Gilmar Mendes é direto: “vamos parar de brincar de ditadura”

Em entrevista, ministro do Supremo Tribunal Federal diz que ‘forças civis’ reagem à postura antidemocrática de bolsonaristas

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN – Se houver “silêncio” e “inércia” das pessoas à postura antidemocrática adotada pelo grupo do presidente Jair Bolsonaro, “daqui a pouco pode ser tarde” para a preservação das instituições.

A afirmação é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. O ministro citou ainda o decano da Corte, Celso de Mello, que recentemente fez um comparativo entre o Brasil atual e a Alemanha de Hitler – em uma mensagem enviada aos juízes via WhatsApp, Celso de Mello acusou os apoiadores de Bolsonaro de odiar a democracia e pretender instaurar “desprezível e abjeta ditadura”.

Segundo Mendes, as “forças civis” apresentaram uma mensagem clara: “Vamos parar de brincar de ditadura”, ressaltando que a radicalização da crise “despertou a brasilidade”.

O magistrado também comentou sobre a reunião ministerial de 22 de abril, que foi marcada por uma série de ofensas e ataques às instituições. “Quem tinha ilusões que não as tenha mais e, portanto, eu acho que ali nos ensinaram como não se fazer uma reunião governamental”, disse o ministro, afirmando ainda que o encontro mostrou um meio de governar.

 

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