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Romero Jucá

Jucá é denunciado por crime que a Zelotes atribuiu a Lula

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - Mais de 8 meses após tomar conhecimento de que empresários acusaram Romero Jucá de ter sido o arrecadador de propina ao PMDB em cima da Medida Provisória (MP) 627/2013, a Procuradoria-Geral da República decidiu denunciar o senador por supostamente ter favorecido algumas empresas, em inquérito da Zelotes que segue em sigilo.
 
A MP em questão previa mudanças nas regras de tributação dos lucros das empresas no exterior.
 
Na acusação atual, Jucá teria oferecido benefícios à siderúrgica Gerdau.
 
Em 2016, a Zelotes denunciou Lula por causa da mesma MP. Os procuradores disseram que o ex-presidente teria praticado tráfico de influência, ou seja, permitido que seu nome fosse usado por terceiros que supostamente negociaram com montadoras os pagamentos irregulares que, no final, teriam beneficiado um dos filhos do petista.
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Erros de delegada favorecem peemedebistas na Lava Jato


Senadores e ministros do TCU estão entre possíveis favorecidos por medidas da PF
 
Jornal GGN - No posto mais alto da carreira de delegada da Polícia Federal, Graziela Machado da Costa e Silva foi efetivada em 2012 à Classe Especial, última categoria adquirida pelos delegados. Em três episódios polêmicos da Operação Lava Jato, é ela quem assina o arquivamento de inquéritos contra políticos ou comete erros que podem ocasionar a anulação de toda uma investigação. 
 
Seus atos já foram confrontados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e também criticados pelo ex-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro falecido Teori Zavascki. O GGN fez um levantamento destes casos e situações que ocasionaram o arquivamento de apurações contra políticos, em casos de falta de indícios que feriram imagens por tempo injustificadamente prolongado, e outros que mesmo com o avanço de provas foram engavetados.
 
Pelo posto que ocupa, seu nome apareceu pontualmente e em poucas situações desde o início das apurações da Polícia Federal nos crimes relacionados à Petrobras. A fim de verificar quando ingressou na carreira, o GGN acessou os dados da Transparência para servidores civis e militares do Ministério da Justiça. No sistema, foi possível identificar que integra a PF desde outubro de 2002, chegando ao atual cargo em 2012. 
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A farsa do Projeto Serra-Jucá: o ARO disfarçado, por Roberto Requião

A farsa do Projeto Serra-Jucá: o ARO disfarçado

por Roberto Requião

Volta à discussão nesta Casa o Projeto de Lei do Senado – PLS 204/2016, de autoria do Senador José Serra, cujo conteúdo já havia sido discutido e rejeitado pelo plenário em dezembro do ano passado e remetido à Comissão de Assuntos Econômicos para nova discussão. Na Comissão de Assuntos Econômicos –CAE, assumiu um novo relator, o senador Romero Jucá.

Como sempre lesto e profícuo, desde o dia dez de julho, o senador tem o relatório pronto.

O que se vê é um claro esforço do governo Temer para que se evite o aprofundamento da discussão. O que se quer é a aprovação imediata do PLS com os olhos e ouvidos dos senadores bem fechados.

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A profecia de Jucá e a Farsa Jato ou Farinha do mesmo saco, por Armando Coelho Neto

A profecia de Jucá e a Farsa Jato ou Farinha do mesmo saco

Por Armando Rodrigues Coelho Neto

Não existe combate à corrupção no Brasil e sim uma caça a Lula e ao Partido dos Trabalhadores. Já o disse antes neste espaço e reafirmo até prova em contrário. O processo seletivo de alvos permanece e alguns atos pontuais diferenciados, com aparente cunho apartidário, são calculados e seus efeitos são minimizados com notícias contra Lula, Dilma, PT. Os oficiantes da Farsa Jato sabem disso, enquanto ajudam a alimentar o bordão de que “todos são farinha do mesmo saco”, na desqualificação e criminalização da política.

Ao que parece a farinha do mesmo saco carece de melhor reflexão. Um bom começo é explicar a razão porque chamo de Farsa Jato as operações policiais desencadeadas pela Polícia Federal. Operações essas aplaudidas pelos políticos a quem servem, como se fossem farinha de outro saco, sob ovação de fósseis da guerra fria, ignorantes raivosos e uma legião de desavisados. Permaneço em estado de reserva crítica com meu “desconfiômetro” ligado.

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“Com o Supremo, com tudo” não é crime, conclui Polícia Federal

Jornal GGN – O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu da Polícia Federal (PF) relatório que descarta possível obstrução da Justiça por parte dos senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, do PMDB, e do ex-senador José Sarney. Segundo a PF eles não intentaram atrapalhar as investigações da Lava Jato.

O relatório foi enviado no dia 21 para o STF, com o entendimento que, a conversa entre os políticos com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, não configuraram crime.

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Conversa sobre "acordo nacional" e "estancar a sangria" não é crime, diz relatório da PF

Polícia Federal enviou ao Supremo um documento onde aponta que Romero Jucá, Renan Calheiros e Sarney não tentaram obstruir as investigações da Lava Jato
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O famoso diálogo gravado por Sergio Machado com caciques do PMDB falando em "estancar a sangria" da Lava Jato, tirar a Dilma Rousseff e por Michel Temer em seu lugar, num "grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo", não configura crime, na visão da Polícia Federal.
 
Em relatório enviado à Suprema Corte, a PF avaliou que Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney não praticaram obstrução de Justiça, ao contrário do que suspeita o Ministério Público Federal. É o que diz reportagem de André Richter, na Agência Brasil.
 
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O golpe está nu, mas Dallagnol e Moro ainda estão de bermudas, por Armando Coelho Neto

O golpe está nu, mas Dallagnol e Moro ainda estão de bermudas

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Depois do “Caso Aécio”, quem me chamou de doutrinado virou pó. Este seria o título daquilo que seria o texto de hoje, movido por mais um controvertido capítulo daquela que, não se sabe a razão, ainda chamam de Corte Suprema. Seria sobre o retorno de Aécio Neves (PSDB) ao senado, de onde, por princípio constitucional, não deveria ter saído. Pelo menos no que diz respeito à forma, devido à clara invasão de poderes. Bom lembrar que há pouco tempo, a mesa diretora do Senado ignorou ordem do ministro Marco Aurélio Melo e não afastou Renan Calheiro (PSDB), que não arredou o pé e nem foi arredado de onde estava. Sim, Marco Aurélio, que monocraticamente queria afastar Renan, mandou monocraticamente Aécio voltar, porque a decisão de afastar foi monocrática, entre outros argumentos.

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MP pode legalizar mais de 2 mil imóveis irregulares na Amazônia

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Foto: Agência Pará
 
Da Agência Pública
 
 
por Étore Medeiros, Ciro Barros, Iuri Barcelos

Levantamento da Pública revela que ampliação de limites do Terra Legal pode levar uma área semelhante à do estado do Rio de Janeiro às mãos de ocupantes privados

Está nas mãos do presidente Michel Temer vetar ou sancionar o PLV 12/2017, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), aprovado no Senado no fim de maio. Se sancionado, o projeto, no qual foi convertida a Medida Provisória (MP) 759/2016 (proposta às vésperas do Natal pelo Executivo), pode beneficiar os donos de 2.376 imóveis rurais que incidem integral ou parcialmente em terras públicas não destinadas na Amazônia Legal. Esses imóveis ocupam 6,3 milhões de hectares, mais de 4,8 milhões deles em intersecção com terras da União encampadas no programa Terra Legal. O objetivo do programa, criado em 2009, é cumprir a disposição constitucional de destinar terras pertencentes à União na Amazônia.

A área total passível de regularização fundiária seria de ao menos 4,3 milhões de hectares – uma área semelhante à do estado do Rio de Janeiro. Para chegar a este número, a Pública excluiu do total de intersecções os imóveis duplicados.

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Em inquérito, PGR diz que Aécio seguiu tratativas de "estancar" Lava Jato

Negociações iniciadas antes do impeachment de Dilma Rousseff para "estancar a sangria" da Lava Jato seguiram até hoje com caciques do PMDB e PSDB, mostra inquérito
 

Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A conclusão da Procuradoria-Geral da República é que não há dúvidas de que Aécio Neves (PSDB-MG) atuou para barrar o avanço da Operação Lava Jato. Além das já divulgadas conversas grampeadas de Aécio com Joesley Batista, elaborando um plano para frear as investigações, com o conhecimento de Michel Temer e pressionando pela troca do ministro da Justiça e do diretor da Polícia Federal, o senador aparece articulando a obstrução com o senador Romerto Jucá (PMDB-RR).
 
Até agora já foram liberados os trechos em que Aécio conversa com Joesley Batista, dono da JBS, em encontro no Hotel Unique, em São Paulo, no dia 24 de março. Na ocasião, o tucano revelou ao empresário que pressionou o presidente Michel Temer, juntamente com outros empresários, para modificar a direção da PF, substituindo o diretor-geral Leandro Daiello.
 
Aécio também narrou ter comentado com Temer para que o governo fizesse uma 'mea culpa' durante a deflagração da Operação Carne Fraca, junto aos frigoríficos. A intenção do parlamentar era limitar as investigações, aproveitando a oportunidade dos apontados abusos dos delegados que impactaram as empresas nacionais naquele mês, e tirar o diretor-geral do órgão.
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Jucá vê 2018 como possível disputa entre "bravateiros, justiceiros e outsiders"

Foto: PMDB
 
Jornal GGN - A Agência Pública divulgou, na última semana, uma reportagem exclusiva sobre a trajetória política e o atual papel do senador Romero Jucá junto ao governo Temer, passando pelas críticas do arquiteto de impeachment sobre as consequências da parceria mídia-Lava Jato para a classe política.
 
"Na visão do senador, há uma campanha em curso, liderada pelo Ministério Público Federal e com o apoio da Rede Globo, para exterminar a classe política. 'Os políticos estão encurralados. Primeiro por causa dos erros, mas estamos fazendo uma transição correta, os resultados do país são animadores, mas a imprensa, principalmente a Globo, com o Jornal Nacional, está detonando a política. Eles querem mudar o status quo, mas acho um erro. Você tem que cobrar novos procedimentos e fazer uma transição para melhorar a classe política. Leia mais »
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PF faz buscas com pessoas ligadas a Jucá, Renan e Sarney


Foto: Reprodução
 
Jornal GNN - A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Satélites, um dos desdobramentos da Operação Lava Jato, nesta sexta-feira (28). Foram cumpridos mandados de buscas e apreensões no escritório do advogado Bruno Mendes, ligado ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), na residência de uma ex-assessora de Romero Jucá (PMDB-RR), na casa de um assessor do ex-senador José Sarney (PMDB), e de outra pessoa ligada ao senador Garibaldi Alves (PMDB-RN).
 
Um dos principais alvos das investigações realizadas nesta sexta foram relacionadas ao advogado Bruno Mendes. A etapa de hoje buscou trazer novas informações sobre irregularidades praticadas na estatal Transpetro, além de investigar contratos da Petrobras com as empresas NM Engenharia e NM Serviços.
 
A investigação tem como base as delações premiadas do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, do empresário Nelson Maranaldo e Luiz Fernando Nava Maranaldo. Ao todo, foram 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e São Paulo.
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Romero Jucá, o tricoteiro de quatro agulhas

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Uma das estrelas da Lava Jato, Jucá é recordista (ao lado de Aécio Neves) nos pedidos de inquérito da nova fase da investigação (Foto: PMDB)

Da Agência Pública

 
Presidente do PMDB, principal articulador de Michel Temer no Congresso e uma das estrelas da Lava Jato, Romero Jucá defende uma transição no lugar do extermínio da classe política encurralada pelo maior escândalo de corrupção da história
 
por Lucas Ferraz 

O senador Romero Jucá Filho é um homem ligeiro, com um quê de hiperatividade, que veste sempre ternos bem cortados. A gravata costuma ser um modelo slim que o deixa com uma aparência mais jovem que os seus 62 anos. Tem os olhos ariscos. Ao longo dos anos, ele desenvolveu uma particular habilidade de falar ao mesmo tempo com diferentes interlocutores sobre os mais variados assuntos.

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País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Multidão foi ao Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, acompanhar votação na Câmara e prestar apoio à então presidenta Dilma (Foto DANILO RAMOS/RBA)

Impeachment

da Rede Brasil Atual

País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Para movimentos sociais e analistas, processo de impedimento iniciado na Câmara pretendia levar ao poder um governo que pudesse promover medidas que jamais seriam aprovadas nas urnas

por Sarah Fernandes e Gabriel Valery

São Paulo – O dia 17 de abril de 2016 entrará para a história como uma data controversa. Foi naquele domingo que a Câmara dos Deputados votou pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), eleita em 2014 com 54,5 milhões de votos. Encorajado por uma série de manifestações populares fomentadas pela mídia tradicional, o plenário aprovou “por Deus, pela pátria e pela família”, o encaminhamento do processo para o Senado, após nove horas e 47 minutos de sessão. O motivo principal, mais que o suposto crime de responsabilidade do qual Dilma foi acusada, era levar ao poder um governo que aplicasse um pacote de retrocessos que jamais seria aprovado nas urnas, como defendem movimentos sociais e analistas.

Pelas acusações, Dilma teria cometido crime de responsabilidade por ter assinado decretos de créditos suplementares e cometido as chamadas "pedaladas fiscais". O debate foi árduo, visto que as práticas foram utilizadas por governos anteriores, bem como por diferentes estados. Argumentos à parte, naquele 17 de abril os tais "crimes" foram pouco citados durante a sessão.

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Janot vai pedir investigação contra ministros e senadores do PMDB e PSDB, diz jornal

 
Jornal GGN - Rodrigo Janot, procurador-geral da República, deverá pedir a abertura de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar ministros do governo Michel Temer e também senadores do PMDB e do PSDB citados na delação da Odebrecht.
 
De acordo com a Folha de S. Paulo, a lista do PGR incluiria os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o presidente do Senado Eunício Oliveira e os senadores Renan Calheiros, Edison Lobão e Romero Jucá, todos do PMDB. Os tucanos Aécio Neves e José Serra também estariam no pedido de Janot. 
 
O PGR também vai pedir o desmembramento para instâncias inferiores de casos de políticos sem foro privilegiado mas também mencionados nas delações da Odebrecht, como Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Guido Mantega e Antonio Palocci.

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O grande acordo nacional segue causando espanto, por João Filho

Jornal GGN - Mesmo com seu enredo anunciado em gravações do senador Romero Jucá (PMDB-RR), a novela do grande acordo nacional continua espantando muita gente. A opinião é de João Filho, em artigo analisando a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal.

O Grande Acordo Nacional teve um espetáculo teatral na Comissão de Constituição e Justiça, onde Moraes foi sabatinado pelos senadores. “Parecia até aquele bate-papo gostoso que Temer teve com jornalistas no Roda Viva”, relembra o jornalista.

“O romance entre os poderes esquentou no Love Boat, se solidificou no Senado e pode durar até 2043, quando termina o mandato de Moraes”, afirma João Filho.

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