Delação de Cabral: segredo, poucas provas e Judiciário envolvido

Acordo que pode beneficiar o ex-governador do RJ está nas mãos do relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, que decidirá sobre a homologação

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Contrariando o Ministério Público Federal, a Polícia Federal colheu depoimentos e enviou para análise do Supremo Tribunal Federal o acordo de delação do ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral.

O MPF não quis negociar com o preso da Lava Jato, alegando que ele era o cabeça da quadrilha que gerou ao menos R$ 380 milhões em propinas no Estado. E tampouco quer ver o conteúdo delatado por Cabral na imprensa.

O acordo, que será homologado ou não pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, gera interesse porque promete entregar nomes ligados ao Judiciário.

“Cabral narra nos depoimentos sua relação com ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e com o processo de indicação deles aos seus atuais cargos. É por isso que a delação precisa ser homologada no STF, já que esses ministros possuem foro privilegiado perante a Suprema Corte. Os nomes delatados são mantidos sob sigilo”, afirmou O Globo nesta terça (17).

Cabral ainda não sabe quanto poderá ser solto, se tiver o acordo homologado. Tudo dependerá da “efetividade dos relatos do ex-governador sobre os fatos narrados.”

Porém, de acordo com o jornal, fontes disseram que a delação contém poucas provas corroborativas, embora o ex-governador tenha indicado alguns caminhos para obtê-las.

Cabral está preso desde novembro de 2016 e já denunciado 30 vezes. É condenado em 12 vezes na Lava Jato, e suas penas somadas superam 267 anos.

1 comentário

  1. Imagino que vindo de onde vêm e partindo da PF deve conter nomes da parte do judiciário anti-lavajatista, pode experar mais munição para atacar o judiciário que ainda respeita os pilares do direito.

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