Guedes é “sócio oculto de empresas e fundos beneficiados pelo governo”, acusa deputado

Jornal GGN – O ministro da Economia Paulo Guedes é suspeito de ser “sócio oculto de empresas e fundos beneficiados por decisões do governo” Bolsonaro. É o que afirma André Barrocal, em reportagem da CartaCapital desta terça (14).

O ministro foi investigado de maneira independente pelo deputado Paulo Ramos, do Rio de Janeiro. Ele aproveitou a CPI do BNDES para tentar obter dados sobre as empresas que teriam Guedes por trás, mas enfrentou a blindagem da atual presidência do banco.

Ainda assim, com os documentos que junto, Ramos afirma que Guedes “integra, seja como administrador ou sócio – inclusive possivelmente oculto – uma vasta rede composta por bancos e fundos de investimentos” que “possuem íntimas relações com entes estatais de mesmo gênero, notadamente o BNDES”.

“Ao examinar dados de empresas às quais Guedes era, ou é, ligado, o deputado identificou uma ‘curiosa coincidência’: outros sócios ou cotistas ‘se revezam não apenas na mesma sociedade, como também em várias outras, coligadas ou não, formando uma espécie de teia societária’, a fim de ‘ocultar seu verdadeiro controlador’. Tradução: laranjal”, pontuou a reportagem.

“Mais: ‘tudo aponta’ que Guedes, após aderir à campanha de Bolsonaro, comandou ‘uma série de reestruturações societárias nas empresas, fundos e todo tipo de investimento em que tivesse participação, a fim de se ocultar’.”

Ramos enviou os dados suspeitos contra Guedes à Procuradoria-Geral da República, que remeteu o caso à Procuradoria no Distrito Federal, ao Tribunal de Contas da União e à Comissão de Ética Pública. O deputado promete ainda acionar o Supremo Tribunal Federal, quando a corte voltar de férias em fevereiro.

Leia a reportagem completa:

As suspeitas de “negócios ocultos” do ministro Paulo Guedes

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