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Análise

Lula lidera porque é o único que fala com os pobres, por Helena Chagas

Foto: Ricardo Stuckert

Por Helena Chagas

Em Os Divergentes

Em vez de aliviado com a sobrevivência de Michel Temer, o establishment político começa a semana profundamente angustiado, quase em desespero, tentando explicar a resiliência do ex-presidente Lula, que emplacou 35% na primeira rodada presidencial do Ibope para 2018. Nada indica que este será o quadro daqui a onze meses, pois não há certeza sequer sobre a presença de Lula na cédula, mas, quanto mais o ex-presidente cresce e se consolida nas pesquisas, menos confortável fica a situação dos tribunais para cassar sua candidatura.
 
Alguns políticos e especialistas explicam o desempenho de Lula, e até o do segundo lugar, Jair Bolsonaro, com as viagens que ambos vêm fazendo pelo país, avivando sua presença junto à população. É duvidoso que isso tenha tido maior influência. Afinal, as viagens de Lula, embora bem documentadas nas redes sociais, têm tido baixíssima exposição na mídia tradicional, quase zero, por exemplo, nos noticiários da TV. O que se vê ali, com frequência, é um noticiário policial sobre depoimentos, recibos de apartamentos e denúncias contra o ex-presidente.
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"Cinegnose" debate na UFRRJ como o País foi psiquicamente envenenado pela grande mídia

por Wilson Ferreira

Como foi possível uma ação midiática organizada ter não só desestabilizado um governo para jogar o País numa surreal crise política, mas também ter envenenado psiquicamente a esfera pública de opinião, travando o debate político racional pelo ódio e intolerância. Esse foi o tema central das discussões durante a apresentação que esse humilde blogueiro proferiu na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, na cidade de Seropédica, nessa última terça-feira. Sob o tema “Mídia, Hegemonia Política e Intervenção Social”, este editor do “Cinegnose” procurou articular os conceitos de “Bomba Semiótica” e “Guerra Híbrida” para entender os momentos em que a grande mídia nacional interveio politicamente, desde o golpe militar de 1964 até os atuais movimentos táticos da Guerra Híbrida. Como se forma uma engenharia de opinião pública e as possíveis táticas de “guerrilha antimídia”. E como as novas tecnologias e a blogosfera podem ser os instrumentos desse tipo de ação direta.

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Juízes não podem ser processados por manifesto contra impeachment, aponta parecer

Jornal GGN - O professor de Direito da UFF (Universidade Federal Fluminense), Rogério Dultra elaborou, ainda no ano passado, um parecer jurídico que integrou o processo da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre quatro juízes que se manifestaram contra o golpe em Dilma Rousseff, no dia da votação do impeachment no Congresso.

O parecer de Dultra, feito gratuitamente, contraria a opinião manifestada pelo Conselho Nacional de Justiça, que decidiu levar adiante o processo contra os juízes André Luiz Nicolitt, Cristiana de Faria Cordeiro, Rubens Roberto Rebello Casara e Simone Dalila Nacif Lopes. Eles discursaram em um carro de som durante manifestação ocorrida na Avenida Atlântica, em Copacabana, organizada por movimentos sociais. 

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Uma pausa pra falar sobre os “políticos maçons”, por Luiz Cláudio de Assis Pereira

Uma pausa pra falar sobre os “políticos maçons”

por Luiz Cláudio de Assis Pereira

Mais uma pausa ligeira na série de contribuições para o “Xadrez da Maçonaria no Brasil”, desta vez, para fazer algumas considerações sobre como pensam e agem os políticos maçons. E o faremos seguindo a linha traçada desde o primeiro texto aqui publicado: tendo uma postura crítica em relação à Maçonaria, mas com seriedade e sem ataques pessoais.

Vale reafirmar que a intenção não é polemizar, e, sim, levar a questão para um público cada vez mais abrangente e que, por hora, tem se mostrado bastante interessado no assunto.

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Reforma do ensino médio: Que escola? Que formação?, por Derick Casagrande Santiago

Reforma do ensino médio: Que escola? Que formação?

por Derick Casagrande Santiago

De amplo interesse da sociedade e de grande relevância por implicar no processo de escolarização dos jovens e, consequentemente, em suas futuras oportunidades e ocupações quando adultos, a reforma do ensino médio propõe mudanças sem que sejam consideradas questões estruturais para o aprimoramento deste nível escolar. O caráter problemático dessa proposta pode ser identificado tanto no seu teor como na sua forma de implantação, aspectos que remetem à escola e à formação que se pretende estruturar.

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Militares e política, por Jorge Folena

Militares e política

por Jorge Rubem Folena

A Constituição brasileira diz que: “As Forças Armadas (FFAA) são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer deles, da lei e da ordem.” (artigo 142)

De acordo com a Constituição, as FFAA têm três missões: 1) a defesa da pátria; 2) a garantia dos poderes constitucionais e 3) a preservação da garantia da lei e da ordem (GLO), de forma excepcional.

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Tânia Bacelar: Uma pincelada sobre o Brasil

Enviado por Antonio Ateu

da Saiba Mais Agência de Reportagem

“NOSSA ELITE É INTERESSANTE: TODOS LIBERAIS E DEPENDENTES DO ESTADO”

por Rafael Duarte

Fotos: Vlademir Alexandre - Ilustração: Gabriel Novaes

A cientista social e economista pernambucana Tânia Bacelar priorizaria investimentos em infraestrutura e Educação para reduzir os efeitos da crise no Nordeste. Para ela, o impacto negativo só não foi maior em razão da pujança econômica do governo Lula na região, o que ainda segurou alguns indicadores.

Referência entre os especialistas na área social e econômica, Tânia é conhecida pela defesa de políticas públicas em favor da parte debaixo da pirâmide social brasileira. A convite do ex-presidente Lula, participou do conselho político criado nos governos do PT com técnicos de vários segmentos para contribuir com sugestões e criticas.

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Onde a justiça e o crime se encontram, por Alfeu

Quando delações só são aceitas pelos templários, por escritórios de advogados ligados a eles, a justiça e crime se confundem

Por Alfeu

Comentário ao post "As elites nas Eleições de 2018"

No post "As elites nas Eleições de 2018", André Araújo sistematiza, segundo ele, as diversas elites que habitam por esse país a fora, cada uma cuidando do seu feudo. Chama a atenção a denominada "Elite das Corprações", composta por funcionários públicos (Policia Federal, a Receita Federal, o MPF, o Poder Judiciário Federal, o Tribunal de Contas da União, a Advocacia Geral da União e a Defensoria Publica), que na maioria dos casos servem a sí proprios ou interesses privados, da mesma forma que a classe política da qual eles dizem combater.

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A falência do PT, por Tariq Ali

Enviado por Antonio Ateu

Da TV Boitempo

Tariq Ali, responsável pelas introduções do recém lançado "Manifesto comunista/ Teses de Abril" (http://bit.ly/2f6dMmv), foi um dos convidados internacionais do Seminário "1917: o ano que abalou o mundo". Sua conferência, intitulada "Diálogos com o pensamento teórico de Lênin" contou com comentários de Virgínia Fontes e Marly Vianna. A mediação da mesa ficou a cargo de Fernanda Mena.
 


GETTY IMAGES - Em visita ao Brasil, intelectual da esquerda britânica diz que Revolução Russa tem lições positivas sobre democracia

 

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O Pensamento De Lênin . Tariq Ali, Virgínia Fontes E Marly Vianna
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As elites nas Eleições de 2018, por André Araújo

As elites nas Eleições de 2018

por André Araújo

Muitos comentaristas usam o conceito “ELITES” como um grupo uno, tratando os personagens desse grupo como se fossem uma coisa só, um imenso erro de avaliação. Em tempo histórico nunca existiu uma só ELITE mas sim várias e muitas vezes com papéis conflitivos.

Quais sãos os grupos de elite na ante-sala das eleições de 2018?

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Ficções rebeldes – trilhos, ilhas, agulhas, por Edson Luiz André de Sousa

do Psicanalistas pela Democracia

Ficções rebeldes – trilhos, ilhas, agulhas¹

por Edson Luiz André de Sousa

“A ilha é como uma pequena estrela que o espaço esqueceu”

Rainer Maria Rilke

“A arte coloca a vida em desordem. Os poetas da humanidade restabelecem o caos continuamente”.

Karl Kraus

Toda ficção traz o gérmen de uma rebeldia.  Não existe rebeldia sem ficção. Esta palavra tem muitas derivações semânticas. Vem do latim Re bellis, Re bellare, Re (contra) Bellar ( guerrear) , guerrear contra, desobedecer. No francês do século XVI rebelar podia ser usado como girar, desviar (rebelar o rosto para outro lado). Movimento, portanto de resistência, de desvio. O verbo latim volvere está na origem de rebeldia e só posteriormente foi adquirindo um sentido mais próximo à política. Re volvere.. re volução... Derivações semânticas como curva, entorno, volta, revolta são da mesma família. Este pequeno percurso etimológico já nos anuncia a potência politica do termo  ficção quando este abre espaço para a rebelião. Em tempos  nos quais  vemos surgir assustadoramente no Brasil discursos contra mostras de arte, lembrando as cruzadas contra a arte dita degenerada , precisamos  lembrar da indissociabilidade entre ficção e rebeldia. Contra estes discursos fascistas, que querem impor um único  modo de ver o mundo,  nada  como produzir ainda  mais arte.

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A sopa de letrinhas do autoritarismo brasileiro, por Maíra Kubík Mano

Uma das formas mais fáceis de reconhecer um comportamento autoritário é aquele que busca impedir a existência do outro. / Pixabay

Sugestão de Alfeu

no Brasil de Fato

A sopa de letrinhas do autoritarismo brasileiro

por Maíra Kubík Mano

Em seu livro “A Batalha pela Espanha”, o escritor Antony Beevor faz uma classificação bastante útil (e óbvia) sobre as disputas em torno da Guerra Civil Espanhola: não se tratava apenas de uma batalha entre direita e esquerda, como em um primeiro momento podia parecer, mas entre um governo autoritário contra propostas libertárias.

Vivemos no Brasil uma complexidade classificatória semelhante: temos posições distintas no espectro político que podem, sendo de direita, centro ou esquerda, se colocar ao lado de certa liberdade ou de um autoritarismo.

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O dia em que o Senado virou Supremo, por Luis Nassif

Foto: Agência Brasil

É um exercício curioso acompanhar as justificativas dos votos dos Senadores que votaram pelo “não” no caso Aécio Neves. Isto é, por não dar autorização para o STF (Supremo Tribunal Federal) investigá-lo.

Alguns foram mais sinceros e alegaram que, se o próprio STF passou a batata quente para o Senado, agora o Senado devolveria a batata quente ao Supremo.

Muito se falou nas prerrogativas do Senado, nas suas atribuições de fazer as leis e, exagerando, de ser o verdadeiro guardião da Constituição, de ser compostos por pessoas eleitas pelo voto popular. Falou-se do risco da ditadura do Judiciário, dos diversos casos em que a Procuradoria Geral da República se precipitou, com as trapalhadas de Rodrigo Janot, e depois o próprio Supremo corrigiu.

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Política: A proporcionalidade de um golpe reprisado

Caroline Silveira Bauer: “Estamos vivendo uma conjuntura na qual não dá para ser neutro”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Enviado por Antonio Ateu

do Sul21

‘O golpe de 2016 nos ajuda a ver como a construção de 64 e da ditadura foi paulatina’

por Marco Weissheimer

Qual relato sobre a ditadura civil-militar, implantada no Brasil pelo golpe de 1964, foi escrito pela Comissão Nacional da Verdade? Quais as omissões e silêncios presentes nessa narrativa e em que medida eles impactam o presente político do país? Qual a responsabilidade dos historiadores frente a esses questionamentos? Essas são algumas das perguntas centrais abordadas pela historiadora Caroline Silveira Bauer, professora do Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em seu livro “Como será o passado? História, historiadores e a Comissão Nacional da Verdade” (Paco Editorial), que será lançado na 63a Feira do Livro de Porto Alegre, dia 2 de novembro, às 16h30, na Praça de Autógrafos. Leia mais »

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Tereza Cruvinel: carta de Temer aos deputados é uma confissão de desespero

Por Tereza Cruvinel

No Brasil 247

A carta de Michel Temer aos deputados é uma confissão de desespero, um sinal de que a situação na Câmara realmente piorou muito para ele com a delação de Lúcio Funaro. Ao dirigir-se apenas aos parlamentares, que votarão contra ou a favor da aceitação da segunda denúncia de Rodrigo Janot, Temer revela mais uma vez seu profundo desprezo pelo povo brasileiro, que não mereceu qualquer palavra sua sobre os crimes de que é acusado – obstrução da Justiça e formação de organização criminosa. Os cidadãos não participarão da votação na Câmara mas em nome deles é que os deputados vão votar. Entretanto, ele se dirige apenas ao “prezado parlamentar”.

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