Lava Jato recorre para transformar Frei Chico e Lula em réus em SP

MPF alega que houve interpretação equivocada do crime por parte do juiz, e que há provas, para além das delações, de que Frei Chico recebia mesada da Odebrecht

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN – A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo recorrer da decisão do juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal, que rejeitou o pedido de abertura de ação penal contra Frei Chico e seu irmão, o ex-presidente Lula, com base em delações da Odebrecht.

Frei Chico foi acusado de recebe uma mesada da Odebrecht ao longo das últimas décadas, totalizando cerca de R$ 1 milhão em valores atualizados. De acordo com os procuradores, em troca de pagamentos mensais que giraram em torno de R$ 3 mil a R$ 5 mil, Lula beneficiava a Odebrecht com atos indeterminados enquanto presidente da República. O juiz considerou a denúncia um “amontoado de suposições”.

No recurso, os procuradores paulista agora sustentam que o magistrado tomou a decisão a partir de uma “interpretação equivocada do crime de corrupção, e que os crimes imputados aos denunciados não estariam prescritos”, afirmou o UOL desta segunda (14).

A matéria não informa quais os elementos de prova que o MPF apontou para dar sentido às delações do grupo Odebrecht.

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