4 de junho de 2026

Dilma diz que ajuste fiscal não deverá ser profundo, rebatendo assessor de Marina

Jornal GGN – A presidente Dilma rebateu hoje as declarações feitas por Alexandre Rands, assessor econômico do programa de governo de Marina Silva. Rands afirmou que seria preciso um grande ajuste fiscal para conseguir controlar a inflação. Dilma diz o contrário. Leia o texto a seguir.

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do Estadão

Dilma afirma que País não precisará de ‘ajuste fiscal profundo’

TIAGO DÉCIMO – O ESTADO DE S. PAULO

Presidente rebate tese de economistas que assessoram a campanha de Marina Silva de que País precisará de grandes reajustes no próximo governo

FEIRA DE SANTANA (BA) – A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) rebateu, na manhã desta quinta-feira, 25, a tese de que o Brasil precisará passar por um “ajuste fiscal grande” para reequilibrar as contas públicas, defendida por integrantes do grupo que assessora a candidata Marina Silva (PSB). De acordo com Dilma, a proposta de “choque fiscal” na economia brasileira é “perigosa e extremamente eleitoreira” e sua adversária apresenta um “modelo de política econômica extremamente liberal e conservador”.

“Nós não acreditamos em choque fiscal, isso é uma forma incorreta de tratar a questão fiscal no Brasil”, disse a presidente, pouco antes de participar de uma caminhada em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, a 110 km de Salvador. “O Brasil precisa de uma política fiscal sistemática e robusta. Choque fiscal é um baita ajuste no qual se corta tudo para pagar juros para bancos? Se você vai ampliar alguns mecanismos, tem de explicar: vai cortar o que? Vai cortar programa social? Vai cortar o Bolsa-Família? Vai cortar os subsídios para o Minha Casa, Minha Vida?”.

A fala da presidente ocorre um dia depois de o economista e assessor da campanha de Marina sobre o tema, Alexandre Rands afirmar que o próximo governo brasileiro terá que fazer um ajuste fiscal “grande”. Segundo ele, além do ajuste fiscal forte, o próximo governo terá que reajustar preços de gasolina e energia, atualmente represados pelo governo federal. “Isso tudo gera incertezas… No primeiro ano, vai ter um crescimento baixo, porque você vai precisar de um ajuste fiscal grande e acomodação de preços relativos”, disse.

Para Dilma, contudo “não é necessário um ajuste fiscal profundo” no País. “O Brasil tem uma das menores dívidas líquidas sobre o PIB, de 34%, enquanto todo o resto do mundo, tirando uns seis países, tem dívidas líquidas perto ou acima de 100%”, justificou. “O Brasil não está desequilibrado, não tem crise cambial. O Brasil passa, como o resto do mundo, por um processo de crise, que nós não combatemos como eles. Nós combatemos (a crise) garantindo empregos, garantindo salários. Ficar falando em choque fiscal é uma manobra perigosa e extremamente eleitoreira.”

A presidente aproveitou para criticar as propostas macroeconômicas do programa de governo de Marina e para alfinetar seus assessores. “O grande problema da candidata (Marina) é que um dia eles (integrantes de sua campanha) dizem uma coisa, outro dia dizem outra”, ironizou.

“Mas ela apresenta um modelo de política econômica extremamente conservador e neoliberal. Ela pretende atender prioritariamente aos bancos, como deixou claro no programa dela, sobre a independência do Banco Central. No Brasil, independentes só são os Poderes da República, Legislativo, Executivo e Judiciário.” afirmou a presidente.

Denúncias. Dilma também comentou as recentes denúncias sobre supostos desvios de verbas públicas, dirigidas à construção de casas populares na Bahia, para financiar campanhas do PT no Estado. “Tenho uma posição claríssima sobre denúncias: denúncias são feitas para ser investigadas, apuradas, e os responsáveis, presos e condenados”, disse. “Amanhã (sexta-feira), vou divulgar um programa sobre a impunidade. O que dá respaldo à corrupção é a impunidade. Agora, as pessoas têm de ter direito à defesa. Antes de condenar, é fundamental que se saiba quais são as provas.”  

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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4 Comentários
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  1. Rodrigo C Moreira

    25 de setembro de 2014 7:44 pm

    Eleitoreira é a proposta de

    Eleitoreira é a proposta de ajuste ou a ideia de que fazê-lo nao é necessário?

    Já vi que serão aaaaaanos de crescimento meia bomba, inflação e custo de vida alto.

    E subsídio aos empresários nacionais. Afinal, nem pensar em cortar a Bolsa-BNDES, né?

     

  2. Eliane Ribeiro

    25 de setembro de 2014 7:52 pm

    Vamos Presidenta,garra, vamos

    Vamos Presidenta,garra, vamos defender o Pre-Sal e o Trabalhismo,

    Mas depois de reeleita ,temos que ter um debate serio sobre a saude da Mulher.

  3. LC

    25 de setembro de 2014 9:02 pm

    Ninguém a convenceu a deixar de falar essa besteira?

    Ela pretende atender prioritariamente aos bancos, como deixou claro no programa dela, sobre a independência do Banco Central.

    Caramba, a Presidente continua a falar essa besteira? Pelo amor de Deus, chama o Palocci ou alguém de lá que tenha um mínimo de noção do que é política econômica.

  4. altamiro souza

    25 de setembro de 2014 9:41 pm

    a dilma nem precisa rebater o

    a dilma nem precisa rebater o despirocado

    assesor economico de marina.

    ele, por si só,

    já se desconstrói

    (ou desconstrui, conforme a sua vontade conjugativa).

    mas a presidenta candidata está

    reagindo muito bem a essas

    incursões meio espasmódicas dos adversários.

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