Coronavírus: a incerteza de quem está no sistema prisional

Diante do avanço da pandemia, detentos evidenciam negligência do poder público com quem trabalha na área penitenciária ou se encontra sob custódia do Estado

Jornal GGN – As celas superlotadas do sistema prisional brasileiro não permitem o isolamento social necessário para o combate ao coronavírus. Diante disso, pessoas sob custódia do poder público e os funcionários do sistema penitenciário vivem em um ambiente de alto risco à saúde e negligenciado pelo poder público.

Para dar luz a esses casos, uma conta na rede social Facebook chamada “Amor atrás das grades” compartilha a angústia de mulheres que buscam por notícias dos maridos, namorados, irmãos e filhos, uma vez que as visitas estão suspensas.

Como explica a jornalista Maria Carolina Trevisan, do portal UOL, as incertezas também afetam quem está dentro do sistema prisional: além de não saber da saúde da família, essas pessoas não receberam máscaras de proteção, dependem do envio do “jumbo” para obter utensílios de higiene (como sabão, papel higiênico, pasta de dente), medicamentos e alimentação.  E sofrem com a falta de material de limpeza para desinfetar as celas.

Em meio a esse cenário, muitos relatos de prisioneiros com dor de cabeça, dor no corpo, febre, perda de paladar, de olfato, tosse, dor no pulmão. Nas enfermarias também não cabe mais ninguém. Até os funcionários estão adoecendo e perdendo a vida.

Não existe previsão de testagem dos presos ou orientação sobre como lidar com isso. Não existem dados atualizados ou sequer informações sobre remoção de detentos doentes para hospitais.

O novo ministro da Justiça, André Mendonça, que não tem experiência na área de segurança pública, terá que lidar com essa crise de forma urgente. Enquanto isso, as pessoas continuam adoecendo e perdendo a vida.

 

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