Os irmãos Ramiro Julio Soares Madureira e Augusto Julio Soares Madureira, donos da agência de viagens 123 Milhas, estão proibidos de deixar o Brasil. A determinação foi dada pelo juiz federal Edison Grillo, da 3ª Vara Criminal de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (1).
Na decisão, o juiz também autorizou a condução coercitiva dos irmãos para prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, na próxima quarta-feira (6), às 10h.
O magistrado atendeu a um pedido do presidente da CPI, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), feito após os sócios não comparecerem ao depoimento que seria prestado ao colegiado na última terça-feira (29).

Segundo os irmãos, a oitiva teria de ser adiada porque o advogado não poderia estar presente. O depoimento, então, foi reagendado para o dia seguinte, mas eles faltaram novamente, sob a alegação que tinham uma reunião previamente agendada com o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA).
Segundo o juiz Grillo, os sócios têm a obrigação jurídica de comparecer à CPI e que não podem escolher a data para tal. Os empresários devem permanecer no país até às 23h59 de quarta-feira.
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fabio o t coelho
30 de dezembro de 2024 1:49 pmConcordo , esse país não é sério. Os donos da 123 milhas já deveriam estar na cadeia. Para mim também é falência .
Aldeci
3 de janeiro de 2025 2:12 pmVerdade, esse é infelizmente o quadro que retrato o que é a justiça hoje no país, fato parecido é o que vem ocorrendo com os ex-funcionários do grupo João Santos do famoso cimento NASSAU, com um plano de recuperação judicial que é um verdadeiro Calote aos ex-funcionários, e o pior de tudo com a aprovação da justiça do trabalho, voltamos ao tempo do coronelismo, onde quem tem mais poder monetário dita como vai deixar de pagar seus débitos e fica por isso mesmo.
ROGERIO TAVARES MAIER
31 de dezembro de 2024 7:01 pmParabéns por expor exatamente o sentimento que tive quando recebi esse e-mail desaforado do grupo 123 milhas. Precisamos que esse caso seja um exemplo da justiça provar que é séria nesse país. Chega de impunidade nesse país