Não haverá segurança jurídica para os vendilhões da Pátria, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

Não haverá segurança jurídica para os vendilhões da Pátria

por J. Carlos de Assis

Com a eleição de Eunício de Oliveira para a presidência do Senado, e de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara reconstituiu-se a Aliança partidária entre o PMDB e o PFL (Dem) que conduziu os primeiros vagidos da democratização após a ditadura de 64. Como âncora da campanha das diretas o PMDB tinha direito de nascença à Presidência da República, mas o acaso matou Tancredo Neves para colocar em seu lugar José Sarney, que encarnava em si mesmo, como prócer do PFL travestido em PMDB,  a aliança PMDB-PFL.

Não deu certo. Brigas fisiológicas entre os dois partidos de sustentação acabaram por liquidar o Governo Sarney, que sequer teve condição de apoiar um candidato a sua sucessão. O pomo da discórdia política havia sido as eleições de 86, quando, embalado no sucesso inicial do Plano Cruzado, o PMDB ganhou todos os governos estaduais, exceto um (Sergipe), e ampla maioria na Câmara e no Senado. Contudo, isso fez recrudescer o conflito por espaço fisiológico no Governo, estando na origem da ruptura entre PMDB e PFL.

Tudo isso é para dizer que a atual base fisiológica do Governo é extremamente frágil, como todas as bases fundadas em interesses exclusivamente individuais. Quando os tambores convocarem o povo para as próximas eleições gerais – ou mesmo antes, numa eventual eleição indireta -, ninguém vai segurar a boiada fisiológica. A questão então não é mais espaço, mas espaço para ter espaço. Temas sensíveis para a opinião pública como reforma da Previdência e reforma da legislação trabalhista sairão do campo estritamente ideológico e passarão a incorporar as regras do fisiologismo eleitoral.

Portanto, que os cidadãos decentes do país contenham sua ira: brevemente chegará a hora da desforra. Os vendilhões da Pátria – aqueles que estão entregando mais de R$ 100 bilhões de graça para as empresas de telecomunicações, que estão entregando o controle da Vale ao capital privado, que já entregaram grande parte do pré-sal às petrolíferas internacionais -, não serão os ganhadores eternos do jogo. Em favor dos traidores da Pátria não há segurança jurídica. Quando o poder voltar à mão do povo, talvez via um PMDB regenerado e com alguns aliados não corrompidos, os nacionalistas irão à forra.

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8 comentários

  1. não….

    Caro sr., eu creio que a hora da desforra já chegou. Mas há muito mais tempo já havia chegado a hora de todos assumirem seus erros, abandonarem a hipocrisia e constatarem que lutaram e trabalharam para construir uma Politica Nacionalk que nunca chegou nem perto da democracia e de um Estado forte, plural e representativo. Esta na hora de abandonar velhos dogmas e ideologias que não nos levarão à nada se não forem capazes de ouvir todas as partes. E isto só se faz com democracia plena: Poderes, Direitos e Deveres. Todo resto descamba para a ditadura. Mesmo que seja do Politicamente Correto, mas sempre ditadura. 

  2. Mais uma bravata nacionalista do “agorismo”

    O delírio nacionalista, frentista, do sr. José Carlos de Assis está chegando às raias do ridículo e comprovando sua leniência com o golpismo. PMDB regenerado?! Que piada!

    Leitores, este sr. apoiou o senador obscurantista e golpista à prefeitura da Muy Sofrida São Sebastião do Rio de Janeiro, o mesmo que acaba de nomear o filho à secretário de governo. O apoio se deu APÓS o ato de traição à confiança da sra. Dilma Roussef.

    Neste artigo, confirmando o viés golpista e uma visão inteiramente distorcida e delirante da realidade política, o “agorista” propõe uma nova aliança com os eternos aproveitadores do poder.

  3. Exatamente

    “que os cidadãos decentes do país contenham sua ira: brevemente chegará a hora da desforra”

    Essa é a mensagem mais importante agora, especialmente aos mais manipuláveis e impulsivos, porque esses patetas que nos governam não foram colocados lá por acaso – eles nos envergonham, são um vexame permanente, e se comportam como psicopatas com a população pobre – eles foram postos no poder pra induzir o terço progressista da classe média a se lançar à rua como que numa tentativa desesperada de ser a vanguarda da revolução.

     

    O resultado disto seria uma lobotomia no país -pior do que aquela que a última ditadura fez – via mortes de dezenas de milhares de pessoas. 

    Momento é de calma; o terço progressista da classe média tem que aprender a seguir o povo, ao invés de tentar fazê-lo nos seguir. Se o rumo que o povo tá tomando não é bom, então gaste a energia da militância conversando com o povo, tentando entede-lo, mas não vá pra rua sem ele e, muito menos, tente uma revolução que não seja puxada pelo povão. 

  4. Insegurança jurídica futura?

    Parece-me inocente acreditar que o sistema de justiça, desde Joaquim Barbosa, foi a um ponto fora da curva, pois, pelo que temos presenciado, ela, quando os privilégios da elites são ameaçados, é toda fora da curva. 

  5. O povão não faz revolução. É

    O povão não faz revolução. É ignorante, inocente, burro. Quem faz a revolução é o sábio. Não precisa do povão boizão. Esse vai para onde levá-lo. Quem faz a revolução é quementende de estratégia, tática e principalmente de guerra. Falta esse ao Brasil.

  6. O povão não faz revolução. É

    O povão não faz revolução. É ignorante, inocente, burro. Quem faz a revolução é o sábio. Não precisa do povão boizão. Esse vai para onde levá-lo. Quem faz a revolução é quementende de estratégia, tática e principalmente de guerra. Falta esse ao Brasil.

    • Revolução sem povo chama-se golpe

      “Não precisa do povão boizão.” 

       

      Revolução sem povo chama-se golpe

    • o….

      Meu amigo, engano seu. Desconhecer o povo foi o que os intelectualóides de esquerda e de direita sempre fizeram. E quebraram a cara. Ficaram assombrados e desapareceram quando as manifestações invadiram as ruas e acampararm na porta das suas casas. São os mesmos que nos trairam com velhos golpes como o voto obrigatório. O povo acreditou em todos “revolucionários” e votou em todos. Não sobrou nenhum. Só que ditaduras travestidas de politicamente corretas nunca serão aceitas. São golpe. Não são democracia.  Por isto que a voz das ruas e a voz das urnas livres, facultativas e soberanas também não são. Pequenas elites bem agrupadas e politicamente bem infiltradas não aceitam a democracia. E elite neste país não tem cor nem ideologia. “Do povo, pelo povo, para o povo”. E agora ninguém segura mais. abs.   

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