Após saída de Janot da PGR, “delatores pararam de aparecer” na Lava Jato

Números foram expostos em levantamento feito pelo gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – A Lava Jato parou de produzir acordos de delação em massa depois que Rodrigo Janot deixou a Procuradoria Geral da República, no final de 2018. É o que mostra relatório produzido pelo gabinete do ministro Edson Fachin, relator da operação no Supremo Tribunal Federal.

Segundo informações do Conjur, sem Janot, os “delatores pararam de aparecer”. Em 4 anos de Lava Jato, foram 110 acordos homologados pela Justiça. Em 2018, apenas um. Em 2019, nenhum.

De acordo com o levantamento, de 2016 até 2019, o Supremo abriu 9 ações penais. Julgou apenas duas: uma procedente, contra Nelson Meurer, condenado a 13 anos de prisão por lavagem e corrupção, e outra improcedente – a hoje deputada federal e presidente do PT Gleisi Hoddman foi absolvida.

Das outras sete ações penais, “três estão com o revisor, o ministro Celso de Mello, e devem ser julgadas ainda no primeiro semestre deste ano. As outras quatro estão com a PGR.”

O gabinete de Fachin fez o levantamento para apresentar a pesquisadores da FGV. “Eles trabalham numa pesquisa sobre a história da lavajato, segundo informaram aos assessores do ministro”, informou o Conjur.

Veja os relatórios abaixo:

relatório lava jato
relatorio lava jato 2

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora