denominações de judeus, comunistas, terroristas islâmicos, bolivarianos, até nossos dias.
Mas podemos concluir, para o entendimento destas reflexões, que o cidadão é todo aquele que tenha nascido ou resida, com intenção permanente, num espaço denominado Estado e seja, por este Estado, assim considerado. O cidadão, como no poema de Maiakovsky, será israelita ou sueco ou boliviano ou britânico e, o que é nosso único interesse, brasileiro, conforme a instituição supracidadã, o Estado, por lei dos seus cidadãos, assim o considere.
Vamos discorrer a partir de agora a respeito da formação da cidadania. A cidadania é única, indivisível, mas didaticamente distinguimos três expressões ou dimensões em sua formação: a econômica, a psicossocial e a política.

III – EXPRESSÃO ECONÔMICA NA CIDADANIA

Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, relata evento de sua infância, quando residia na capital de Bengladesh. Um diarista muçulmano foi assassinado por ter procurado trabalho na comunidade de indus, que sua família miserável chamava zona hostil e sua esposa pedira que evitasse. Mas sua pobreza extrema o obrigava a buscar recursos com o risco da própria vida.
Confunde-se, frequentemente e talvez até intencionalmente, a renda per capita com a qualidade e a autonomia de vida. É a consequência do modelo consumista e perdulário, hoje também chamado não sustentável, que foi desenvolvido e exportado pelos Estados Unidos da América (EUA). Há um muito expressivo cartaz, próximo ao aeroporto de Havana, onde se lê, mais ou menos, esta frase: esta noite milhões de crianças dormirão com fome, nenhuma é cubana.
Busca-se, na expressão econômica da cidadania, garantir que todos habitantes do burgo contemporâneo, do Estado Brasileiro, não sofrerão humilhação, maus tratos, ou emprego em condições semelhantes a de escravo, por insuficiência econômica. A todos será garantido o mínimo necessário para sua sobrevivência e dos que vivem sob sua dependência, pela idade ou por qualquer tipo de incapacidade.
Recordemos um princípio básico da cidadania, que vem desde a antiguidade clássica, o da participação. Mas esta participação nunca poderá ser desigual numa sociedade que se quer democrática; é imperiosa a paridade da participação. Um primeiro passo desta paridade é a liberdade econômica, a possibilidade de existir sem constrangimento de seus “pares cidadãos”. Paridade, e disto trataremos também nas outras expressões, é ser um par, ser um igual em vida, em gênero, em raça, em direitos políticos e de expressão. Paridade aqui tem o conteúdo econômico.
Existe em todo mundo experiências e discussões em torno da renda mínima. Nem é uma ideia contemporânea. Thomas Morus, humanista e homem de Estado, símbolo de dignidade do período renascentista; Nicolas de Condorcet, marquês, matemático, filósofo, ideólogo da Revolução Francesa; John Stuart Mill, Bertrand Russell e tantos outros pensadores, que se interessaram sobre a questão do homem, sugeriram algum tipo econômico de garantia de vida, proporcionado pelo Estado a seus cidadãos. Mais recentemente, neste século, partidos políticos, movimentos sociais, os próprios governantes, em certos momentos, apresentaram projetos e propostas neste sentido, como na Alemanha (renda básica), na Espanha (renda mínima incondicional), na Finlândia (rendimento básico para segurança social), em Portugal (imposto negativo universal) e até nos EUA, com Milton Friedman, monetarista e privatista, que defende (Capitalismo e Liberdade) um tipo de renda de sobrevivência aos cidadãos, sempre dentro de seus países. Há, inclusive, um movimento privado, na Bélgica, de renda mínima por questões de segurança, para uma pequena comunidade flamenga, que o desastre neoliberal certamente demolirá, se, quando escrevo estas reflexões, já não o fez.
No Brasil, a Plataforma de Bolsa Família tem, entre suas quatro situações de ingresso, dispor o beneficiário de renda familiar, por pessoa, no valor até R$ 77,00 ou, havendo menores, até R$ 154,00. Esta plataforma se comunica com o sistema educacional e com o programa habitacional para população de baixa renda. Ao lado desta Plataforma, há um programa de emprego e outro sistema que completa a garantia de paridade participativa, da liberdade cidadã: o Sistema Único de Saúde (SUS).
Estes projetos brasileiros são um excelente exemplo de construção da cidadania sob a expressão econômica, onde estão asseguradas a condição mínima de sobrevivência e da manutenção da saúde.
Como é óbvio, apenas o Estado pode e deve ser responsável pelo programa, sendo a sociedade civil, através de suas organizações, um fiscal de sua execução.
Sem dúvida que perspectivas neoliberais, que nunca se interessam pelos cidadãos de carne e osso, mas por uma ficção de consumista e investidor, reagem a esta obrigação da sociedade; nem tão moderna, como já vimos, mas indispensável ao humanismo do século XXI. A filósofa norteamericana Nancy Fraser (A justiça social na globalização: redistribuição, reconhecimento e participação, 2002) coloca a distribuição de recursos materiais como condição objetiva para a paridade de participação, ou seja, para a construção do ser cidadão. Reconhece Fraser a disparidade do meio como um empecilho à paridade, mas é o desafio que os Estados, em sua necessária ação pela cidadania, devem investigar e encontrar soluções.
Entendo que colocar qualquer empecilho a estes projetos representa uma declaração de guerra aos habitantes do País, uma atuação verdadeiramente hostil à própria dignidade humana e a construção de uma pátria soberana.

IV – EXPRESSÃO PSICOSSOCIAL NA CIDADANIA

A dimensão psicossocial da cidadania, também denominada condição intersubjetiva, é das mais complexas expressões da cidadania, pois envolve padrões de valores culturais e percepções subjetivas distintas. É a que tem maior riqueza de tratamentos e mais volumosa bibliografia. Faremos alguma redução para estas reflexões.
Inicialmente uma ressalva, como coloca Nancy Fraser para o que denomina paridade participativa ou formação cidadã; nem a condição objetiva, a expressão econômica, nem a intersubjetiva, a expressão psicossocial, são, sozinhas ou isoladamente, suficientes. Também não o será a expressão política. O Projeto Cidadão é uma articulação das três dimensões, simultaneamente.
Muito do que se tem nesta expressão aparece sobre o conceito de reconhecimento. O reconhecimento pode ser considerado uma solução para a injustiça social, como no exemplo do apartheid da África do Sul, a cidadania universal “não racial”, ou do Estado Plurinacional da Bolívia. Mas esta ideia também traz o entendimento de distinção. E temos então um complicador para crucial questão das diferenças. Se de um lado é necessário que categorizemos as culturas, os gêneros, as raças para que, igualmente, paritariamente, atuem como cidadãos, não o podemos fazer sem que as identifiquemos e, assim, aplicaremos uma distinção. Nancy Fraser fala de uma esquizofrenia filosófica, ainda mais que estará implícito, no reconhecimento, questões de justiça e de ética. Situações ideais encontram nesta sutilíssima formação cidadã empecilhos, fruto das próprias auto referências e internalizações culturais.
Geralmente, e o Brasil já teve esta experiência, criam-se esferas administrativas específicas para tratamento de questões de raça e de gênero. É sempre um avanço, mas insuficiente para as condições operacionais de um Estado. Há na literatura dois marcos significativos: Pierre Bourdieu, francês, e Jessé Souza, brasileiro. Transcrevo de Jessé Souza, sobre capital cultural (Pierre Bourdieu: pensador da periferia?, 2007): “ são esses capitais passados de pai para filho que são tornados invisíveis na ideologia do “mérito individual”, como se o mesmo fosse uma “conquista individual” e não uma construção social por meio da classe social transmitida afetivamente pelo convívio familiar”.
E, entramos assim, numa outra complexa questão da pedagogia para cidadania. Não se trata tão somente de uma formação intelectual, da transmissão de um conhecimento e da busca ou pesquisa de soluções científicas e tecnológicas, menos ainda de um adestramento operacional. Cuida-se da integral formação dos brasileiros para o exercício consciente e moral da cidadania.
É relevante verificar que forças antinacionais, com pretextos ridículos de ideologização, como se não o fosse qualquer pensamento religioso, querem excluir a noção crítica, indispensável na formação da cidadania. Caso contrário estaríamos formando uma legião de robôs, não de cidadãos.
O tratamento cultural é, igualmente, amplo e fundamento de uma atitude valorativa da nacionalidade. Acusa-se o complexo de viralata dos brasileiros, mas num processo didático, onde se valoriza o bem estrangeiro e desvaloriza o nacional, este é uma consequência inevitável. Veja-se que não se está criando com esta ênfase cultural qualquer xenofobia. Recordemos que a França, em diversas e recentes decisões, legislou em favor da língua e da cultura francesa, orgulho de seus nacionais.
Cuidemos, agora, de questões mais personalizadas da expressão psicossocial. Ao optar por programas ou projetos que, claramente, são opostos à construção da cidadania, à liberdade do século XXI, escolhendo o chamado “voto conservador”, esta pessoa, na verdade, está fugindo da liberdade, do individualismo responsável. E nesta fuga, evitando autoflagelar-se, apresentará as desculpas da “sociedade permissiva”, da “escola partidária”, do ridículo “que sempre foi assim”, quando não de uma pretensa e inexistente isenção.
A cidadania não é unicamente um bônus, ela acarreta o ônus participativo. Não se pode exigir, muito menos considerar que, mesmo num exitoso projeto de cidadania, todos sejam entusiastas participantes. Haverá sempre os que, pela própria distinção (Pierre Bourdieu) da formação mais íntima, por acatamento a ideologias, por mecanismos da psicologia social pouco inteligíveis, ou quaisquer motivos se insurgirão em enfrentar as opções, as escolhas da cidadania. Isto deve e certamente será tratado dentro da normalidade estatística e a expressão política mostrará a significância da dissidência. Na medida que ela for expressiva, as próprias normas sociais estarão sendo revistas, conforme esta representatividade. Cidadania não é um fim, é um processo, e creio que, em seu entendimento, isto deve ter ficado claro.
Ao fim, duas questões desafios. Encontrar uma orientação coerente e inclusiva que integre redistribuição (economia) e reconhecimento (psicossocial). E desenvolver uma estrutura operacional permeável e transparente, que se refaça na evolução do Projeto e não se cristalize na arrogância decisória.

V – EXPRESSÃO POLÍTICA NA CIDADANIA

A primeira e fundamental questão é a expressão do cidadão. Isto significa que o modelo de comunicação nunca poderá estar em mãos privadas oligopolistas ou, pior ainda, monopolistas. Ainda mais, o sistema de comunicação de massa não deve ser de empresas privadas, mas de fundações sem fins lucrativos, empresas públicas ou de controle comunitário, mas sempre nos limites da comunidade que o gerencia. Em outras e resumidas palavras, um sistema Globo de Comunicação é totalmente oposto à formação da cidadania.
Vejamos o que significa, nos EUA, o domínio de um sistema privado, comercial de comunicação de massa. Nos anos 1940 e seguintes, os EUA lutaram contra o Japão, a Coreia e o Vietnam. Nos filmes, histórias em quadrinhos e até romances que eram lá difundidos e até exportados, vendia-se a imagem dos orientais traidores, vis, sempre atacando covardemente os demais. Hoje, identicamente, aparecem os árabes, de turbantes, como os personagens do mal, os terroristas.
Creio que uma das variáveis que conduziu Donald Trump à vitória foi o mito, muito difundido e mantido pela comunicação de massa, do herói, do mocinho que luta, de peito aberto, sem concessões, contra os bandidos e, sempre, vence. Toda filmografia do western está calcada neste herói, que é o exemplo da infância e o desejo do adulto. Aqui no Brasil, parte expressiva de toda população acredita que apenas um messias poderá salvar o Brasil, o que vem da Colônia e é reproduzida pela mídia, gerando Jânio Quadros, Fernando Collor e, mesmo, Lula.
O modelo de comunicação de massa para expressão política na cidadania deverá ser estudado e não é de simples definição: deve atender às condições regionais, comunitárias, a segurança nacional, a representatividade cultural e de minorias, e muitas outras questões, mas, em hipótese alguma, deverá ser privado e empresarial. Enquanto uma cooperativa de jornalistas e colaboradores, o jornal francês Le Monde foi um exemplo e referência para divulgação e análise das notícias. O neoliberalismo o destruiu.
Coloquei a comunicação de massa também no universo da defesa nacional e, ainda que não esteja sob sua única tutela, esta atividade do Estado deve participar do modelo e da supervisão da sua execução.
Outra questão da política na formação cidadã diz respeito à participação mais intensa nas decisões cotidianas. Dou um exemplo, já existente, e que deveria ser muito mais ampliado: os tribunais de júri. Não apenas para os crimes dolosos contra a vida nem apenas na área penal, mas em todas as áreas de julgamento judiciário. Vem-me a mente questões de separação de cônjuges, envolvendo filhos menores, não poucas vezes sujeitos a preconceitos religiosos ou de gênero ou de qualquer outra origem por juízes em todas as instâncias. Sem dúvida que um tribunal composto por pessoas da comunidade estará muito mais sensibilizado para entender, por exemplo, uma ação psicopata ou de interêsse econômico de uma parte. Ressalvemos que nesta situação, por envolver intimidades, assim como em outras causas que exponham questões de foro íntimo ou deficiências pessoais, o sigilo deve ser sempre recomendável. E esta participação vai auxiliar na própria formação cidadã.
A participação em processos políticos eleitorais não se qualifica como paridade participativa nas condições atuais. Mas não bastam controles financeiros, listas partidárias, o processo de tomada de decisão é, quase totalmente, marginalizador. A divisão territorial e a autonomia política parecem-me interligadas para efetividade participativa. Novos conceitos federativos, novas formas de distribuição de núcleos decisórios, novas atribuições de responsabilidade são necessárias para que os cidadãos não só participem, mas sintam e identifiquem as consequências de suas ações. A informática abre espaço para consultas mais frequentes e mais amplas à população, democratizando as decisões do Estado. É necessário que se a aproveite.

V – CONCLUSÃO

Vivemos cercados de mitos. Eles já nos chegam desde o nascimento, sob a forma de sensações, e nos acompanham na vida adulta sob a forma de preconceitos. Na formação da cidadania nós não os eliminamos, mas ganhamos consciência deles. E, assim, somos capazes de administrá-los. Quanto mais profunda e internalizadamente tenhamos o valor da cidadania, mais capazes seremos de agir livremente.
A cidadania não é apenas um valor político e social, é também um fator libertador, um elemento para nossa própria independência. A obra do filósofo canadense Charles Taylor trata de diversos aspectos desta consciência libertária e das consequências para a vida psíquica e intelectual das pessoas.
É inegável que vários instrumentos para a cidadania foram implantados no Brasil, principalmente nos governos pós 2003. Alguns foram ampliações e modernizações de recursos já existente, como o Bolsa Família, outros foram reforçados, como a rede pública de comunicação, com a TV Brasil, houve descentralizações importantes para a ampliação de redes de atendimento, o ensino foi priorizado, mas faltou uma gestão geral, coordenadora de toda ação pela cidadania que a explicasse e divulgasse sua importância. Procuram as forças anti cidadãs confundir cidadania com ideologia. Como também procuram ver as disfunções do estatismo como restritivas para a ação do Estado. No entanto não há, fora do Estado, quem possa promover todas as ações pela cidadania.
Coloca-se, hoje, a questão da corrupção, ora sob ótica moral ora ética, como questão central do País. Nada mais falso e pernicioso. Sempre foram as elites, apropriando-se do trabalho escravo, da miséria e da ignorância do povo, as mais corruptas forças no Brasil. E tem sido elas as aliadas nacionais dos golpes contra o Brasil.
Também foram estes últimos governos que deram ênfase para medidas de transparência das ações públicas, principalmente do Poder Judiciário, e que causaram forte reação desta elite.
Mas o discurso e a ausência de comunicação de massa, verdadeiramente cidadã e de interesse nacional, levou ao retrocesso do golpe de maio de 2016. Foi, como ocorreu em diversas outras épocas de nossa história, o interesse estrangeiro prevalecente sobre o nacional, a hipocrisia das elites e a desinformação pelos veículos de comunicação de massa, que aplicaram mais um golpe no permanente projeto de soberania nacional. E é este esforço pela construção cidadã que, penso eu, cada vez que for mais aprofundadamente implantado, que ganhar os corações, mentes e direitos de nossa gente, dificultará a aplicação dos próximos golpes.
Vivemos também no mundo e no Brasil uma crise das instituições, que entendo ser consequência do domínio neoliberal. Mas a reforma ou reconstrução institucional deve estar associada à participação cidadã. Não sendo assim ela continuará frágil e suscetível aos golpes, como os presenciados no Brasil.
A cidadania é um processo e tem o dinamismo que o estágio civilizatório permite. Temos que entender este fato para não nos apegarmos a modelos que, tendo sido exitosos num momento ou estágio civilizatório, não mais atendam ou encontrem as necessárias respostas para a nova situação. Recordemos a lição de Karl Polanyi (A Grande Transformação, 1944), ao discorrer sobre as crises do capitalismo que não são somente um abalo na economia, mas atingem as pessoas, no desfazimento da solidariedade, as comunidades, que se desintegram, e a própria natureza, que se degrada. Temos vivido o aguçamento dessa crise com o financismo, o “mercado desenraizado”, que traz em seu bojo a falta de ética e de moral, e um duplo movimento, além da economia não regulada, a proteção social reprimida e a ameaça política. Mais do que nunca, a consciência cidadã surge como possibilidade de impedir que este cenário conduza à guerra ou ao fascismo.
Finalizando com o mestre Darcy Ribeiro: cada etapa evolutiva é “uma constelação particular de certos conteúdos do seu modo de adaptação à natureza, de certos atributos de sua organização social e de certas qualidades de sua visão do mundo”.
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado (novembro/2016)

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AMORAIZA

sobre cidadania

Interessante e meticuloso, mas enquanto não se tornar pública a informação privilegiada de como se erige uma pirâmide social, 

a noção de cidadania será apenas mais uma palavra, assim como são apenas palavras igualdade, liberdade e fraternidade.

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Tenho certo receio de que

Tenho certo receio de que quem se dispuser a fazer uma análise crítica e sincera desses tempos, acabe indo para a cadeia.

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No momento não, mas em breve conforme a direção do vento......

No momento não, mas em breve conforme a direção do vento, certamente;

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Eduardo Magrone

O Brasil não deu certo?

Não há mais como reconstruir o pacto que foi selado pela Constituição de 1988. Vivemos hoje em um País que não mais poderá conviver com as relações entre os poderes que prevaleceram nos últimos 31 anos. Ou seremos capazes de reunir as forças consequentes para fazer avançar a democracia, ou a nossa democracia será assassinada. Não é mais possível preservar a democracia com a atual configuração da mídia, da legislação eleitoral vigente, da inconteste soberania da especulação finanaceira, do grave enfraquecimento da laicidade do Estado e da partidarização desavergonhada do poder judiciário. Parece que ninguém ainda se deu conta de que, depois das passeatas de 2013, não há mais como aprimorar a democracia brasileira por meio dos mesmos instrumentos, insitutições e agentes, advindos da dita "Nova República". Fica um alerta, caso as forças progressistas demorem mais tempo para se organizar e alterar profundamente sua atuação no sentido de aprofundar a democracia, os patetas patifes que invadiram o Congresso, ofederam seu presidente e desafiraram a autoridade da polícia legislativa poderão ser os parteiros do futuro políitico sombrio do País. É chegada a hora da AÇÃO. Menos vaidades, menos estrelismos, menos sectarismos, menos ressentimentos e menos divisões entre o campo daqueles que ainda podem fazer alguma coisa para não apenas reverter o quadro atual, mas para fazê-lo avançar em direção de uma democracia real, que é a única forma de reversão desse teatro de horrores em que se transformou a vida instituicional do País.

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Victor Suarez

Ou seja, estamos sentados em

Ou seja, estamos sentados em cima de uma bomba relógio social. Com o povão sabendo que qulquer juizeco ganha R$ 70.000,00, que a Lava Jato é do PSDB, que o STF tem um dono, que a Globo mandou humilhar Garotinho para dar um recado a Crivella, que os Marinho, o MPF, os Juízes estão acima daa lei etc etc.

Os reacionários já chamaram os militares. Já desistiram de Temer.

Mas o exército contra o Judiciário seria uma luta estranha e com decapitações históricas. Imaginem Gilmar Mendes numa maca, sem roupas, sendo levado pela Força Nacional numa ambulância para a Papuda, ou quem sabe para um Paredão.

Não vejo outra saída senão uma Revolução.

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IVO GOMES

Pobreza de espírito

Essa situação não se sustenta. A loucura e a ignorância tem que ter um fim. Tenho pena dessas pessoas que necessitam exprimir poder e são tão pobres, pequenas e cheias de ódio. Pessoas que têm tanta necessidade de expressar  sua pequenez e pobreza de espírito. Na verdade, estão se auto-destruindo. 

 

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Ciro Medeiros

#Brasil desMOROnando

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Antônio - Minas Gerais

Quem

nomeou esses filiados (Carmen Lúcia, Fux, Barroso, Fachin, Rosa Weber) do PSDB para o STF? Essa tigrada não tem biografia e nem estatura moral para estar onde está. É repugnante a subserviência da Carmen Lúcia ao Gilmar. Comportamento digno de uma secretária

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Elisangela

Caro, peço não xingar as

Caro, peço não xingar as secretárias.

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C.Poivre

Sem-noção

A "ministra"(sic) sem noção Carmen Lúcia não é um caso isolado. Os golpistas queriam apenas dar o golpe e se vingar dos que os venciam sistematicamente nas eleições, mas nenhum deles, em nenhum dos poderes da extinta república têm noção de país ou de nação e muito menos como governar nossa infelicitada pátria. São todos sem-noção, amadores da política e das práticas de governo. É a escória em traje de gala incensada por uma mídia hegemônica que só pensa em lucrar mais e mais, num país que para uma globo da vida é apenas um instrumento de uso para atingir os mais sórdidos fins. Enfim, é o império da barbárie.

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Almeid

Enquanto perdurar a

Enquanto perdurar a investigação de Lula ser "chefe de uma organização criminosa" 

o Moro se sente livre para dizer que está "sob sigilo".

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NACIONALISMO, A PORTA É ESTREITA

Comece a entender a economia fiscal pura simples, e porque o mercado não precisa de resultar do imperialismo.

A democracia americana foi golpeada pelo mercado financeiro em 2008, quando o sub-prime imobiliário reduziu o comprimento da renda per capita oferecida como créditos nas áreas políticas, e mudou a safra de transcendência econômica das pobres mentes reprodutoras do começo do dinheiro fictício ao mundo.

O fato do evento especulativo, dos bancos desenvolverem domínios eletrônicos sobre as pessoas, refletiu no primeiro passo para o abandono do dinheiro físico entre a conversibilidade social - o que antes era exclusivo como base crescente da produção monetária, a mais-valia impressa -; ultrapassada, segue-se a mudança empresarial para a transformação transnacional noutros países.

A América, fora do retorno paralelo dos meios de produção, perdia o valor às custas do trabalho escravo  e isenções cambiais, porque as novas tecnologias do mercado não foram dadas ao governo dos EUA

Fato contínuo, os bancos que capturam a transformação das nações (FED) não renovaram o processo intermediário de multiplicação do sonho americano em troca da estrutura de impostos fiscais na matriz do capitalismo imperialista.

No fundo fiscal extensivo, a riqueza no futuro dos bancos, usando os contatos de todas as nações no vazio, se torna o próprio projeto para o motor do FED.

Assim, a transformação de novas gerações de americanos em cidadãos do mundo real, teoricamente, para alcançar o movimento da globalização (os fenômenos), são irrelevantes a juros zero - fe-no-menos somos eu e você!

Isto significa que Trump pode estar certo em seu protecionismo social; e a lista de comprimentos trabalhistas tenha tudo a ver com o espaço a frente para o futuro desenvolvimento econômico de um povo.

Meu chamado é reunir uma comissão de grandes mentes, para compor a unidade Deus-homem no mesmo sistema de conversão espiritual e, no poder que emana do Céu, em cada nação, se capture o seu espaço exterior com o mundo hostil.

 

[email protected]

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

Eu não sei mais o que pensar,

Eu não sei mais o que pensar, fico pensando nos malucos que invadiram o congresso pedindo intervenção militar, penso que o porque deles pedirem não faz sentido, são doentes, mas eu não sei mais o "que" vai mudar a situação, mas uma coisa eu tenho certeza, não vai ser o povo, vamos continuar refém dessa mídia que mente e deturpa tudo o que passa.

Se pararmos pra pensar o projeto de futuro do nosso país está claro: é PSDB no poder, mídia, judiciário e MPF cada vez mais fortes, crimes do PSDB prescritos ou travados por pedidos de "vistas", diminuição dos nossos ativos, venda de tudo que for possível e ainda acho que a grande "sacada" é que a Globo ou os irmãos Marinhos irão comprar o que puderem da Petrobrás, direta ou indiretamente, tornando-se donos dos meios de comunicação e da indústria petrolífera do país. Vocês já pensaram no estrago que essa trupe pode fazer ao Brasil? Quantos anos pra recuperação?

Uma outra suposição é o judiciário tomar conta de vez, começar a caçar o PSDB e lançar candidato pras próximas eleições, um Sérgio Moro ou Deltan Dellagnol, Joaquim Barbosa?

Única forma de mudança é uma severa lei para os meios de comunicação, que ataque diretamente a Globo e a diminuição o privilégio dessa casta do judiciário e MPF. Mas aí eu pergunto, qual poder vai fazer isso? Quem? Que povo? Talvez os militares daqui uns dias não entrem como variável no xadrez do Nassif?

Quando o povo vai se dar por conta que o judiciário e a mídia destruíram o Brasil em dois anos? Quem vai trazer o país de volta pros eixos? Quem vai fazer renascer nossa indústria naval novamente? Quebrou o Rio de Janeiro, vai quebrar Rio Grande e São José do Norte aqui no RS, quem vai corrigir isso?

Eu não enxergo ninguém...

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dja

cereja do bolo é a última a ser comida

Os tucanos têm tradição na elite brasileira, nesta tbm se incluem agentes de altos cargos públicos. Com esse plantel consegue-se maioria para ‘manobras corporativistas’ em quase todos setores importantes do Brasil, inclusive da mídia conservadora, por isso a manada política pró-impeachment acredita que, ao entregar o comando do País àqueles, se desvencilhará do xadrez do presídio por conta do avanço desgovernado da Lava Brasil. Essas porras de políticos atormentados que preteriram Dilma da presidência por ela ser ‘higienista’ se iludem com o (SCT 2017) sistema de controle tucano, se nem esses próprios estão assegurados (Será essa a dúvida do TSE/Mendes?), afinal, a quem delata, é mais importante ser livre a ser filiado.

 

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Dia 03/12 vai ser uma gde evento Nassif.

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C.Poivre

O poder da mídia alternativa

Eleições nos EUA: mídia alternativa mostra influência sobre a opinião pública igual ou maior que a mídia-empresa tradicional:

https://oempastelador.blogspot.com.br/2016/11/zerohedge-incluido-no-que-...

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MAAR

COERÊNCIA E DIALÉTICA SÃO OS ANTÍDOTOS

O cenário tenebroso delineado no artigo realista e panorâmico cima mostra as várias evidências da desestabilização institucionalizada à serviço da construção do caos.

As variáveis e mecanismos descritos na explanação muito bem estruturada deste Xadrez indicam os processos de desvirtuamento das superestruturas política, jurídica e cultural que segue um receituário orquestrado, voltado para a dominação social espoliadora. E a conclusão de que a vítima prioritária da desestabilização do país é a democracia, está firmemente lastreada nos dados de realidade observáveis na trajetória da conjuntura.

Os diferentes atores da orquestração desestabilizadora visam interesses mesquinhos, que atendem aos desejos inconfessáveis de poder e derivam de medíocres visões deturpadas.

E, seja de forma deliberada ou inconsciente, todos os atores em cena e todos os deploráveis atos da tragicomédia encenada na marcha da insensatez, luminosamente denunciada no artigo acima, servem aos interesses geopolíticos do imperialismo predatório, estribado na avidez inconsequente do capitalismo selvagem, na vaidade egoísta dos indivíduos encastelados no aparelho de estado, na perfídia dos poderosos que detém a hegemonia política, e na manipulação midiática da disseminação do ódio.

Porém, todos estes ingredientes mefistofélicos que precipitam o envenenamento e a conflagração desestabilizadora podem ser dissolvidos em breve através de antídotos constituídos pelo exercício perseverante da coerência dialética.

Algum filósofo poético proferiu um dia o adágio libertário segundo o qual “o sol é o melhor desinfetante”. E as sábias lições extraídas de experiências históricas diversas demonstram que, de fato, a luz da verdade é o remédio contra o obscurantismo e o maquiavelismo dos mecanismos de dominação social.

Portanto, em face das caquéticas e esdrúxulas evidências da insustentável escalada de absurdos que caracteriza a trajetória política das crises institucionais promovidas e patrocinadas pela hegemonia reacionária e fascistoide, o caminho da salvação a ser trilhado por todos os que não desejam a transformação do país num inferno ditatorial é primar pela coerente utilização dialética da cultura democrática historicamente erigida, com o objetivo de evitar as armadilhas provocativas e a exasperação temerária, a fim de preservar a possibilidade de reversão dos retrocessos através da conscientização dos setores da sociedade que anseiam por um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.

O desafio maior da militância progressista é evitar a construção do caos e agregar ao processo democrático as vanguardas juvenis e os segmentos excluídos da sociedade, para viabilizar o saneamento dos descalabros através da estruturação de um projeto político voltado para os interesses coletivos da nação, e da eleição, em 2018, de estável maioria parlamentar e de competentes lideranças executivas, fiéis aos direitos sociais.

Para tanto, cabe reiterar as recomendações de urgente atuação conjunta das instituições democráticas representativas da sociedade brasileira, com vistas à adoção sistemática de máxima prudência, a ser materializada na revisão e transformação das táticas utilizadas nas mobilizações políticas, de modo a desativar a disseminação do ódio e priorizar a ampliação do diálogo político, voltado para a demonstração da necessidade de catalisar apoios de diversos segmentos em prol da estabilidade política, social e econômica.

Neste sentido, vale  lembrar das palavras didáticas do genial trovador brasileiro, Raul Seixas, na frase lapidar iluminadora que leciona: “o problema é a falta de cultura”.

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Prof. Ricardo

Nosso gargalo é o gerenciamento...

Nassif, em meus estudos sobre transportes e logística pelo Brasil tive a oportunidade de viajar 150.000 km por todo o país.

Minhas conclusões, depois de 4 anos levantando dados sobre 5.570 municípios relacionados à economia, condições sociais, clima e transportes, dentro do contexto do Plano Viário Brasileiro de 1972, é de que temos um mercado formado por uma economia nacional de 200 milhões de pessoas com um desempenho surpreendente para um país em desenvolvimento.

Veja, desde 1950 até hoje, em 2016, saímos da 162° posição na economia mundial para estarmos agora dentre as 10 primeiras. O antigo Brasil acanhado de 50 milhões de pessoas tem hoje 200 milhões.

As conclusões finais são de que em 66 anos vingamos um projeto muito interessante de país que não foi acompanhado por um desenvolvimento equivalente das nossas elites governantes, as quais, continuam adequadas aquele país acanhado da década de 1950, com os mesmos cacoetes, incompetências, politicagem barata e visões erradas ou distorcidas do que é realmente o Brasil e seus potencias.

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Nosso gargalo é o gerenciamento...

Nassif, em meus estudos sobre transportes e logística pelo Brasil tive a oportunidade de viajar 150.000 km por todo o país.

Minhas conclusões, depois de 4 anos levantando dados sobre 5.570 municípios relacionados à economia, condições sociais, clima e transportes, dentro do contexto do Plano Viário Brasileiro de 1972, é de que temos um mercado formado por uma economia nacional de 200 milhões de pessoas com um desempenho surpreendente para um país em desenvolvimento.

Veja, desde 1950 até hoje, em 2016, saímos da 162° posição na economia mundial para estarmos agora dentre as 10 primeiras. O antigo Brasil acanhado de 50 milhões de pessoas tem hoje 200 milhões.

As conclusões finais são de que em 66 anos vingamos um projeto muito interessante de país que não foi acompanhado por um desenvolvimento equivalente das nossas elites governantes, as quais, continuam adequadas aquele país acanhado da década de 1950, com os mesmos cacoetes, incompetências, politicagem barata e visões erradas ou distorcidas do que é realmente o Brasil e seus potencias.

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Junior Sertanejo

Peço a Nassif que me conceda

Peço a Nassif que me conceda fazer um aparte.Trata-se de meu outrora amigo Ricardo Kotscho,que desde que abraçou a fogueira Santa de Israel,nunca mais coloquei os olhos nele,nem ele em mim.Sejamos justos,a Cesar o que é de Cesar.Definiu de maneira resplandescente o atual momento do Brasil.Taxou-o de "Fim de Feira".É exatamente isso,"Fim de Feira",sem tirar nem por,o retrato do País hoje,"Fim de Feira".Nunca mais ele produzirá nada nem parecido.

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E no meio disso tudo

E no meio disso tudo uma classe média que vai se despolitizando cada vez mais, assasinando seus filhos por pensamentos mediocres, querendo a volta da ditadura para colocar "seus" corruptos ao invés dos corruptos dos outros, aplaudindo cada barbárie feita a jovens negros da periferia, querendo matar mulheres que se beijam em novelas, apoiando um governo com um partido altamente corrupto no poder e que não quer mais a plebe viajando de avião

Sequer pensam em fazer justiça, mas justiciamento

E nós, pensadores modernos que apoiamos a união homossexual, que lutamos pelo meio ambiente, que apoiamos a garra da juventude que ocupa escolas e dos grevistas em todo o país que lutam contra o retrocesso

Numa luta pelo nosso país contra aqueles que só querem seu dinheiro...

É a exposição lógica e fatal da ferida e do pus do câncer que se chama desigualdade econômica e, por consequência desigualdade política, judicial e mental

E quando o judiciário defende a desigualdade, só os mais fortes sobrevivem...

 

http://www.lpsmundo.org/sindical/291-stf-a-servico-da-burguesia-e-contra...

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Franci, não seria mais fácil dizer que lutamos para que ......

Franci, não seria mais fácil dizer que lutamos para que a figura humana volte a ser o centro de tudo?

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Junior Sertanejo

Apesar de Nassif dar cores

Apesar de Nassif dar cores inquietantes ao seu correto artigo,não poderia ser de outra forma,dada ao tamanho da crise,permito-me fazer algumas considerações.Não foi atribuido ao fator "ruas" o peso devido,acreditando eu,é onde tudo poderá ser resolvido.Sobre os conchavos anotados por ele,sempre existiram,sempre existirão,de maior ou menor dimensão,não se pode concluir esse assunto como novidade.As ruas.Ora,a guerra aberta e declarada,entre o Judiciario comandado por Carmen Lucia,uma inconsequente para dizer o minimo,e Gilmar Mendes,um farofeiro,e,do outro lado o Legislativo sob a batuta de Renan Calheiros,pau de galinheiro,é certo,mas a ele não deve negar à condição de um maestro na condução politica,produzirão mortos e não serão poucos.A medida que Renan,via Legislativo, for abrindo a caixa preta do Judiciario,e já começou,ele amealhará apoio na sociedade.O Estado do Rio de Janeiro,literalmentre quebrado,gasta R$ 2 bilhões de reais por ano a titulo de "bolsa escola",para filhos de membros do Judiciario.Coisas arrepiantes,tenham certeza,virão a tona nesse verdadeiro circo de horrores que se transformou o Judiciario Brasileiro.É nisso que Calheiros aposta todas as suas fichas.Carmen Lucia e Gilmar Mendes,não são pareos para Renan,ainda que ancorados pela Rede Globo.A violenta agressão sofrida pelo jornalista Caco Barcelos,de temperamento até conciliador,fez a Venus Platinada colocar um pé atrás.Na alcova dos seus corredores,já é possivel ouvirem vozes temerosas,que seus reporteres,principalmente os de ruas,viraram trofeus da massa enfurecida.A medida que o governo Temer não produzir algum resfresco para o andar de baixo,não enxergo como a curto prazo,a Globo será ou já está sendo,receptora de toda a insatisfação popular.Ditadura Militar solicitada por meia duzia de doidos a soldo,mesmo batendo na madeira tres vezes,como fez Nassif,fora de cogitação,não há espaço para esse disparate,nem no Paraguai tentaram.Isolaria o Brasil do resto do mundo,mais do que já se encontra,e nósoutros estariamos fadado a morrer por inanição. 

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Junior Sertanejo

Um adendo ao meu

Um adendo ao meu comentario,que considero impresindivel.Quando coloco às "ruas" onde tudo poderá ser resolvido,atribuo a elas qualquer condição,inclusive o imponderavel.

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AMORAIZA

As Ruas

As ruas são massas ostensivas e como massas podem servir qualquer receita, aceitam qualquer recheio e terrminam sempre sovadas.

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O ponto é esse né Nassif? A

O ponto é esse né Nassif? A coligação PSDB-Globo-STF-PGR-PF é quem está no comando do golpe, sendo a lava a jato sua arma para avançar, destruindo inimigos e conquistando os inocentes úteis da sociedade civil.

Dentro desse vale tudo é o grupo mais coeso e que tem um objetivo claro e uma estratégia. Trata-se agora de ir descartando aqueles que foram úteis mas que agora são um impecilho para o projeto deles. Que claro não é um projeto de país, é um projeto de classe, e mais que isso, de casta. 

Dentro dessa estratégia, o Temer será preservado para aprovar os pacotes de maldade. A chantagem para que o faça é a ameaça do Gilmar no TSE. Porém, Temer não tem o controle incondicional do Congresso. Pode oferecer jantares e benesses, mas e quando ficar claro que aprovar a maldade pode ser suicídio político? E o Renan?

Esse é o nó que a coligação precisa desfazer agora. Um nó chamado PMDB. Quem traiu o PT pode agora trair o outro lado. Trairagem não é problema para esses caras.

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Juliano Santos

Caro Juliano, a coligação que falas não entende de política, ...

Caro Juliano, a coligação que falas não entende de política, pois se entendesse saberiam que a sua hora vai chegar, e em breve. Veja a realção dos manifestantes contra o Caco Barcelos, que não apanhou por pouco e porque muitas pessoas estavam filmando.

O que eles não entendem é que o que impropriamente chamamos de cochinhas (eu não os rotulo quase sempre, porque detesto generalizações) não é uma massa única composta de mesmas convicções, diria mais, é uma massa sem convicções fortes mas com muita vontade.

Estes "cochinhas" estão lendo o que está escrito nos blogs de esgoto e acreditam mais nestes do que na Globo, só que enquanto o fantasma da esquerda, que cada dia se afasta mais, deixar de ser a preocupação princiapal a massa procurará novos culpados, e desta vez não será o PT.

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J.marcelo

O show midiático das prisões

O show midiático das prisões é claramente uma resposta a um
esboço do senado a sua justa e necessária lei de punição a abusos,
se os políticos fraquejarem agora acontecerá na linguagem das ruas o se "ABAIXAR A CABEÇA ELES MONTAM EM CIMA"
Obs:Bem feito ao PMDB golpista,Renan não aguentará,fará o serviço
sujo das reformas das elites e fará companhia a Cunha depois!
Obs2: Quando pegarem um TUCANO GRAÚDO,passo a rever a
minha discordância de pagar os supersalários da PF e os togas!
Obs3:JÁ ALERTEI AQUI Q A PRÓPRIA SOBREVIVÊNCIA DA CLASSE
POLÍTICA ESTAVA EM RISCO COM ESSE GOLPE!!

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Rui Ribeiro

Golpistas sem projeto é uma ova

Quem disse que os golpistas não tem projeto?

O projeto dos golpistas é expropriar ainda mais a classe trabalhadora para gerar superávit primário para pagar os juros da dívida pública. O projeto deles é enriquecer cada vez mais os mais ricos e empobrecer cada vez mais os mais pobres

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Wagner Oliveira

Xadrez

Entre os atores nessa crise política, a Igreja também está desempenhando um importante papel, principalmente, na conscientização contra as ações pesadas que o atual governo vem promovendo aos menos favorecidos

 

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Álvaro Noites

Tá de brincadeira? Aquela

Tá de brincadeira?

Aquela Canção Nova só da coxinha que vive com medo do "encardido" e de "comunista".

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AMORAIZA

Álvaro Noites, claro como o

Álvaro Noites,

claro como o dia!

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Eduardo Outro

Todas ?

Todas ?

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Cesar Cardoso

De putsch e de liquidez

O putsch de 16 de novembro é o grande símbolo do que está acontecendo no Brasil. Um grupo de malucos é colocado (não foi movimento espontâneo, e acho que todo mundo concorda) dentro do Congresso e lá fica berrando por generais e sérgiomoros.

Sobre o cenário internacional, se o Trump efetivamente levar à frente seu pacote de obras de 1 trilhão de dólares, acabou a liquidez internacional e acabou qualquer chance de recuperação econômica em 2017/2018. E mais um ano desta recessão, aí já virando depressão, destrói o que sobrou das instituições. 

***

Acho que não demora muito para ser disparado o golpe dentro do golpe, talvez com medo de chegar algum coronel ou tenente-coronel com pendores messiânicos e autoritários e tentar, ele mesmo, seu próprio golpe. As eleições de 2018 se inviabilizam ainda mais a cada dia, e em algum momento o condomínio golpista vai parar de fingir que há clima para uma disputa presidencial; talvez por aí comece o golpe de proteção deles.

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Temer vai ficar no poder e ser o judas das reformas neoliberais

Pensando com a cabeça dos mentores, o grupo dos seis poderes, que deram o Golpe de Estado no Brasil: Rede Globo, Lava-Jato, PSDB (internamente), mercado financeiro, petroleiras estrangeiras e os financiadores do Golpe de Estado nos EUA (externamente) e Michel Temer.

Temer vai ficar no poder para ser o judas das reformas neoliberais.

Penso eu que a Rede Globo, o PSDB, a Lava-Jato e demais Órgãos do Judiciário aliados e centro do Golpe de Estado, porque controlam a máquina da Justiça, até o Ministro da Justiça veio das hostes dos tucanos, sem contar que Pedro Parente é o atual Presidente da Petrobrás, manterão Michel Temer no Poder por tempo indeterminado.

Parece existir uma combinação clara entre estes personagens para a permanência de Temer na Presidência da República nos tempos atuais.

A combinação é Temer entregar todas as reformas neoliberais que querem.

Podemos considerar interna e externamente estas reformas, como do interesse do grupo dos seis poderes: Rede Globo, PSDB, Lava-Jato (internamente), mercado financeiro, petroleiras estrangeiras e os financiadores do Golpe de Estado nos EUA (externamente).

Reformas neoliberais em troca da liberdade de Temer e de se esquecer, em qualquer ponto do futuro, de realizarem uma investigação séria contra Temer e demais integrantes do seu Ministério, o outro grupo dos seis, o da camarilha.

Fazem vistas grossas de tudo, contanto que Temer cumpra a meta de rasgar a CLT, de aprovar a PEC 55, de aprovar uma Reforma da Previdência e entregar a infraestrutura nacional para construtoras norte-americanas + a Petrobrás e os campos do Pré-Sal para as petroleiras estrangeiras.

Vão segurar Temer no Poder e mexer com todos na Política que estejam sem mandato, atualmente. Ex-Governador, Ex-Presidente, Ex-Ministro de Estado, Ex-Deputado, Ex-Senador não sendo do PSDB poderá ir parar na vara de Curitiba ou em locais determinados pelos juízes ligados à engrenagem do grupo dos seis poderes sem nenhum problema. Garotinho, Sérgio Cabral, Palocci, Lula e, assim, por diante, todos sem foro privilegiado.

Quem está neste Congresso, foi eleito em 2010 (parte dos senadores), 2014 é chantageado da mesma forma. Votar favorável as reformas neoliberais desejadas pelo grupo dos seis poderes é estar livre da Lava-Jato e de processos na Justiça em tempo futuro.

Chantagem pura.

Neste processo, todos os partidos, excetuando o PSDB, vão ser frontalmente atacados, mesmo que não se mexa com deputados e senadores com mandato.

Quer-se chegar em 2018 com um candidato do PSDB se posando como a vestal, dizendo que o partido não está envolvido com esquemas de corrupção da Lava-Jato e que não há condenações contra os tucanos na Justiça brasileira. 

Em se impugnando candidaturas outras com força de votos, como a de Lula, se a realidade concreta permitir, o PSDB ganharia a Eleição, já com a realidade desejada de um neoliberalismo radical em funcionamento e o discurso de que não foram eles quem fizeram as reformas todas e nem foram eles quem geraram a realidade da terceirização, das novas regras da Previdência e nem eles se dirão corresponsáveis pela crise econômica e decréscimo da qualidade de vida da população e dos indicadores sociais.

- Se estivéssemos no Poder faríamos diferente! (Propaganda eleitoral, claro, que não a vontade real).

Nada de novo no front. Sempre a mesma estratégia escudada no oligopólio midiático capitaneado pela Rede Globo de Televisão. A culpa é sempre do outro, dos de fora do grupo dos seis poderes, sobrando até para o Presidente eleito dos EUA, por se alinhar com a ideia de dar maior atenção ao setor produtivo e não para o sistema financeiro e seu neoliberalismo radical.

Quando a Rede Globo não foi gentil com um Presidente americano? Todavia ele não pertence ao seleto grupo dos seis poderes.

Precisam combinar com os brasileiros a vitória dos tucanos. Se estes ficarem assistindo a banda passar pode até cair o Poder nas mãos do PSDB no voto em 2018.

Penso eu que só haverá uma radicalização do Golpe, ou seja, o Golpe dentro do Golpe, caso se instaure uma rebelião popular ou grande insatisfação da população que possa ameaçar o controle da situação do grupo dos seis poderes.

Temer sabe disto. E sabe, também, que o terreno estará preparado para sua deposição, se for necessário. É tudo parte do contrato da “Ponte para o Futuro”.

Tentará o grupo dos seis poderes, caso se instaure uma rebelião popular ou grande insatisfação da população, criar uma narrativa diversa, que possa justificar a chegada do PSDB ao Poder antes de 2018, e, neste caso, podem até tirar a Eleição presidencial de pauta, alegando que o Governo do PSDB não teve tempo de “consertar” as coisas e que é justo permanecerem por mais alguns anos no comando do Governo Federal para o “conserto” do País, destruído por anos seguidos de administração do PT e do PMDB, adiando para outra data as eleições de 2018.

O mais interessante, a PEC 55 estará em pleno funcionamento, ou seja, a realidade mais desejada pelo grupo dos seis poderes.

Qualquer crítica à continuidade do congelamento dos gastos públicos virá a resposta cínica e sem nenhuma cerimônia:

- A PEC 55 foi obra do Temer! E, está validada na Constituição Federal, não podemos ir contra a Constituição, nós a defendemos.

20 anos de congelamento dos gastos públicos e o PSDB nadando de braçada no Poder.

Eis a verdadeira forma de se manter por 20 anos no Poder como sonhavam FHC & Cia.

E, lembrando, toda a narrativa para a consumação do Golpe dentro do Golpe, bem sabemos, o oligopólio midiático capitaneado pela Rede Globo se encarregará de colocar em prática via noticiário da velha mídia.

Vão ter que amansar a população, será que dará certo?

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Alexandre, isto pode ser o deseja, mas a realidade ficará .....

Alexandre, isto pode ser o deseja, mas a realidade ficará quilômetros a distância disto.

Temer é que nem Yogurte, tem prazo de vencimento curto.

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Jotage

O golpe dentro do golpe, dentro do golpe, ..............

Perfeita sua análise Alexandre.

Você pergunta ao final: "Vão ter que amansar a população, será que dará certo?"

Sim vai dar certo. Na outra ditadura levamos 20 anos para acordar.

Nosso problema é que continuamos pensando em dar respostas democráticas a ditadores.

Não existe mais nenhuma possibilidade de resposta democrática. Temos que usar as mesmas armas que eles.

Tem alguém neste conluio criminoso preocupado com quantos vão morrer por falta de atendimento médico, por falta de alimentação? Não.

Nós vamos dar a outra face?

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Marcos K

Acho que se não fizer o que a

Acho que se não fizer o que a Globo mandar o Temer cai. Também acho que o sucesso da Globo nesta empreitada depende da sua capacidade de manter a população em constante estado de imbecilização, capacidade que é beeeeeeeeeeeeemmmmmmmmmmmm grande... 

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Esse é o trato. Seguram o

Esse é o trato. Seguram o Temer com ameaças de processos, prendendo gente do seu partido, certo?

Todos somos reféns desse grupo dos seis e o principal refém, e que aceitou ser refém, por benefícios particulares, é o Presidente da República. 

Estamos numa situação impensada para um país que havia alcançado o posto de sexta economia do mundo, ser totalmente dominado pelo Poder econômico privado sem direito a um pio. 

Abraço,

Alexandre!

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José Ruiz

Sétima República

eu venho pregando no deserto, há meses: o que está aí não tem conserto.. a república ruiu.. a reconstrução vem através da luta armada ou de um movimento cívico que desagüe numa Assembleia Nacional Constituinte.. a única forma de implementar a segunda opção, supondo que que vc não deseja uma guerra, é através de um projeto de união nacional, e o mundo, especialmente o Brasil, está pronto, maduro para o fim da política tal qual a conhecemos.. é preciso identificar mecanismos que permitam o compartilhamento do poder político com o povo, algo muito próximo de uma democracia direta.. esse é o projeto que vai unir direita e esquerda.. essa é a verdadeira revolução..:: https://www.facebook.com/groups/setimarepublica/

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jose adailton v ribeiro

Descendo a ladeira

Sem interpetação contraditória e sem questionamentos específicos ao teor do post, apenas lembrando que o caminhão sem freio está descendo a ladeira de banguela desde 2014.

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EDSON PLAZZA

GOLPE NO GOLPE OU...

Contra golpe?  Se pudessemos imaginar  que sem saber estamos com peças descentes no judiciário, no MP e na PF, as nossas esquerdas e progressistas finalmente unidos patrioticamente, grandes jornalistas  em seus meios  de comunicação, juristas e fatores externos para minar os NSAs da vida. E o principal com uma agenda para o Pais..então.... 

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O PSDB embarcou numa canoa furada...

Temer placidamente observa o Brasil se fragmentando...

Deve ser por que quem formulava os projetos e idéias saiu com a Dilma...

Não haverá um país para uma eleição em 2018!

Se houver eleição, que pais terá para governar?

Acho que de março não passamos sem que se tenha um novo golpe, agora RÍGIDO!

Judiciário no poder?

Coisa mais estapafúrdia...

O que poderão fazer juízes e procuradores a não ser prender, condenar, falar durante horas intermináveis e receber altos salários?

Não há "sociologia" e nem jogo de cintura no judiciário para governar!

Ainda que seja poupado, quem do psdb tem MORAL para governar este país, a não ser a dada pela globo?

Ficou claro depois de da agressão, que condeno, ao Caco que a globo foi vinculada ao golpe...

Bastará doer no bolso ou na barriga para a globo vir a ser hostilizada...

Estamos ferrados!

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"O que fazemos na vida, ecoa na ETERNIDADE!" (Máximus - Gladiador)

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

Já escrevi há dois anos, golpe não foi feito para amadores.

O que estamos vendo é o resultado do amadorismo dos golpistas, pois achavam que batendo em Dilma e tirando-a do poder os problemas estavam resolvidos.

A crise internacional que dita os padrões principais, e o Meirelles é um nécio em termos de estratégia econômica, em 1964 a direita dispunha de uma série de economistas entreguistas e safados porém inteligentes, agora falta o último predicado, a inteligência.

A Globo em 1964 foi inventada pelos norte-americanos, agora eles querem inventar algo porém a criatura nunca se transforma em criador, logo o que inventaram em 1964 será eliminado em 2017.

O PSDB não é a UDN, quando tramavam o golpe pensavam o que fariam depois, mas mesmo assim os militares atropelaram e os tiraram da jogada.

O mais importante na tua conclusão é que falta vida inteligente neste golpe.

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AMORAIZA

O Golpe

Em 64 a agenda era a militarização do hemisfério. Agora, com o discurso "democrático" para o mundo,  fica "maus" permitir uma ditadura.

O golpe foi bem elaborado, tem objetivos claros e terá sua continuidade, embora seus participantes não saibam para onde

caminham. 

O Meirelles não é néscio, ele apenas cumpre seu papel em favor do lucro para os grandes capitais.

Quanto a Globa,  ainda que dance, outras virão. Já tivemos a TelaViv (Manchete), temos a Tela Quente ( a globa) e 

Tela Crente ( a Record e as outras centenas radicais pelo Brasil afora). Se achamos que a globa é ruim, imagine

sua substitução pelas telas crentes?

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