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Quase 500 milhões de crianças sem acesso ao ensino remoto, diz relatório da ONU

Jornal GGN – Cerca de 463 milhões de crianças não têm acesso ao aprendizado remoto em meio à pandemia do coronavírus e ao fechamento das escolas, diz relatório da Unicef, o fundo infantil das Nações Unidas.

O novo relatório publicado nesta quinta pela Unicef disse que, pelo menos, um terço das crianças em idade escolar não tem o equipamento ou acesso eletrônico que lhes facilitaria acompanhar a educação de forma remota.

“O grande número de crianças cuja educação foi completamente interrompida por meses a fio é uma emergência educacional global”, disse Henrietta Fore, diretora executiva da Unicef, em um comunicado.

“As repercussões poderão ser sentidas nas economias e sociedades nas próximas décadas”, disse ela.

A pandemia provocou a maior interrupção na educação da história, com escolas fechadas em cerca de 160 países em meados de julho, afetando cerca de 1,5 bilhão de alunos, de acordo com a ONU.

Um novo relatório publicado em julho pela instituição de caridade internacional Save the Children disse que quase 10 milhões de crianças podem nunca mais voltar à escola devido aos profundos cortes no orçamento e ao aumento da pobreza causada pela pandemia.

Na tentativa de barrar a propagação do vírus, muitos países mudaram para o aprendizado online, mas grupos de ajuda dizem que isso só aumentou a lacuna de aprendizagem entre crianças de famílias ricas e pobres.

O relatório da UNICEF sublinhou diferenças geográficas enormes no acesso das crianças à educação à distância, com muito menos pessoas afetadas na Europa, por exemplo, do que na África ou partes da Ásia.

O relatório é baseado em dados coletados em cerca de 100 países, medindo o acesso público à internet, televisão e rádio.

Mesmo as crianças com acesso adequado podem enfrentar outros obstáculos à educação a distância – seja a falta de um bom espaço de trabalho em casa, a pressão para fazer outro trabalho para a família ou a falta de suporte técnico quando surgem problemas de computador, disse o relatório do Unicef.

Dos estudantes em todo o mundo que não conseguem acessar a educação virtual, 67 milhões estão na África Oriental e Meridional, 54 milhões na África Ocidental e Central, 80 milhões no Pacífico e Leste Asiático, 37 milhões no Oriente Médio e Norte da África, 147 milhões no Sul da Ásia e 13 milhões na América Latina e no Caribe.

Nenhum número foi fornecido para o Canadá ou os Estados Unidos – o país mais afetado pelo vírus – onde a questão da reabertura de escolas gerou um intenso debate político e preocupação entre os educadores.

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