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Análise

Diretas Já, antecipando 2018!, por Marcelo Auler

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Ato por eleições diretas em Salvador. Foto: Mídia Ninja

Do blog de Marcelo Auler

Diretas Já, antecipando 2018!

por Marcelo Auler

“Não existe muito consenso em torno do voto do ministro Herman Benjamin. Há, na esquerda e na direita, quem o abomine ou quem o elogie. Mas, houve momentos brilhantes, que demonstrou o caráter do relator, como a belíssima lição de moral desferida logo no início do julgamento em resposta à provocação do presidente do TSE (cujo vídeo pode ser visto no JornalGGN).” (Da postagem “Não era à vera: Gilmar Mendes brincou com a Nação”).

Ao comentar o julgamento da chapa Dilma/Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), focando principalmente na postura dúbia do ministro Gilmar Mendes, a quem chamei de magistrado de oportunidade, que vota de acordo com o réu e/ou com seu interesse momentâneo, fiz o alerta acima.

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Os desafios nacionais e a breve passagem de Maria Silvia pelo BNDES, por Tiago Mitidieri

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Foto: Lula Marques/AGPT

Do Clube de Engenharia

 
No último dia 26, a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, anunciou a sua renúncia, encerrando um período de quase um ano no comando da instituição. O período em que a presidente esteve à frente do Banco foi marcado por muitas contradições, que a levaram a uma situação insustentável e que culminou no seu pedido de demissão.

A breve passagem de Maria Silvia pelo BNDES

Por Thiago Mitidieri

Presidente da Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES)

A primeira contradição está relacionada ao seu alinhamento incondicional ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central que, atualmente, sustentam a tese de que o BNDES é uma anomalia para o país.  A liquidação antecipada, em dezembro de 2016, de parte dos empréstimos do Tesouro ao BNDES, no valor de R$ 100 bilhões, e a MP 777, que extingue a TJLP e cria a TLP, atrelada à taxa de mercado (NTN-B 5 anos), são dois exemplos dessa contradição.

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Foucault, você e Temer, por Fernando Horta

Foucault, você e Temer

por Fernando Horta

Na década de sessenta e setenta, Michel Foucault revolucionou diversas áreas das ciências sociais. Existem, inúmeras noções e conceitos criados pelo pensador francês que poderiam ser citados aqui, me interessa a noção de poder.

Até Foucault, a ideia de Poder parecia um atributo concreto, mensurável. Diversas teorias foram formuladas para medir o “poder”, seja ligando com capital, ou com outros recursos materiais (como armas, tecnologia, população e etc.), o Poder era, portanto, algo quase palpável. Havia a possibilidade de “tomar” o poder, “manter” o poder, “aumentar” o poder, “perder” o poder ... quase como uma caixa, um anel, um pergaminho ...

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Organizado por Aldo Fornazieri, 'A Crise das Esquerdas' será lançado no dia 23

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Imagem: Divulgação
 
Jornal GGN - Organizado por Aldo Fornazieri e Carlos Muanis, o livro ‘A Crise das Esquerdas’ será lançado no próximo dia 23 (sexta-feira) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. 
 
A obra reúne textos e entrevistas de Guilherme Boulos, Renato Janine Ribeiro, Tarso Genro, entre outros nomes. O objetivo do livro é discutir a queda dos programas progressistas na América Latina, a ascensão dos nacionalismo conservadores e de direita, além de debater caminhos para a esquerda.

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Corrupção e seus custos de transação, por Frederico da Costa e Marcus Braga

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Foto: George Hodan 

Jornal GGN - Em artigo publicado no Valor, os professores Frederico da Costa e Marcus Braga levantam a questão dos custos envolvidos no combate e na prevenção à corrupção.

Atualmente, no Brasil, o fortalecimento das instituições de controle acaba afetando também arranjos institucionais para a execução e supervisão, com o aumento das salvaguardas e dos chamados custos de transação. “Se não forem considerados nesse processo, tais custos podem crescer sem serem percebidos”, afirmam os professores.

Frederico da Costa e Marcus Braga também apontam para o chamado “efeito cebola”, com a criação de inúmeras camadas de controle que, eventualmente, podem não garantir os objetivos de prevenção à corrupção, como também aumentar a lentidão nas decisões do poder público.

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E se Dilma tivesse usado a máquina pública contra delatores da Lava Jato?

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - A operação deflagrada pela Polícia Federal contra a JBS, nesta sexta (9), coordenada por uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda, chama atenção pelo "time": ocorre exatamente um dia após 3 deputados afirmarem ao jornalista Tales Faria, em off, que o governo Michel Temer tem um plano para dizimar a empresa de Joesley Batista, em retaliação à delação premiada que balançou a cadeira do presidente.
 
A contraofensiva de Temer, que envolve ainda o Judiciário e o Ministério Público, vem ocupando espaços discretos nos jornais nos últimos dias. A mesma informação sobre as investidas contra a JBS, Rodrigo Janot e Edson Fachin com o uso das tropas aliadas e órgãos do governo passaram pela Folha, O Globo, Valor e Estadão, apenas para citar alguns exemplos. Mas sem o alarde que os fatos ensejam. Fica a pergunta: a grande mídia contemporizaria com o suposto uso da máquina pública contra delatores, procuradores e juízes da Lava Jato, se a presidência ainda estivesse ocupada por Dilma Rousseff (PT)?
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Pacto de 1988 foi destruído e é necessário um novo projeto de poder, afirma Requião

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Foto: Reprodução
 
Por Roberto Requião
 
NOSSO PACTO DE MONCLOA FOI RASGADO: SEM RECUOS, LEVANTEMOS OUTRO PACTO MAIS DEMOCRÁTICO, POPULAR E NACIONALISTA
 
Quando as ditaduras em Portugal, Espanha, Grécia desmoronaram e, na sequência, começaram a ruir também as ditaduras latino-americanas, uma das referências para o restabelecimento das relações sociais e políticas nos países emergentes do arbítrio foi o Pacto de Moncloa, na Espanha.
 
No Brasil, o nosso pacto de retorno às instituições democráticas foi a Constituição de 88. A Constituição Cidadã buscou firmar um contrato de convivência democrática, civilizada, introduzindo na Carta direitos e garantias sociais que fossem esteios para a construção de um país menos impiedoso, menos inclemente e menos insensível para com o seu povo.

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Contraofensiva de Temer inclui "falir" a JBS e prender os donos, por Tales Faria

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - Três congressistas que estiveram com Michel Temer nos últimos dias afirmaram ao jornalista Tales Faria, do Poder 360, que o governo traçou um plano para "falir" a JBS e "prender os donos", numa contraofensiva às delações de Joesley Batista e Ricardo Saud na Lava Jato. Numa outra frente, Temer mira em Edson Fachin, relator no Supremo Tribunal Federal, e Rodrigo Janot, chefe do Ministério Público Federal.
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Temer tem que responder mais do que as 82 perguntas da PF, por Janio de Freitas

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Foto: Beto Barata/PR 
 
Jornal GGN - Além das 82 perguntas enviada pela Polícia Federal, o presidente Michel Temer precisa responder muitas outras questões, diz o colunista Janio de Freitas, apontando as movimentações do peemedebista pouco antes e depois da prisão de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer. 
 
Na sexta, antes de Loures ser preso pela PF, o presidente foi para São Paulo dialogar com Geraldo Alckmin, na tentativa de evitar a saída do PSDB do governo. Temer voltou para Brasília no mesmo dia, e, no sábado, viajou novamente para a capital paulista, após a prisão do ex-deputado, para conversar com seu advogado. 
 
“Não é admissível que o presidente da República precisasse viajar a São Paulo, na manhã de sábado, para estar com um advogado”, diz Janio, afirmando que o normal e corriqueiro é que o defensor vá até Brasília. “O que Temer buscou na inexplicada ida ao seu escritório em São Paulo?”, questiona o colunista.

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Inglaterra e Brasil: eleitores pedem mais Estado e fundamentalismo financeiro se radicaliza, por Roberto Requião

 
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Foto: Chatham House
 
Do site de Roberto Requião
 
 
Por Roberto Requião
 
Nesta semana, teremos eleições na Grã-Bretanha. As primeiras, depois do divórcio com a União Europeia, o brexit. Até algumas semanas atrás, dava-se como barato a vitória dos conservadores da primeira-ministra Thereza May por larga vantagem.
 
Mas, nos últimos dias, as pesquisas identificam uma rápida subida nas intenções de votos para o Partido Trabalhista, do líder Jeremy Corbyn, que pode ganhar.
 
Dizem que os Trabalhistas talvez não vençam, contudo terão uma representação no Parlamento bem maior que as mais otimistas projeções.
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Um Estado forte, mas desgovernado, por Rui Daher

Um Estado forte, mas desgovernado, por Rui Daher

“A par disso é preciso ter em conta que o Estado, criação humana e instrumento de seres humanos, não é bom ou mau em si mesmo, mas será aquilo que forem as pessoas que o controlarem” (Dalmo de Abreu Dalari, no prefácio da 2ª edição de ´Elementos de Teoria Geral do Estado’ – Saraiva, 1998).

Quando o professor Dalari publicou a 1ª edição do livro, em 1971, vivíamos o período mais cruel e violento da ditadura militar. Nas aulas de Política, nos barracões da Ciências Sociais/USP, logo virou parte da minha bibliografia, junto às críticas de Marx a Hegel.

Há mais de 40 anos, pois, quando muitos economistas e cientistas sociais, hoje pop-luminares da esquerda, nem haviam nascido, eu já me conformara à solidez desses escritos, entronizados a cada crise política que via acontecer no planeta.

Era aquilo mesmo. Estados fortes, construídos por histórias e culturas milenares ou recentes, em acordo com a opinião de suas sociedades, eram sempre ameaçados por caminhões na banguela desgovernados ladeira abaixo. Aqui, a atropelar a Constituição de 1988.

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Mônica Bergamo: Fachin é intimidado por políticos, empresários e até MPF

Foto: STF
 
 
Jornal GGN - Relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin está sob ataque do Palácio do Planalto e de parte do Congresso investigados na operação. A estratégia atende a interesse da defesa de Michel Temer e Aécio Neves, de retirar do ministro os inquéritos as autoridades implicadas pela JBS. 
 
Na Folha desta quarta (7), Mônica Bergamo aponta que além da classe política envolvida nas investigações, membros da Procuradoria-Geral da República também estariam pressionando ministros do Supremo para ter os resultados que almejam na Lava Jato.
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Neoliberalismo, mercado financeiro e cegueira institucional, por Marcio Pochmann

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Foto: FLICKR CC

Da Rede Brasil Atual
 
 
Impõe-se a cada dia outro caminho a ser liderado por quem melhor compreender a convergência que se forma em torno da contrariedade ao receituário neoliberal
 
por Marcio Pochmann*
 
A crise global de 2008 abriu uma nova perspectiva de reorganização geopolítica mundial. Até então, o receituário neoliberal predominava desde o fim do acordo de Bretton Woods, que havia fixado a regulação do mundo das finanças a partir do fim da Segunda Guerra.
 
Por força disso, as finanças mundiais seguiram a cartilha regulacionista entre os anos de 1945 e 1975, o que permitiu importante ênfase do Estado na defesa do crescimento econômico com inclusão social. Essa fase, então, passou a ser reconhecida como sendo a dos trinta anos gloriosos do capitalismo.
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O que a Coreia do Sul pode ensinar sobre Diretas Já, por Rodrigo Saccomani, Hugo Albuquerque e Daniel Biral

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Foto: Teddy Cross

Do Justificando

O que a Coreia do Sul tem a ensinar ao Brasil sobre Diretas Já?

por Rodrigo Saccomani, Hugo Albuquerque e Daniel Biral

As últimas semanas no Brasil foram um misto de choque, revolta e transe: não era para menos, na esteira da já histórica revelação dos áudios feitos, no âmbito de uma delação premiada, por um dos donos do conglomerado JBS/Friboi, acabaram por ser expostas para o Brasil as vísceras da República, isto é, as indecorosas conversas que ele tinha com o presidente em exercício Michel Temer (PMDB-SP) e o senador, e segundo candidato mais bem votado à presidência, Aécio Neves (PSDB-MG). O que parecia ser o desfecho da crise que devora o Brasil nos últimos anos, se tornou, contudo, um novo impasse. E o Brasil parece ter viciado em impasses.
 
Recentemente, não custa lembrar, a Coreia do Sul também passou por um nada trivial processo de impeachment, no qual a presidenta da república Park Geun-hye foi pega em um esquema bizarro de corrupção, o qual envolvia grandes conglomerados sul-coreanos como a Samsung, LG e Hyundai e ainda, uma estranha seita que estendia seus tentáculos às decisões governamentais.

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O Estado de exceção e o papel da mídia na crise política

Jornal GGN - Em entrevista ao programa Mundo Político, da TV Assembleia de Minas Gerais,  jornalista e editor do GGN Luis Nassif fala sobre a mídia e o Estado de Direito no Brasil.

Nassif avalia o papel desempenhado pela imprensa atual crise política, apontando um maior acirramento política por parte da mídia a partir de 2005, principalmente em razão do início das redes sociais e dos problemas financeiros das empresas de comunicação.

Na entrevista, Nassif também critica a seletividade nas ações da Operação Lava Jato e na forma como as notícias sobre corrupção são abordadas pela imprensa.

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