4 de junho de 2026

Programa Pró-Brasil coloca agenda de Guedes em xeque

Medidas sinalizam resgate do papel do Estado na retomada da economia brasileira - o que contraria agenda liberal do ministro da Economia
General Walter Braga Netto (esq.) irá liderar programa Pró-Brasil, que foi rejeitado por Paulo Guedes

Jornal GGN – O governo Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (22/04) o lançamento do programa Pró-Brasil, que tem como objetivo retomar os investimentos públicos para a geração de empregos.

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“Não é um programa somente de governo, é de Estado. Tanto que a nossa previsão de trabalho do programa está num universo temporal de dez anos, até 2030. Estamos pensando a longo prazo”, disse o general Walter Braga Netto, que será o responsável pelo comando do programa em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, segundo informações do jornal Folha de São Paulo.

Embora os ministérios de Minas e Energia e o de Desenvolvimento Regional devam apresentar propostas, o único ministro presente foi o da Infraestrutura, Tarcísio e Freitas, que anunciou a ideia de investir cerca de R$ 30 bilhões do próprio Orçamento do ministério com cerca de 70 obras paralisadas ou em estágio inicial ao longo de três anos.

Ao apresentar o plano, o governo não deu valores de investimentos em cada obra nem informou quais são as ações prioritárias do programa Pró-Brasil.​

Nenhum integrante da equipe econômica esteve no anúncio – o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, rejeitou a adoção de tal programa e, durante reunião interministerial ocorrida na manhã desta quarta-feira, chegou a declarar que o plano idealizado pela Casa Civil significaria “abrir mão de dinheiro para ajudar o próprio país”.

 

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4 Comentários
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  1. naldo

    22 de abril de 2020 9:39 pm

    Quando diz “o proprio país” quer dizer o “proprio país dos banqueiros, larapios rentistas e toda a sorte de abutres carniceiros”………

  2. Vladimir

    22 de abril de 2020 10:34 pm

    30 bilhões não é nada. Parece que o valor correto é 300 bilhões.
    O posto Ipiranga pode ser contra mas a pandemia mostrou claramente que o problema não é dinheiro.
    Se o governo quiser o dinheiro aparece.
    É só cobrar os impostos de quem deve e das grandes fortunas.

  3. alfredo machado

    23 de abril de 2020 2:52 am

    Este general é muito abusado, lançar um programa de tal envergadura sem a presença daquele poço de cultura que é JBolsonaro, é o mesmo que começar um jogo aos 20 minutos do segundo tempo.
    E o trio de ouro, será que foi consultado pelo general? Nem pergunto quanto à anuência do ministro RSalles, da nossa Damares, do nosso chanceler Ernesto e outros, todos formando, segundo o grande bolsonaro, o melhor grupo de ministros que este país já teve.
    E dizer que há seis anos este patropi era admirado no mundo inteiro, mas que mudança impressionante.

  4. Sebastião Farias

    23 de abril de 2020 11:27 pm

    Aplaudimos a iniciativa do General, por ser bem vinda neste momento de crise que o país atravessa e, por lembrar que uma nação nunca será forte, sem um mercado interno dinâmico e sem um povo com poder aquisitivo capaz de atender suas necessidades básicas, que assegure a sobrevivência digna de sua família e, investimentos estratégicos, de preferência, distribuído por regiões do país, de acordo suas necessidades.
    Nos deixa triste e indignado como cidadão, no entanto, assistirmos o desmonte e enfraquecimento das Políticas Públicas, especialmente, as sociais, por preferências e interesse do mercado externo, dos rentistas e bancos, além de concorrem para a susceptibilização do Brasil e, do empobrecimento gradual de seu povo, a partir de 2016 (https://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/24/politica/1464058275_603687.html ).
    À luz de tudo isso, como ao que parece, muitos cidadãos, mesmo discordando disso e, tendo consciência do que vê, não tomam atitude cidadã como deveriam. De nossa parte, gostaria de que, quem domine e conheça essa história moderna ampla de nosso país ( https://jornalggn.com.br/brasil/links-para-a-historia-do-brasil-de-1894-a-2018/ ) e, queira nos instrui didaticamente, para nossa atualização de conhecimentos e, para que estudantes, professores e demais cidadãos brasileiros que tenham interesse em conhecer essa verdade, aproveitem.
    Cabe-nos também saber como cidadão se, Somos ou não somos, uma democracia amparada no estado de direito e por isso, perguntamos: Por que os dirigentes do Congresso Nacional, do Poder Judiciário, das Forças Armadas e da Procuradoria Geral da República, todas essas Instituições dos Poderes constituídos com responsabilidades constitucionais de assegurarem o respeito à CF e às leis constituídas, ao estado democrático de direito, ao bem-estar e à paz social, apesar do país dispor de uma das melhores Constituições do mundo, essas autoridades nomeadas nos termos do §Único do Artigo 1º da CF, que assim diz: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”, deixaram e consentirem que o Brasil e seu povo, chegassem onde chegou, apesar do que dispõem o Artigo 3º e outros afins da CF; a Lei de Crimes Contra o Estado e a Ordem Política e Social – Lei 1802/53; e as demais Leis afins em vigor?
    Que a verdade, o amor ao próximo e a justiça imparcial inspirada por Nosso Senhor Jesus Cristo, toquem os corações dessas pessoas más dos 03 Poderes do Brasil e, transformem-nas, em pessoas boas, éticas, corretas e comprometidas com o bem-estar e com justiça imparcial para o povo que nelas confiou e, faça com que seus atos de hora em diante, se realizem e se transformem em boas obras e atos justos e corretos e, que sejam positivos, construtivos e, voltados sim, plenamente, para o bem-estar comum, à paz social, à justiça social e fiscal através de um Salário Mínimo em torno de U$ 800,00 (oitocentos dólares americanos), à geração de emprego, de renda e de segurança das famílias brasileiras.
    Da mesma forma, que seus atos e ações, sejam voltadas à eliminação da pobreza, da miséria e da desigualdade e através de investimentos produtivos estratégicos, de acordo com as necessidades/potencialidades e peculiaridades regionais e também, que o fortalecimento do mercado interno do país tenha prioridade em relação às imposições e vontades do mercado internacional, tendo em vista que as necessidades do povo brasileiro são prioridades que, não devem se sujeitarem a nada de fora do Brasil, etc, pois esse, é o segredo para a nação vencer essa crise e seguir sua vocação natural de potência econômica sustentável, independente, soberana e não alinhada ideologicamente, para satisfação e segurança da sua população e, para o pleno desenvolvimento do Brasil (2Tm 3,1-17) e da América Latina.
    Como cidadão do povo brasileiro que, nos termos do §Único do Artigo 1º da CF, é o patrão de todos, pergunta-se: quando, onde e quem e como essas pessoas, serão responsabilizados por tudo isso de ruim, que fizeram com a nação e com o povo brasileiro
    São as nossas preocupações, considerações e sugestões.
    Sebastião Farias
    Um cidadão brasileiro Nordestinamazônida

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