5 de junho de 2026

Ao tentar fugir para a Argentina, bolsonarista envolvido em ataque à PF é preso

Allan Frutuozo da Silva é investigado por participar, divulgar e incentivar o ataque de dezembro de 2022 ao prédio da PF, em Brasília
O influenciador bolsonarista Allan Frutuozo da Silva manteve suas redes atualizadas mesmo detido pela PF no Galeão. Foto: Reprodução de rede social de Allan Frutuozo da Silva

Tentando escapar para a Argentina, o influenciador bolsonarista Allan Frutuozo da Silva foi preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (26), no Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro.

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Allan é investigado por participar, divulgar e incentivar o ataque ao principal prédio da PF naquele dia, quando golpistas tentaram libertar um indígena detido.

O episódio antecedeu os ataques aos edifícios dos Três Poderes no fatídico 8 de janeiro, quando uma desastrada e violenta tentativa de destituição do presidente eleito foi colocada adiante.

Antes, em 12 de dezembro de 2022, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentaram invadir a sede da Polícia Federal, na Asa Norte, em Brasília. Durante os atos de vandalismo, ninguém foi preso.

Mesmo detido no Galeão, o influenciador manteve seu perfil atualizado sobre o que estava ocorrendo. “O ministro Alexandre de Moraes decidirá dentre os próximos minutos se dará prosseguimento na minha prisão política”, escreveu.

“Eu não tenho foro privilegiado, mas estou sendo preso pelo STF por ser antidemocrático”, declarou o influenciador alvo de um mandado de prisão por ameaça e associação criminosa.

Ataque violento 

Os integrantes do grupo que atacou a sede da PF em dezembro de 2022 agiram à noite e danificaram dezenas de carros que estavam estacionados nos arredores do prédio da corporação.Três, inclusive, chegaram a ser incendiados.

Fardados com camisas da seleção brasileira, atearam fogo em um ônibus com o motorista dentro, que conseguiu escapar antes do veículo ser consumido pelo fogo. Outros quatro ônibus também foram incendiados.  

Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Mario Granja

    30 de julho de 2023 8:31 am

    Um criminoso comum alegando ser um “preso político”, é mole?!

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