Grupo de WhatsApp de empresários é “vital” para investigações, diz Moraes

Para Moraes, "todos esses investigados teriam ligação direta ou indiretamente com o aludido Gabinete do Ódio"

Jornal GGN – Ao autorizar a busca e apreensão desta quarta (27), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, anotou que acessar as informações de grupos de WhatsApp relacionados aos empresários que financiam as milícias digitais do bolsonarismo é de “vital importância para as investigações”.

No inquérito 4781, os empresários Edgar Gomes Corona, Luciano Hang, Otavio Oscar Fakhoury, Reynaldo Bianchi Junior e Winston Rodrigues Lima são apontados como suspeitos de financiar a rede de disparos de fakes news, ataques à honra e à segurança dos ministros do STF dentro e fora da internet. O ministro determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos citados.

Para Moraes, “todos esses investigados teriam ligação direta ou indiretamente com o aludido Gabinete do Ódio”.

“Essas tratativas ocorreriam em grupos fechados no aplicativo de mensagens whatsapp, permitido somente a seus integrantes. O acesso a essas informações é de vital importância para as investigações, notadamente para identificar, de maneira precisa, qual o alcance da atuação desses empresários nessa intrincada estrutura de disseminação de notícias fraudulentas.”

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Além dos empresários, o STF mira também os influenciadores Allan Lopes dos Santos, Bernardo Pires Kuster, Edson Pires Salomão, Eduardo Fabris Portella, Enzo Leonardo Suzi Momenti, Marcelo Stachin, Marcos Dominguez Bellizia, Rafael Moreno, Paulo Gonçalves Bezerra, Rodrigo Barbosa Ribeiro e Sara Fernanda Giromini (Sara Winter).

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