29 de junho de 2026

Toffoli e Cármen boicotaram prisão em segunda instância


Fotos Públicas
 
Jornal GGN – O boicote de impedir que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analise um tema de urgência e importância, como é o caso da prisão após a condenação em segunda instância, não foi feito pelo ministro Marco Aurélio Mello, que tomou a decisão monocrática nesta quarta-feira (19), mas pelo atual presidente da Corte, que vem postergando e impedindo que a matéria seja julgada por todos os ministros do Supremo.
 
A análise é de Conrado Hübner Mendes, doutor em Direito e professor da USP, em coluna para a Época, nesta quarta. O especialista introduziu lembrando que há vários tipos de boicotes por meio de “obstruções ativas” e “obstruções passivas”. A primeira ocorre quando um ministro toma uma decisão sozinho, monocraticamente, e a segunda, quando um ministro engaveta ou adia a análise de uma matéria. 
 
No caso atual, que afeta diretamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também milhares de outros réus brasileiros que não tiveram seus julgamentos concluídos pelo Supremo, mas já estão presos, o boicote partiu de Dias Toffoli, hoje presidente do tribunal, e também pela ex-presidente da Corte, a minitra Cármen Lúcia.
 
“Carmen Lúcia driblou o Marco Aurélio lá atrás e o Toffoli marcou este caso para abril de 2019”, lembrou Hübner, acrescentando que “em princípio, o presidente da Corte tem poder discricionário para montar a pauta, assim como o relator pode dar liminar conforme a prática aceita no STF”.
 
Mas o ministro relator dessa ação, Marco Aurélio, “querendo resolver o tema constitucional no plenário, vem sendo boicotado pela presidência da Corte neste pedido”, destacou. A essa forma de atrasar e, consequentemente, impedir que o Plenário do Supremo analise temas de urgência e importância, o doutor em Direito descreveu como “desgoverno do poder monocrático”.
 
“O desgoverno do poder monocrático de ministros é uma forma de administrar estrategicamente o tempo da decisão”, disse Conrado Hübner Mendes. “O resumo dessa bagunça é que Marco Aurélio viu no seu poder monocrático, que é exercido por todos os ministros de forma livre, atravessando o colegiado do STF, uma forma de retaliar o boicote que ele mesmo vem sofrendo”, concluiu.
 
Leia a íntegra da sua coluna na revista Época aqui.
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Maria Luisa

    20 de dezembro de 2018 5:35 pm

    Nada além, nada além de uma ilusão.

    Dias Toffoli e Carmem Lucia mostraram varias vezes que andam fazendo dobradinha dentro do Supremo. E como esses ministros pensam que seus pés jamais tocarão o chão dos mortais aqui embaixo, fazem chicanas com a vida alheia como se fosse mera quimera. 

    1. Naldo

      20 de dezembro de 2018 5:56 pm

      A quem obedecem?
      Do que
      A quem obedecem?

      Do que tem.medo?

      Com quais propósitos?

      Estão destruindo a biografia, tão cara para esses juristas, pois no futuro os aplausos de hoje serão a execração histórica……

      São essa perguntas deveriam ter resposta…..

  2. Romanelli

    20 de dezembro de 2018 7:42 pm

    19/12/2018 – Um dia

    19/12/2018 – Um dia histórico

    O DIA DA ASSUNÇÃO DO primeiro GOLPE MILITAR do século XXI no BRASIL ..no pé da goiabeira ..um dia pra ficar na história do país

    https://youtu.be/nZr1Op3FIkk

     

     

     

     

  3. Frederico Firmo

    20 de dezembro de 2018 10:20 pm

    O que me impressiona?

    Me impressiona o cinismo

    Me impressiona o sadismo

    Me impressiona o poder sem amarras

    Obviamente eles tem consciência do que estão fazendo e contra quem estão fazendo.  Eles odeiam Lula, pois Lula é a vítima, e com certeza os algozes sabem que a vítima é a testemunha viva do crime.  Eles jamais vão perdoar Lula por isto.Lula jamais vai ser perdoado, pois não encontraram contas na suiça, não encontraram milhões, mas pedalinhos, e galpões midiatizados como palácios, e um triplex cuja cozinha Kitchens se resume a um fogão daco.  Lula jamais se encaixou na narrativa.  Eles jamais vão perdoar Lula por isto.

     

  4. Benilton

    20 de dezembro de 2018 11:24 pm

    Judiciário
    O direito de ser julgado em terceira instância não é para o brasileiro comum. O judiciário brasileiro é lento e caro. A certeza da impunidade é tão grande que a ousadia dos criminosos avança sobre merenda, transporte escolar,remédios, salários, além das construções e reformas. E os advogados caríssimos defendem seus clientes milionários, pois para isso ganham sobejamente. Não precisamos nos envolver nisso.

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