‘Se fosse deputado ou senador, Moro estaria cassado ou preso’, diz presidente do Senado

Para Davi Alcolumbre, troca de mensagens ultrapassou o limite ético. 'Se isso for verdade, acho que vai ter um impacto grande', acrescentou

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN – Durante um jantar organizado pelo site Poder 360 com políticos, nesta segunda-feira (24), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) disse que, se forem comprovadas as trocas de mensagens entre o ministro da Justiça Sérgio Moro, quando juiz federal, e os procuradores da força-tarefa da Lava Jato, o “impacto é grande.”

“Do ponto de vista ético, sim [ultrapassou]. Se aquilo for tudo verdade… esse que é o problema. Aquilo é verdade? Vai comprovar? Aquela conversa não era pra ter sido naquele nível entre o acusador e o procurador. Se isso for verdade, eu acho que vai ter um impacto grande, não em relação à Operação porque ninguém contesta nada disso e não vai contestar nunca. (…) Se isso fosse deputado ou senador, tava no conselho de ética, tava cassado ou tava preso”, declarou.

Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que há fortes indícios, não apenas de que as conversas vazadas pelo The Intercept Brasil são verdadeiras, mas de que o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato manipularam o timing do ingresso de informações importantes na corte, no caso da lista da Odebrecht.

No domingo (23), a Folha de S.Paulo, em parceria com o Intercept, divulgou mais uma reportagem com novos trechos das conversas trocadas entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Ao invés de manter distância do ator de acusação, o Ministério Público Federal, Moro atuava junto com os procuradores no sentido de garantir que os processos seguissem determinado curso, o que é proibido por várias regras da magistratura e da Justiça Criminal.

Leia também:  STF rachado na questão da prisão em segunda instância, diz colunista

A matéria mais recente mostra que depois de a Polícia Federal ter vazado, sem querer, a lista da Odebrecht, expondo dezenas de políticos que tinham direito a foro especial – e por isso só poderiam ser investigados com autorização do STF – Moro combinou com os procuradores desmembrar alguns inquéritos que estavam sob o controle dele, como juiz em Curitiba, para o relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, como uma maneira de acalmar os ânimos da corte contra ele.

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1 comentário

  1. pegaram só o fim da frase, pois antes ele diz que
    nada vai acontecer, isto é, já revela seu nítido
    conservsadorismo….
    sem ilusões….

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