21 de maio de 2026

Não haverá segurança jurídica para os vendilhões da Pátria, por J. Carlos de Assis

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Não haverá segurança jurídica para os vendilhões da Pátria

por J. Carlos de Assis

Com a eleição de Eunício de Oliveira para a presidência do Senado, e de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara reconstituiu-se a Aliança partidária entre o PMDB e o PFL (Dem) que conduziu os primeiros vagidos da democratização após a ditadura de 64. Como âncora da campanha das diretas o PMDB tinha direito de nascença à Presidência da República, mas o acaso matou Tancredo Neves para colocar em seu lugar José Sarney, que encarnava em si mesmo, como prócer do PFL travestido em PMDB,  a aliança PMDB-PFL.

Não deu certo. Brigas fisiológicas entre os dois partidos de sustentação acabaram por liquidar o Governo Sarney, que sequer teve condição de apoiar um candidato a sua sucessão. O pomo da discórdia política havia sido as eleições de 86, quando, embalado no sucesso inicial do Plano Cruzado, o PMDB ganhou todos os governos estaduais, exceto um (Sergipe), e ampla maioria na Câmara e no Senado. Contudo, isso fez recrudescer o conflito por espaço fisiológico no Governo, estando na origem da ruptura entre PMDB e PFL.

Tudo isso é para dizer que a atual base fisiológica do Governo é extremamente frágil, como todas as bases fundadas em interesses exclusivamente individuais. Quando os tambores convocarem o povo para as próximas eleições gerais – ou mesmo antes, numa eventual eleição indireta -, ninguém vai segurar a boiada fisiológica. A questão então não é mais espaço, mas espaço para ter espaço. Temas sensíveis para a opinião pública como reforma da Previdência e reforma da legislação trabalhista sairão do campo estritamente ideológico e passarão a incorporar as regras do fisiologismo eleitoral.

Portanto, que os cidadãos decentes do país contenham sua ira: brevemente chegará a hora da desforra. Os vendilhões da Pátria – aqueles que estão entregando mais de R$ 100 bilhões de graça para as empresas de telecomunicações, que estão entregando o controle da Vale ao capital privado, que já entregaram grande parte do pré-sal às petrolíferas internacionais -, não serão os ganhadores eternos do jogo. Em favor dos traidores da Pátria não há segurança jurídica. Quando o poder voltar à mão do povo, talvez via um PMDB regenerado e com alguns aliados não corrompidos, os nacionalistas irão à forra.

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8 Comentários
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  1. ze sergio

    3 de fevereiro de 2017 8:16 pm

    não….

    Caro sr., eu creio que a hora da desforra já chegou. Mas há muito mais tempo já havia chegado a hora de todos assumirem seus erros, abandonarem a hipocrisia e constatarem que lutaram e trabalharam para construir uma Politica Nacionalk que nunca chegou nem perto da democracia e de um Estado forte, plural e representativo. Esta na hora de abandonar velhos dogmas e ideologias que não nos levarão à nada se não forem capazes de ouvir todas as partes. E isto só se faz com democracia plena: Poderes, Direitos e Deveres. Todo resto descamba para a ditadura. Mesmo que seja do Politicamente Correto, mas sempre ditadura. 

  2. Marco A.

    3 de fevereiro de 2017 8:35 pm

    Mais uma bravata nacionalista do “agorismo”

    O delírio nacionalista, frentista, do sr. José Carlos de Assis está chegando às raias do ridículo e comprovando sua leniência com o golpismo. PMDB regenerado?! Que piada!

    Leitores, este sr. apoiou o senador obscurantista e golpista à prefeitura da Muy Sofrida São Sebastião do Rio de Janeiro, o mesmo que acaba de nomear o filho à secretário de governo. O apoio se deu APÓS o ato de traição à confiança da sra. Dilma Roussef.

    Neste artigo, confirmando o viés golpista e uma visão inteiramente distorcida e delirante da realidade política, o “agorista” propõe uma nova aliança com os eternos aproveitadores do poder.

  3. Ciro Medeiros

    3 de fevereiro de 2017 9:40 pm

    Exatamente

    “que os cidadãos decentes do país contenham sua ira: brevemente chegará a hora da desforra”

    Essa é a mensagem mais importante agora, especialmente aos mais manipuláveis e impulsivos, porque esses patetas que nos governam não foram colocados lá por acaso – eles nos envergonham, são um vexame permanente, e se comportam como psicopatas com a população pobre – eles foram postos no poder pra induzir o terço progressista da classe média a se lançar à rua como que numa tentativa desesperada de ser a vanguarda da revolução.

     

    O resultado disto seria uma lobotomia no país -pior do que aquela que a última ditadura fez – via mortes de dezenas de milhares de pessoas. 

    Momento é de calma; o terço progressista da classe média tem que aprender a seguir o povo, ao invés de tentar fazê-lo nos seguir. Se o rumo que o povo tá tomando não é bom, então gaste a energia da militância conversando com o povo, tentando entede-lo, mas não vá pra rua sem ele e, muito menos, tente uma revolução que não seja puxada pelo povão. 

  4. gnsouto

    3 de fevereiro de 2017 10:32 pm

    Insegurança jurídica futura?

    Parece-me inocente acreditar que o sistema de justiça, desde Joaquim Barbosa, foi a um ponto fora da curva, pois, pelo que temos presenciado, ela, quando os privilégios da elites são ameaçados, é toda fora da curva. 

  5. Danilo proc

    3 de fevereiro de 2017 11:51 pm

    O povão não faz revolução. É

    O povão não faz revolução. É ignorante, inocente, burro. Quem faz a revolução é o sábio. Não precisa do povão boizão. Esse vai para onde levá-lo. Quem faz a revolução é quementende de estratégia, tática e principalmente de guerra. Falta esse ao Brasil.

  6. Danilo proc

    4 de fevereiro de 2017 12:06 am

    O povão não faz revolução. É

    O povão não faz revolução. É ignorante, inocente, burro. Quem faz a revolução é o sábio. Não precisa do povão boizão. Esse vai para onde levá-lo. Quem faz a revolução é quementende de estratégia, tática e principalmente de guerra. Falta esse ao Brasil.

    1. Ciro Medeiros

      4 de fevereiro de 2017 12:54 am

      Revolução sem povo chama-se golpe

      “Não precisa do povão boizão.” 

       

      Revolução sem povo chama-se golpe

    2. ze sergio

      4 de fevereiro de 2017 11:21 am

      o….

      Meu amigo, engano seu. Desconhecer o povo foi o que os intelectualóides de esquerda e de direita sempre fizeram. E quebraram a cara. Ficaram assombrados e desapareceram quando as manifestações invadiram as ruas e acampararm na porta das suas casas. São os mesmos que nos trairam com velhos golpes como o voto obrigatório. O povo acreditou em todos “revolucionários” e votou em todos. Não sobrou nenhum. Só que ditaduras travestidas de politicamente corretas nunca serão aceitas. São golpe. Não são democracia.  Por isto que a voz das ruas e a voz das urnas livres, facultativas e soberanas também não são. Pequenas elites bem agrupadas e politicamente bem infiltradas não aceitam a democracia. E elite neste país não tem cor nem ideologia. “Do povo, pelo povo, para o povo”. E agora ninguém segura mais. abs.   

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