Montadoras veem incentivo do governo e segurança para investimentos bilionários

Índices econômicos, anúncio da Reforma Tribunária, retorno da taxação de carros elétricos importados e programas de governo contribuíram

Lula em visita à Volkswagen – Foto: Ricardo Stuckert

O bom resultado da economia de 2023, o anúncio da Reforma Tribunária, o retorno da taxação de carros elétricos importados e outros programas de governo contribuíram para a entrada de investimentos bilionários de montadoras no Brasil.

Os tais programas de governo, somados aos bons índices econômicos de 2023, compõem o cenário para a segurança de investimentos no setor.

Foi o que indicou o próprio CEO da Volkswagen no Brasil, Ciro Possobom, quando disse à colunista Paula Gama, do Uol, que “investimentos sempre acontecem, mas o cenário define o tamanho”. A Volkswagen investirá R$ 7 bilhões entre 2022 e 2026 e anunciou, na última semana, mais R$ 9 bilhões entre 2026 e 2028.

A Chevrolet também havia anunciado R$ 7 bilhões até 2028, a Nissan outros R$ 2,8 bilhões entre 2023 e 2025 e a Renault outros R$ 2 bilhões. No total, os investimentos das montadoras superarão os R$ 20 bilhões no Brasil. Leia sobre:

O “cenário” informado pela Volkswagen também envolve o incentivo à eletrificação, uma oportunidade dada a partir da taxação dos carros elétricos importados, ainda em meio ao avanço das montadoras chinesas que chegaram ao país recentemente, como a BYD e GWM.

“A taxação dos carros eletrificados importados influencia totalmente na decisão. Caso contrário, era mais simples trazer carros de outros países”, disse Possobom à reportagem do Uol. Segundo o CEO da montadora, a decisão do governo Lula foi “acertada” e “incentiva o investimento no país”.

Ao mesmo tempo, outro programa criado, o Mover, de incentivo à Mobilidade Sustentável, também atrai o setor. Isso porque montadoras como a Volkswagen apostam na produção de carros híbridos.

Ainda que sem tratar diretamente das montadoras, o anúncio da Nova Indústria Brasil (NIB) pelo governo foi um aceno forte também para as fábricas e investimentos.

Durante o anúncio da primeira fase de investimentos, os executivos da Chevrolet afirmaram que a montadora quer “trabalhar em conjunto com o poder público para reindustrializar o Brasil e crescer no mercado”.

“Estamos vislumbrando um cenário de segurança jurídica, com o anúncio do Mover, o comportamento da taxa de juros, bolsa, etc”, resumiu o vice-presidente da Relações Governamentais da Chevrolet.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

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