Lewandowski, a gestão de um homem justo

Nesses tempos de retórica inflamada, em que os fracos se deslumbram e os fortes se acovardam, o Ministro Ricardo Lewandowski deixa a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) com a imagem com que entrou: a de um homem gentil, justo e corajoso. E seu último ato denota isso, ao proporcionar a uma presidente caída o pequeno mimo de preservar seus direitos políticos após a retirada de seus direitos de presidente eleita.

O que ele, Lewandowski, teria a ganhar com isso? Apenas campanhas desmoralizadoras de uma imprensa cada vez mais vil, rancorosa e vingativa.

Aliás, incorreu no mesmo risco da atitude tomada na AP 470, onde bastou o fato de votar contra a manada em temas menores, para que a imprensa atiçasse os pitbulls contra ele. Foi alvo de escrachos em aeroportos, ataques pela rede. E não recuou. E nem se permitiu momentos retóricos. Lewandowski é dotado da fortaleza interna das pessoas de caráter.

Se havia alguma esperança de resistência contra o golpe, e contra os abusos da Lava Jato, ela residia em Lewandowski. Discretamente, articulou um grupo de Ministros legalistas, aguardando o momento para intervir. Compunham o grupo informal ele próprio, Teori Zavascki, Marco Aurélio de Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Edson Fachin e até Celso de Mello e Rosa Weber, que estaria vencendo a timidez inicial e crescendo.

O golpe agiu rapidamente. Barroso foi anulado com uma mera campanha difamatória conduzida por um blog de Curitiba próximo à Lava Jato, e repercutida por blogueiros de Veja especializados em assassinatos de reputação. Facchin foi anulado com a ameaça de escandalização de algumas ações que patrocinou como advogado. O sóbrio e sólido Teori, ameaçado por escrachos em sua casa e ameaças a seu filho. Todos eles submetidos a um cerco tão grande, a um clima tão exasperantemente repressor, que alguns deles guardavam celulares nas gavetas com receio de grampos que poderiam ser feitos até através de celulares desligados.

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Apenas Lewandowski e Marco Aurélio, o notável Marco  Aurélio,  resistiram, enquanto Carmen Lúcia distribuía frases vazias e Celso de Mello selfies inconsequentes.

Lewandowski deixa o cargo exibindo a coragem dos grandes homens, não apenas a de investir contra ameaças presentes, mas contra  ameaças da história, de no futuro ser vítima das versões maldosas plantadas no presente por jornalistas sem escrúpulos.

Imagem pública é um ativo público. Deve ser usada para o bem público. Grandes personalidades, “iluministas” que se acovardam quando sua imagem corre risco, tratando-a como um bem privado, particular, submetendo-a ao crivo da mídia, são caráteres menores.

A régua midiática para os elogios a um Luís Roberto Barroso é a mesma que enaltece os versos de Ayres Britto e o brilho de sacristia de Carmen Lúcia, aquela que, em seu momento de maior projeção, bradou do alto da muralha midiática: “O Judiciário tem que ser um poder unido”. E nada mais disse, deixando o público imerso em indagações sobre a profundidade das palavras proferidas.

Deus nos livre da supina vaidade dos que se dizem simples.

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120 comentários

    • Penso assim

      Foi um dos alvos da poderosa rede golpe. Avo solit’rio e de fácil ataque.

      Aquela história do aumento não se justifica, possivelmente agiu pelo grupo em dentrimento de sua própria vontade com um presidente as vezes tem que fazer. Foi injusta e cruel a menção da Dilma a este caso.

      Continuo com boa impressão dele. Se for por comparação dentro do grupo, ele é brilhante, ganha de 70×1.

    • Caro Nassif, 
      Respeito a sua

      Caro Nassif, 

      Respeito a sua opinião, mas discordo dela com o mesmo questionamento feito pelo Marcelo33: o “homem justo e de caráter” é o mesmo que fez o lobby pelo aumento do salário dos Ministros do STF em pleno ajuste fiscal, mesmo sabendo do efeito cascata?

      É o ministro que procurou Dilma para discutir essa questão, sem sucesso, e encontrou apoio no PMDB em pleno golpe, DURANTE O PROCESSO DE IMPEACHMENT? Como é prática comum dos magistrados desse país, sentiu-se tão acima do Bem e do Mal que não houve nem mesmo preocupação em esconder a negociata. 

      Em minha opinião, o desmembramento foi apenas uma forma de controlar os danos à História futura. Feito o trabalho de Pilatos, o STF fecha com as aparências da legalidade.

      Em minha opinião, um golpista atuante.

       

  1. Lewandovski poderia tirar 10

    Lewandovski poderia tirar 10 se hoje por exemplo em seu discurso ele dissesse tudo o que os outros ministros vieram passando, as ameaças.

    Estamos com uma mídia tão partidária e isso ficou claro com a preservaçao dos direitos de Dilma. Sinceramente, não sei se o fatiamento feriu ou não a constituição, pois há defesas dos dois lados. Mas que foi uma manobra feita com muita eficiência por Lewandovski, isso foi. Agora do outro lado, há o nefasto Gilmar Mendes, que faz o que quer na cara dura (chegou a ficar mais de um ano com o processo que proibia doação privada às campanhas políticas, numa chicana de oitava), e a imprensa na melhor das hipóteses fica de bico calado. Ah, Lewandoviski, se o gilmar lhe fosse falar algo desse fatiamento, você deveria, em público, lembrá-lo dessa chicana, de que não cai bem ministro ter negócios, se reunir com gente interessada no impeachment e lembrar Gilmar que ele não está falando com os capangas dele em Mato Grosso…Enfim, falta pra gente um personagem como o do Gene HAckman no filme Mississippi em Chamas. 

  2. Se é mesmo que Lewandovski é

    Se é mesmo que Lewandovski é um justo e comportou-se corajosamente (cego-me para a realidade circundante e palpável para colocar esta suposição, para o seu protagonismo nos episódios de cassação da Dilma e na sua autoridade como presidente do stf em relação aos seus comandados para a distribuição pot sorteio de processos, o que foi uma afronta à estatítica caindo todos os que importavam para a oposiçâo ao  Gilmar Mendes, e à estratégica demora para colocar em pauta outros processos importantes e que criavam môfo complacente com o golpe nas gavetas), esta singularidade de ter um único juiz que presta confirma o que o senso comum pensa do judiciário e seus anexos: incompetente, partidário, de má fé e golpista.

  3. Se é mesmo que Lewandovski é

    Se é mesmo que Lewandovski é um justo e comportou-se corajosamente (cego-me para a realidade circundante e palpável para colocar esta suposição, para o seu protagonismo nos episódios de cassação da Dilma e na sua autoridade como presidente do stf em relação aos seus comandados para a distribuição pot sorteio de processos, o que foi uma afronta à estatítica caindo todos os que importavam para a oposiçâo ao  Gilmar Mendes, e à estratégica demora para colocar em pauta outros processos importantes e que criavam môfo complacente com o golpe nas gavetas), esta singularidade de ter um único juiz que presta confirma o que o senso comum pensa do judiciário e seus anexos: incompetente, partidário, de má fé e golpista.

  4. A partir do momento em que

    A partir do momento em que Lwandowiski achou por bem desmembrar o processo do mensalão, fato tão comum em todos os julgamentos da Corte, o não-atendimento ao seu pedido ficou muito claro posteriormente quando era de parte do Presidente Joaquim Barbosa ter mais visibilidade, e com isso levar a situação do José Dirceu ao que foi: um ato dos mais injustos e sem precedentes. Foi vencido, e foi, inclusive, escrachado por muitos como se estivessse tentando absolver Dirceu, que tinha, por justiça, que ser levado à primeira instância, se havia renunciado e não tinha foro privilegiado. 

    As circunstâncias de Lewandowski no julgamento do impeachment não foram nada confortáveis, penso eu, pelo que temos visto nesse ministro: um homem coerente, que não vê a justiça como justiceiro, mas como um homem da lei, que não sabe fugir das letras para agradar ninguém. E não fugiu, visto que caberia o resultado aos votantes, e por isso mesmo, atender aos que desejavam manter os direitos políticos de Dilma foi, em suma, mais uma ação de um homem digno, humano, mesmo sabendo que amanhã – hoje – estaria seu ato sendo motivo de mais chacotas.

    Estou de pleno acordo com o que pensa Lui Nassif. Não podemos diminuir Lewandowski por nada nesse mundo, visto que sua atuação no STF só nos orgulha. É atento à constituição, mas também aos princípios que o norteiam, sendo, talvez, o mais destacado: o cartáter.

    • Concordo totalmente com o que

      Concordo totalmente com o que diz.

      Apenas me permita uma correção: Dirceu foi cassado, não renunciou – ele afirmou que não renunciaria e não renunciou, mesmo evidente que seria cassado. Aliás, me recordo que um dos objetivos que ele tinha era reaver seu mandato parlamentar. Creio que ele atingirá este objetivo mas, vergonhosamente, seu mandato será restituido post mortem.

      • Respondo a Alvaro Noites,ao

        Respondo a Alvaro Noites,ao que parece um notívago,12/09/2016 – 10:42.Se o mandato do companheiro Zé Dirceu será restituido “post mortem”,o de Sergio Guerra nos será restituido quando?Não fique surpreso com minha preocupação.È que toda roubalheira tucana recaiu sobre ele.Ouço dizer qua a canalha curitibana pedirá exumação do cadaver,para tentar encontrar algum.Isso na hipotese de não ter sido cremado.Abraço.

    • Exatamente. Com o fatiamento

      Exatamente. Com o fatiamento do processo pessoas sem foro privilegiado foram julgadas diretamente no STF…

      Só que o mesmo entendimento não valeu para o Mesalão Tucano… como sempre!

  5. De fato, um homem justo que
    De fato, um homem justo que agiu permanentemente com a dignidade que lhe é peculiar. Se não foi a salvação, isso se deu porque o condenado resolveu trilhar o caminho da perdição com as próprias pernas, através do auto engano.

  6. Sempre tive em boa conta o

    Sempre tive em boa conta o ministro, mas acho que ele poderia ter atuado um pouco mais no impeachment. De toda sorte com os “pares” que tem no STF é difícil fazer algo… Nessas horas é que me lembro que o PT poderia ter levado à corte bandeira de mello, marcelo neves, pedro serrano, eugenio aragao, ela wiecko… E levou totofolli, carmem lucia, eros grau, fux, weber, j barbosa…

  7. Belas e justas palavras

    Ainda que aqui e ali podemos questionar seu posicionamento com relação à condução dos trabalhos da sessão do impeachment no senado e sua suposta campanha pelo aumento dos ministros do STF, a tônica de sua presidência está resumida em suas palavras. Que a Carmen Lúcia, a despeito de suas atitudes anteriores, nos surpreenda na condução do STF.

  8. Muita história para contar

    Este ministro, com certeza, tem muita história para contar. Da última “gentileza’ a Dilma à pleitiar o aumento do judiciário com os senhores bandidos, quantos meandros se viu envolvido pela posição que lhe coube na história. Sim, foi covardemente pressionado. Resta saber qual foi, definitivamente, a sua influência neste processo e se um dia irá abrir o coração….

  9. Apenas mais um omisso!

    A Biografia DELES TODOS, ministros do STF, conterá QUE NENHUM DELES – GUARDIÕES DA CONSTITUIÇÃO  –  se levantou contra o GOLPE PARLAMENTAR, JURIDICAMENTE INFANTIL…

    Não precisaria NEM SER JUIZ PARA ENTENDER ISSO, mas fazer o quê…

    Ele e os outros ministros, uns por OMISSÃO, outros por ADESÃO levarão isso em suas biografias…

    Ele e os outros ministros, serão levados na mesma bruma que leverá este congresso, que já é um ícone no mundo, como escandalo de corrupção!

    Somos o PRIMEIRO PAIS, RECONHECIDO MUNDIALMENTE, A SER GOVERNADO PELA CORRUPÇÃO!

    A menos que a humanidade esteja caminhando para a mentira e para a hipocrisia, depois deste golpe IMBECIL, tudo é possível…

    O BRASIL SE FERROU…

    As elites se perguntarão, o que deu errado?

  10. Disse sim, disse que gostaria

    Disse sim, disse que gostaria de ser chamada de “presidente”, para se distinguir da “Presidenta”, cujo brilho a ofuscará por todo o sempre.

  11. Lewandowski, uma gestão

    Tempos sinistros, onde ficou evidente que nossas instituições são uma piada.

    Lewandowski sai da presidência do STF como o pedinte que, no meio da hecatombe que sacudiu o país e nos lançou nas trevas, preoucupava-se obscessivamente com aumento de salário.

    Sem dúvidas Lewandowski não agiu como seu colega, GM, não votou como Rosa Weber – “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite” – e nem fez declarações como Carmém Lúcia, “Eu fui estudante e eu sou amante da língua portuguesa. Acho que o cargo é de presidente, não é não?”.

    Contudo, Lewandowski, além do aumento de salário, indiferente as arbirtrariedades e a utlização do STF para fins políticos, notabilizou-se por garantir que impeachment, um golpe, obedecesse todo o rito jurídico e que todos os carimbos necessários estivesse presentes.

    Lewandowski, muito se esperou, mas restou apenas um lacônico adeus.

  12. O nosso judiciário é podre e

    O nosso judiciário é podre e o STF é o retrato mais acabado dessa podridão. Não respeito nenhum dos 11 ministros do STF, não há motivos para respeitá-los, cuspiram, cospem e continuaram a cuspir na Constituição. São os ministros da republiqueta das bananas, que aceitam negociar aumentos salariais com ladrões como Cunha, que aceitam prêmios de empresas sonegadoras de impostos, que condenam mesmo sem provas, que participam da farsa do impeachmente e que ratificarão o golpe. Querem todos os tipos de privilégios. Não tem mais vergonha, brio, para conseguir ampliar seus inúmeros privilégios, a custa da soberania nacional, da democracia, do respeito ao voto. Chegaram no STF, e trataram de esquecer tudo que aprenderam, que dizeram, que condenaram no passado. Agora, mostram sua verdadeira face, mostram que  odeiam tudo que não é espelho, o lado mestiço da nossa nação. Continuaram a condenar a anos de prisão pobres, pretos, prostitutas e continuaram a proteger os brancos, bem nascidos, os colarinhos brancos. Jucás, Cunhas, Aécios estão livres, leves e soltos para provar minha tese.  Sabemos que são partidários e que protegerão até a última trincheira seus protegidos. Ratificarão a farsa do impeachment, não precisa de bola de cristal para saber a sentença final, basta saber quem são e a quem se unem.

  13. Instituições gasosas.

    Nassif, acho que compreendi o que V.Sa quis dizer. E se compreendi bem, estou de acordo. Também tenho a “sensação” de que sua excelência praticou a “gestão de um homem justo”. 

    Mas é só isso. 

    Não há qualquer sentimento de “gratidão” de minha parte!

    Afinal, ele  é e foi  pago para isso.

    Aliás, bem pago e com possibilidade de aumento de subsídio mesmo nesse período de “crise”.

    A propósito, subisídio não é salário, assim como vitaliciedade não é FGTS.

     Enfim, direitos e deveres de uns são “iguais” , na medida que desigualam”

     E no fundo, todos nós, que recebemos  salário, subsídios, vencimentos, pro labore, lucro e dividendos, somos HUMANOS.

    Humanos que comem “fatias do bolo” , maiores ou menores, ou muito maiores ou muito menores, pagando mais ou menos ou não pagando do “pato” pateta que pulou a janela e bateu no marreco”. 

    Portanto, sua excelência, o precitado ministro, não faz e não fez  NADA, absolutamente NADA a não ser o que lhe “compete” ( competência legal).

    E por isso não devemos NADA  a ele. Nem mesmo um “gesto” de solidariedade.

    Nesse sentido, não ajudou  nem atrapalhou. Apenas fez, pois é DEVER-PODER,    ( e não simplesmente fez por que é “justo”) o que está previsto nas regras de nossas “instituições sólidas”. ( sólidas que , a meu juizo, passam por um estado de sublimação no momento).

    Lado outro,  se ele praticou um “mimo”  a favor de Dilma, o fez de forma “injusta”. Ora, não há mimo algum previsto na lei!

    Mas, diante daquele “teatro” processual no senado,  o seu mimo foi “fichinha”.

    O que se viu ali não passou de um “teatro” para acabar com o PROGRAMA DE GOVERNO que foi eleito em 2014.  

    E agora estamos aguardando um “programa” que não conhecemos; que vai e que volta; que fala que vai ser 12 horas por semana, e , ato contínuo, fala que  é mentira. E por vai.

    Vai e vem.

    Heureca!

    Estamos vivendo sob a égide de um programa de governo denominado “Vai-e-vem”, cujo pacto, o contrato social a partir de agora,  é aquele  do tipo “caracu” , cuja cara não é nossa.

    Em suma:

    Programa: vai-e-vem dentro de um contrato social caracu com a “cara” do mercado e o c… do povo que é bobo avante a rede…

    Digressões a parte, essa foi a “ética” que implantaram no brasil.

    A ética dos fins que justificam os meios.

    Diante desse cenário ético, eu também quero o meu. 

    Meu umbigo me obriga a fazê-lo.

    Não vejo a hora de poder defender o “justo”, o programa social, a lei, o desenvolvimento social, o brasil etc, mas garantir o meu no bolso, com a ajuda do “estado democrático de direito e suas instituições sólidas”.

    E olha que nem precisarei mais do RGPS( regime geral da pobreza social)! Tampouco do SUS ( último “suspiro” da morte)

    O resto que se dane! ( eis o pacto implantando no brasil com muita ética, isto é,  com aquela ética protestante e espírito de porco -animal- capitalista, cujas instituições em sublimação patrimonialista, fisiocratas, ai sim, são sólidas)

     

    Saudações 

     

  14. Uma grande vergonha

    Tanto a Justiça como o Congresso, bem como a grande mídia “livre”, precisam continuar mantendo o conhecido padrão de qualidade de há muitas décadas. Caso contrário, passariam a constituir grandes ameaças às elites dominantes, poderosas, ricas, entreguistas e desonestas.

    Na democracia capitalista, nunca será possível montar concursos para ingressos na Justiça, exigindo comprovada honestidade, patriotismo, competência, equilíbrio psíquico, capacidade de trabalho e outros pré-requisitos indispensáveis à verdadeira justiça. Claro.

    Por certo que diante dos olhos do povo e da opinião mundial, a imagem da Justiça, do Congresso e da grande mídia “livre”, nunca estive tão decadente como agora, vista no decorrer desse sujo golpe contra Dilma/PT.

    Em ambiente de imagens tão ruins e corrompidas, qualquer um que apresente pequeno destaque diante dos demais, não precisa se arriscar muito e passa a merecer elogios. Trágico. 

  15. Faz me rir,esse velho safado

    Faz me rir,esse velho safado que só queria aumento?

    Mas vamos ao que interessa sobre a burrice da tal direta já:

    Sem Dilma Rousseff, o discurso contra o golpe não passará de retórica
    11 de setembro de 2016
    É fato que a presidenta eleita, Dilma Rousseff, não cometeu crime de responsabilidade. Os decretos suplementares foram autorizados pelo Congresso Nacional com a aprovação do projeto de lei orçamentária anual (PLOA) de 2015 e as ditas “pedaladas fiscais” não configuram crime – como apontou o Ministério Público Federal do Distrito Federal.
    Portanto não há dúvidas. Dilma jamais deveria ter sido afastada permanentemente da presidência da república, como reza a Constituição Federal de 1988.
    Quem está indo às ruas por “Diretas Já” deveria ter em mente que está “assinando” o atestado de legalidade do processo que cassou os votos de mais de 54 milhões de brasileiros. Muitos dizem que Dilma Rousseff não tem condições de voltar ao cargo, pois fez um governo ruim e não teria base parlamentar para governar o país até o fim de 2018. Ora, esse tipo de afirmação prova que a eloquência dos porta-vozes do Golpe de 2016 atingiu a todos que outrora defendiam o mandato a presidenta eleita.
    Fazendo-se valer da retórica das figuras que se apoderaram do poder de forma ilegal, o povo brasileiro sai às ruas com o desejo de derrubar o presidente não-eleito e fazer uma nova eleição direta presidencial. Acontece que para um novo pleito direto ocorrer, Michel Temer deverá ser derrubado até o final de 2016, e isso não vai acontecer, não há tempo.
    Agindo dessa maneira, os movimentos pró-democracia contribuirão para um desastre ainda maior. Os atos de rua contra o presidente não-eleito ajudará aos verdadeiros “comandantes” do Golpe de 2016 – os tucanos de São Paulo. A partir do ano que vem – caso ocorra uma deposição de Michel Temer – uma eleição indireta será chamada, tudo o que a tríade perversa (Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra) sempre quis. Com a presidência da Câmara dos Deputados nas mãos do DEM, não seria muito difícil colocar um tucano de volta à cadeira presidencial – tampouco aprovar uma lei para que o eleito tenha um mandato de 6 anos.
    Diante de tantas “pedras no caminho” das “Diretas Já”, por que não agir para que a Constituição Federal e o calendário democrático sejam respeitados?
    Não é nenhum absurdo lutar para que a presidenta eleita volte para o lugar de onde foi apeada de maneira arbitrária. Todos têm motivos para não gostar de Dilma Rousseff e de sua gestão; se a escolhemos em 2014, é ela quem deve governar, é dela que devemos cobrar, é com ela que vamos nos posicionar. Quem vai ter a consciência tranquila para cobrar do presidente não-eleito? O mesmo se dará com Temer ao negociar? É claro que não.
    O Brasil pode restaurar sua democracia – que foi ceifada por pessoas suspeitas -, basta que a narrativa dos manifestantes pró-democracia de outrora volte a partir de amanhã. Ainda há tempo.
    Não cedam a esse jogo traiçoeiro das “Diretas Já”, porque eleições diretas só ocorrerão novamente, quem sabe, em 2018. Por que não recomeçar com o “Anula STF”, mesmo que pareça ilusão? Por mais descrentes que estejamos com o judiciário brasileiro, o julgamento de “mérito” do impeachment está perto de acontecer, e os 11 ministros poderão fazer justiça – o que não aconteceu no Senado Federal.
    Dilma Rousseff não cometeu nenhum crime que justifique sua saída da presidência, portanto não há caminho viável para a restauração da democracia sem a volta da presidenta eleita, e ponto final.

    • Quem quer diretas agora é a

      Quem quer diretas agora é a Marina, Requião, Ciro e o Néscio. Se o pig também quiser e começar a soltar essa idéia em seus jornais, é porque sabem que a  eleição de um candidato da direita são favas contadas. Eleição agora é o golpe do golpe.

  16. Um dos Pilatos

    Acho que perdi alguma coisa.

    O Lewandoski que eu vi também amarelou como os demais.

    Coragem definitivamente não é uma qualidade dele.

    Falar que ele é justo é forçar a barra.

  17. Tão justo que os ervidores

    Tão justo que os ervidores vão “comemorar” a saida dele

     

    hoje em frente ao stf, para dizer em alto e bom som que não deixará saudades, para alguns sim já que turbinou o vencimento dos juízes, inclusive com parcelas remuneratorias que destroem a logica do subsidio, não deu um pio contra a imoralidade do auxilio moradia, e para completar a participação vergonhosa na pantomima do senado, tal qual Pilatos redivivo lavou as mãos e se absteve de entrar no mérito do processo, deixou cruxificar Jesus….vai tarde……….demorô……….

     

     

     

     

  18. Não entendo homem justo que
    Não entendo homem justo que se cala.

    E, por favor, não se trata de liturgia do cargo, ao contrário.

    Como chefe de um dos poderes, caberia a ele se manifestar e exercer o seu “munus” de moderador, conforme lhe obriga o instituto legal do ” Checks and Balances”.

    Ele não foi de Caetano:

    Eu organizo o movimento
    Eu oriento o carnaval
    Eu inauguro o monumento
    No planalto central do país

    E eu vou de Martin Luther King:

    “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”

  19. Na biografia dele ficará seu

    Na biografia dele ficará seu maior feito: presidiu o tribunal de exceção que condenou uma inocente e cassou os votos de mais de 54 milhões de brasileiros. A gente não deve julgar o livro pela capa, mas o autor também tem que ter o cuidado de não estragar toda a história na última página.

  20. Homem justo? Deveria ter sido

    Homem justo? Deveria ter sido mais corajoso, exigir de quem tem as leis da justiça nas mãos, que ele seja justo é normal, queria ver usar a coragem, que lhe faltou!! 

  21. Resumo da opera …
    Se

    Resumo da opera …

    Se acovardou e tomou lugar no golpe. O único que eu vi, corajosamente, ir contra tudo o que vimos passar foi o Marco Aurélio de Mello, ao qual sinceramente não nutria nenhuma simpatia.

    Não se acovardou e quando incitado sempre se colocou como um legalista, que acima de tudo não prevaricou e nem titubeou ao defender a Constituição, obrigação maior de um Magistrado (com m maiuscullo), e o estado de direito democrático, que foram devidamentes pisoteados, rasgados e jogados na lata do lixo.

    Tinha esperança que Lewandowski, Barroso e Teori fossem desta espécie de Magistrados. Mas passaram para a história como meros magistrados (com M minusculo).

    Conclusão que chego é que eles tem rabo-preso e por isto o medo da midia, e preferem fazer parte de um golpe, pois um Golpe é isto ai: pessoas tomando o poder para encobrir suas máculas.

     

  22. Justa homenagem ao profissional da toga.

    Não buscou o brilho das trevas goubais, se posicionou contra os desmando jurídicos cometidos na AP470 pela maioria  dos minúsculos-supremos do stf. Continuou mostrando o mesmo espírito no mandato que encerra agora nesta corte apequenada e covarde que se rende a mídia antinacional e anti-social brasileira.

  23. Lewandowski, a gestão de um homem justo

    Srs. do Judiciário.

    Talvez isto seja uma fantasia, mas, desejo, de coração, que o Srs. leiam esta mensagem, uma mera mensagem, muito importante para mim, que amo meu país. Nós que prezamos e respeitamos a democracia, estamos tristes. Tristes de ver a canalhice imperando, pessoas se vendendo por tão pouco, pessoas que desconhecem o prazer e a tranquilidade, do “suficiente”. Já acreditei no Srs. e também já lhes xinguei, tão grande é minha decepção com o judiciário.

    Hoje volto a escrever para V.Exas. com uma frase de Carl Jung, acreditando que possam ler.
    Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.

    Estamos precisando que V.Exas. despertem para o que é justo. para o bem de nosso país, para a justiça, em relação a Sra. Presidenta Dilma Rousseff, para o verdadeiro papel do STF, do poder judiciário, de seus membros, para a responsabilidade de punirmos os corruptos. Não é possível aceitar que o país seja administrado por uma quadrilha, por um eduardo cunha, por um golpista temeroso e seus capangas.

    = LULA e DILMA não merecem o que estão fazendo com eles. Eles acreditaram em pessoas que hoje estão no judiciário traindo-os. A traição é um dos piores golpes que se pode sofrer. ]

    É horrível saber que o STF não barrou o golpe porque ele é parte do golpe.
    É horrível saber que oito (8) daquelas criaturas foram escolhidas por LULA e DILMA e que foram traídas por elas. Pessoas sem qualquer sentimento de respeito a si próprias e sem dignidade. Se não aprovavam LULA e DILMA, por que aceitaram a indicação.

    Seria bom e justo que vivenciassem o seu dia a dia, o seu cargo, com hombridade e honradez. A idade pode nos dar sabedoria e muitos aproveitam isso. Usem sua sabedoria, SEJAM JUSTOS, APENAS JUSTOS. Esse gesto será lembrado por muitos e por muito tempo. SALVEM NOSSA DEMOCRACIA.

    “Não procure tornar-se Juiz se não tiver força para eliminar a injustiça. Você se acovardará e manchará sua própria dignidade”(Eclesiástico, 7, 6)

  24. O unico que salvou-se no STF

    O unico que salvou-se no STF foi o Marco Aurélio. Lewandowski poderia ter feito mais. Mas é certo que se o Supremo tivesse mais como ele e o Marco Aurélio, poderíamos ter sido salvos da tragédia.

    Quanto aos outros, o Barroso é um Ayres 2.0. O Fachin é o que mesmo? Talvez o mais bundão de todos. O Teori que era o mais sério, agora olha mais para uma suposta “missão moralizadora” do que para a constiuição. Weber se escondeu, e o resto dispensa comentários

  25. Um justo que nunca enfrentou Gilmar Mendes?

    A única coisa que se pode agradecer a Lewandowski é ter atuado como juiz “de verdade” no julgamento do Mensalão. O que não passa de obrigação dele. Ele não é justo por ter atuado com correção, isso é o que espera de qualquer juiz. Seria justo se nas questões realmente ácidas tivesse se posicionado, mas não foi assim.

    O fatiamento do julgamento do impeachment é absolutamente nada, levando em conta que o principal, o golpe parlamentar, foi aceito na íntegra por Lewandowski.

    Passou o impeachment todo vendo a canalha bater bumbo na PGF, no MPF e na Câmara/Senado, sem jamais tomar uma atitude. Assiste Gilmar Mendes desfilar sua berrante parcialidade há dez anos e nada fez. E além da briga por aumento de salário, é dele a resolução do CNJ que permite o pagamento de auxílio-moradia aos juízes. 

  26. Algumas considerações sobre o

    Algumas considerações sobre o texto acima.Que o Ministro Ricardo Lewandovski é um homem correto,digno e limpo não há o que discutir.Corajoso nem tanto.Não imprimiu no seu mandarinato,não cravou uma marca de coragem para rechaçar ameaças partissem donde partissem.A Presidenta Dilma o deixou numa saia justa,quando soltou aos quatros ventos,que em audiência com ela,outra coisa não se referiu senão aumento do poder judiciario,com o País pegando fogo.O Ministro Lewandosvki,enquanto Presidente da Suprema Corte,não foi o mesmo do julgamento da AP 470.Se a tal liturgia do cargo o influenciou,não saberia dizer.Que não permitiu que as aves de rapina de sempre,captaneadas pelo boquirroto Ministro Gilmar Mendes,fizessem ninho lá,ponto para ele.Houve por parte dele,uma certa acomodação,isto é fato.Sairá de cabeça erguida,e sempre honrará a toga que continuará usando.O editor empacota num só embrulho os Ministros Teori Zavaski,Luis Edson Fachin,Celso de Melo,Rosa Weber,Luis Roberto Barroso,e o extraordinario Ministro Marco Aurelio de Melo.Como pedras de dominó,vai derrubando hum a hum.Aí está minha discordancia com ele.Ministro de Supremo Tribunal Federal não se pode,não se deve e não se admite que se deixe amedontrar,acovardar,recuar,ceder a pressões de qualquer especie.Estão lá para exatamente isso.Daí reside a dignidade da Suprema Corte.Como aqui venho sustentando,desde que começou o bota fora Dilma.O maior erro da era do lulopetismo foram as escolhas equivocadas,erradas,destrambelhadas,para a composição das vagas da Alta Corte.Dos que aí estão e dos já se foram,especialmente figuras ridiculas como Ayres Brito e Eros Grau.Jamais poderia ser uma ação entre amigos,é cientifico.Deixei para o fim,o Ministro Marco Aurelio de Melo,extraordinario,impecavel,exuberante,formidavel e elegante.O unico que detem a condicação e entendimento do que vem a ser um Ministro de uma Suprema Corte.Agora entendo,e para mim ficou claro,em quase todas as votações,que se encaminhavam para a unanimidade,burra e perigosa,se posicionava de forma contraria.Avesso a conchavos,acertos de cupula,e picuinhas de bastidores,o Ministro Marco Aurelio de Melo deixara marcado com letras de ferro e jaspe,seu nome marcado nesse combalido,senão omisso,SupremoTribunal Federal de tempos de cegueira e escuridão.

    • Como não agradecer a

      Como não agradecer a Da.Lourdes Nassif.Até das estrelas me protege.Calma cadastrado.Não as do firmamento,mas destas entediantes daqui.

  27. É, certamente, um funcionário

    É, certamente, um funcionário público de carreira, como, aliás deveriam ser todos os funcionários públicos na república brasileira. Postei aqui, antes do impeachment, que ele tinha nas mãos a possibilidade de, no relatório final, recomendar a absolvição de Dilma. Mas isso teria sido um ato heroico. Não temos o direito de exigir heroismo de ninguém. Não mesmo! Ainda mais num país onde as massas se movem ao sabor da opinião publicada. Comportaram-se Dilma e Lewandovski com dignidade, deram ao Brasil a possibilidade de defender a democracia até o fim, mas faltou (falta) povo neste país.

  28. Lembrando que Pilatos também

    Lembrando que Pilatos também foi um homem justo.

    Às vezes as circunstâncias históricas exigem mais de um homem, ou de uma mulher, do que simplesmente ser justo. E Lewandowski, salvo alguma reviralvolta ainda por acontecer, não foi mais do que um homem justo. Normalmente seria o suficiente, mas “normalmente” não é advérbio que se aplique ao ano de 2016.

  29. Dos 11 juízes do stf, 7 foram

    Dos 11 juízes do stf, 7 foram escolhidos por Lula e Dilma. Lewandoviski é o melhor – e aí você entende porque o país chegou nessa situação. Vão escolher mal assim juízes pro STF lá na casa do…[rs] Somados todos, não chegam aos pés de um Gilmar Mendes – escolha de FHC. É como trancar o Darth Vader junto  com os Ewoks. Você já consegue antecipar quem vai ser vivo de lá rss

     

     

    • Respondo a Joel Lima,que jura

      Respondo a Joel Lima,que jura nada tem a haver com Bruguilino,12/09/2016 – 11;39.Tem certeza que só foram 7?Conte com o devido cuidado.

    • Uma carroça de abóboras!

      Esse é o problema. Te dou uma carroça de abóboras variadas e de todas as cores e tamanhos e te mando escolher um fruta cítrica.

      O problema está na origem dos juízes. De que estamento social vem esses doutos caras?

      • Respondo a Luis Fraga,ainda

        Respondo a Luis Fraga,ainda que togado,12/09/2016 – as 15:55.Eu tenho me batido aqui como um condenado,para me fazer entender pelos ilustres cadastrados daqui,não sei se é seu caso.Me refiro as indicações feitas pelo lulopetismo,em verdade uma ação entre amigos,para os Ministros da Suprema Corte.Vosmecê em duas palavras resumiu a encrenca.ORIGEM E DOUTOS.Poderiam ter evitado o monstruoso tsunami que se abateu sobre o País, usando essas duas palavras do seu comentario.Não saberia lhe dizer se foi por incompetencia,burrice ou soberba.Eu muito particularmente acho que foram as tres.Um braço.

  30. Homem justo?

    Aceitar a injustiça feita contra uma mulher sem crime não é ser homem justo, é ser homem iníquo.

    Se essa injustiça afeta indelevelmente o país, a iniquidade passa a ser entendida como imoralidade abjeta.

    E, se durante a ação dessa imoralidade abjeta a única preocupação é com o aumento do salário, daí é torpeza de caráter ou mesmo alienação da realidade.

    Dê o adjetivo que quiser a Lewandowski. Mas nunca ele será novamente tido por homem justo. No máximo, por homem leniente. De todos os integrantes do STF, foi o mais decepcionante.

     

     

     

  31. Homem justo?

     

    Desculpe, não concordo.

    Homem justo que presidiu uma farsa.  uma pantomima. Com sua solenidade, gentileza e educação, deu ares de legalidade a uma farsa grotesca. Um julgamento para a platéia que se preocupou apenas com o rito para legitimar  o  impedimento da presidente sem a devida apuração do mérito, sem causa jurídica. Um absurdo, um abuso, uma omissão. Colocou 200 milhões de brasileiros na total insegurança jurídica. Estamos sós, o STF não existe é um embuste. Lamentável.

  32. A fogueira santa.
    Ninguém quer ser queimado na fogueira santa da mídia. Lewandowski queria fazer o certo e manteve um mínimo de decência. Contudo, sem desmerecer o lado humano dele e de seus pares, eles tinham o dever e a obrigação de cumprir a constituição e não o fizeram. Se não tem coragem não deveriam ter aceito o cargos. Agora por sua falta de coragem, por questões pessoais um país inteiro 200 milhões pagaram por seus pegados e vaidades. Então não, o Lewandowski não é um justo é apenas mais um que está na boa enquanto o povo paga a conta?

  33. A nossa justiça é tão escrota

    A nossa justiça é tão escrota que quando algum juiz faz a coisa certa de vez em quando, mesmo tendo se acovardado tantas outras vezes, dá a impressão de ser alguém especial. 

    • Pois é, concordo com vc, quem

      Pois é, concordo com vc, quem faz algo meio certo se torna celebridade; e querem que cobremos de quem? Do menino que vende chiclete na esquina? Tem que cobrar deles que aceitaram o cargo de ministro por esponatnea vontade..

  34. Desculpe-me nassif, mas o que

    Desculpe-me nassif, mas o que ele fez ao fatiar o golpe foi dar asa a cobras como o cunha para questionar posteriormente a sua cassaçao  e dos seus direitos políticos. Ele era o presidente, deveria acatar pelo menos um pedido da defesa de Dima e levá-lo so plenário. O plenário certamente iria manter acondenação  da presidenta, mas pelo menos a história registraria `a posteridade a participação afetiva do stf no golpe. Assim como ficou, deu impressão  de que o stf nada tevfe a ver com o golpe, quando na verdade pela omissão ele foi fundamental a conclusão deste estupro que fizeram na democracia e na constiituição.

  35. Não se salva um …

    É correto, seguro, dsicreto, e só. Em comparação com os demais pavões, é apenas o menos pior. Votou corretamente no julgamento do mensalão. Não participou do massacre nem proferiu frases vazias para ser capa de revista. Mas é um homem tímido demais, e os tempos estão a exigir mais firmeza de carater, mais coragem … sei não.  Teve a infelicidade de presidir o julgamento de Alice, mas não se comportou como a rainha de copas. Fez o sua obrigação e nada mais. Fazer o que?? Tá tudo dominado …

  36. Lewandowsky nunca disse que o impeachment é golpe…

    Ou ele é mais um golpista, ou a teoria do golpe é furada…

  37. Concordo vc, Nassif. Ministro

    Concordo vc, Nassif. Ministro Lewandowki enfrentou, sozinho, a farsa do Mensalão e, o pessoal, queria que, mais, uma vez, enfrentasse, sozinho, a farsa do Impeachment. Sinceramente, Min. Lewandowski não tem que provar mais nada pra ninguém, em Pindorama. lutou, infinitamente, mais pelos direitos e garantias individuais que muita liderança bravateira da esquerda. Os que reclamam do partidarismo de GM são os mesmos que exigem isso dos magistrados decentes.

    Min. Lewandowski  deixa a Presidência da Corte num momento em que o crime organizado toma a República de assalto. Um alívio para os que tem admiração por ele. Boa Sorte, Ministro.

    Brasileiro tem o péssimo e infantil hábito de jogar tudo nas costas de uma única pessoa. Nunca é responsável por nada; é sempre culpa de alguém. Sempre alguém fez ou deixou de fazer alguma coisa.. O golpe de Estado foi nossa única e esclusiva responsabilidade. Querer que um único homem fizesse o que 200 milhões não fizeram. Hoje mesmo, depois do golpe consumado, o que vemos nas ruas? movimentos, partidos e pessoas, questionndo o golpe e exigindo anulação? Não! Todo mundo pedindo uma segunda chance pra disputar eleições e, tentar levar dessa vez. Estão aproveitando o golpe pra ver se  conseguem o que não conseguiram com as eleições.

    Ministro, Ricardo Lewandowski cumpriu se papel de homem público e fez muito mais do que merecia uma nação que se ajoelhou pra um golpe de Estado.

  38. Justo? Porque não defendeu a Constituição?

    Não tenho duvidas: ou Lewandosky está de acordo com o golpe ou ficou com medo de denunciar pressões. Nos dois casos, para ser um homem justo como diz Nassif, teria que defender a Constituição. Esta diz que não pode haver impeachment sem crime de responsabilidade. Deveria haver chegado ao plenário do STF em algum momento essa discussão e o golpe não haveria acontecido neste momento e com estes argumentos. Ele, como presidente do STF, não atuou para evitar o golpe. Preferiu lavar as mãos e desempenhar aquele papel ridículo de juiz no tribunal do impeachment (deveria seguir carreira de ator). Faltou Nassif explicar melhor porque escreve um artigo como este. Sei que o dia justifica mas os argumentos fiçaram ao deve.

     

  39. As vezes…

    Geralmente eu mais concordo do que discordo de ti. Hoje discordo…

    Em minha opinião o Lewandowski é apenas a melhor garota do prostíbulo institucional que se tornaram os tais “poderes da república”. Sabe, aquela garota que te trata bem, bebe bem, finge bem os “orgasmos” (isenção), mas é totalmente focada e alinhada com o “negócio” (o capital e os políticos golpistas) e segue bem os comandos da “cafetina” (a grande imprensa).

    Um abraço.

    • Quando via ele sentado

      Quando via ele sentado impassível observando aquelas pessoas, a minha lembrança era de S Jorge, empendurado no mesmo lugar

  40. Concordo com os elogios ao

    Concordo com os elogios ao eminente ministro. No entanto, a Constituição Federal dá poderes aos ministros do STF para coibirem e rechaçarem ataques de golpistas. A passividade que tomou conta deles estimulou os fascistas a perseverarem nos ataques. Foi moleza para os golpistas.

  41. Eu confesso…

    Não li o texto…não vejo sentido na palavra justiça, quando só se pune: pretos, pobres, putas e petistas. O Dirceu esta preso, o Cunha a tarde estará livre leve e solto, e o Ínfimo Tribunal de justiça com 33 moedas ou 41%. Quanto ao povo ou a um projeto de nação, a resposta deles é sempre a mesma: quissifoda.

  42. Perdeu a oportunidade..

    De marcar de forma indelével seu nome na história.

    Entendo que ter certas coragens é característica de pessoas incomuns tipo … Tiradentes.

    Ele teve a oportunidade. Poderia ter inflamado o país? Sim, poderia, mas, não teríamos de sentir vergonha, mais uma vez, do “nosso judiciário supremo”.

    Agora vamos esperar mais meio século.

  43. Não sei qual o seu objetivo,

    Não sei qual o seu objetivo, Nassif, ao alardear que esse senhor é um homem justo. Como a própria Presidente revelou, ao manter conversa com ela, ocupou-se, não da barbaridade que ele e seus pares apoiaram, mas do seu querido aumento de salário. Nenhum homem justo coloca como prioridade seu aumento salarial ante a trgédia que o país vive e vivia, nenhum homem justo se omite e se acovarda como esse seu “homem justo” se omitiu e se acovardou. Homem justo nenhum entrega uma inocente à imolação nas mãos de um bando de criminosos de toda ordem e ladrões sem levantar a voz em momento algum. Homem justo não posa com cara de justo, permitindo, no íntimo, que seu país e seu povo sejam dados aos lobos. Se fosse um homem justo teria se colocado ao lado, não de Dilma, mas, da verdade. Se fosse esse homem justo e fosse tanta sua integridade, haveria de se colocar contra aquela farsa, a despeito da rede globo golpista e dos criminosos e atrabiliários do congresso nacional. Opinar e admirar o dito “homem justo” é seu sagrado direito, como reza o texto da Constituição que o seu “homem justo” e seus pares traiçoeiros rasgaram e jogaram no lixo, mas não dá para concordarmos com tanta admiração.

  44. Hmmm, é bastante educado, sério, sabedor, gentil e cuidadoso…

    Mas o Brasil está precisando bem mais do que isso no STF.

    Por exemplo, a coragem (ou seria destemida cara-de-pau) do abominável (e bizarro) Gilmar Mendes.

    Vejam só…

  45. Justo… pero no mucho…

    É… 

    Apesar de ter roído a corda, não dá para dizer que o ministro não presidiu o julgamento com a isenção que cabe a um juiz. Imaginem se fosse Gilmar Mendes o presidente do STF, como o julgamento do impeachment poderia ter sido conduzido.

    Entretanto, nunca é bom esquecer que o mesmo ministro Lewandowsky articulou o seu próprio aumento e de seus pares, ANTES de qualquer coisa, e de certa forma, isso foi fator importante para o andamento do processo. E sem contar a desgraça do efeito cascata que incide em todas as escalas do judiciário. 

    Então, Lewandowsky até teve um verniz de justiça, mas não é um verniz muito dos bons.

     

    • Ele pode até ter articulado o

      Ele pode até ter articulado o aumento, mas foi traído como é comum nos dias que correm. O STF não teve reajuste nenhum até agora e ao que parece não terá. É só ver as declarações de Temer e do PSDB a respeito do assunto.

      Se você está se referindo ao reajuste do Judiciário (de até 41%) saiba que este foi concedido apenas aos servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público. O reajuste do subsídio de Ministro do STF (e de toda a magistratura por decorrência) seria de 16,7%,em duas parcelas, a primeira em julho e a segunda em janeiro de 2017.

      Mas o acordo foi limado e não saiu. Nem sairá provavelmente.

  46. Lewanda

    “O que ele, Lewandowski, teria a ganhar com isso?”

    Fala sério!

    Lewanda está no topo do topo do topo do campo simbólico onde joga. Ganhar ou perder não faz lá muita diferença.

    Injustiças impichentas à parte, Lewanda plantou e colheu uma jaboticaba jurídica ao fatiar o “julgamento” de Dilma.

    O resto é conversa nassífica pra boi dormir.

  47. Que não façam planos de se enganarem

    Eh, Ricardo Lewandoswki tem aqui um barômetro do que foi sua presidência no STF. A gente aprende que não se deve esperar muito dos outros, porque os outros, comos nos, são humanos, muitas vezes demasiado humano. De minha parte, a decepção maior é com o conjunto de Ministros que poderia ter dito em alto e bom som que o processo do impeachment era uma farsa, que feria o Estado de Direito e a nossa fragil democracia. E então viu-se um STF atuando mais à favor desse preocesso farcesco que à favor das garantias que um Pais que tem Constituição deveria preservar.

    Desejo que o STF amadureça, deixe de ser uma entendidade de classe mais preocupada em preservar privilégios e se torne o nosso maior baluarte em situações de deriva juridicas e de tentativas de golpe de estado, sejam da forma que for.

    Boa sorte a Carmem Lucia. Que seja corajosa e justa.

  48. Caro Jornalista, não sei qual

    Caro Jornalista, não sei qual seria o seu envolvimento com o Lewandovski, mas, com certeza, a justiça passa longe dele e de suas ações. A não ser que a justiça tenha mudado de nome… Fraco, comprometido até a raiz dos cabelos com a classe dominante, falso, sonso, arbitrário e otras coisitas más (que é melhor deixar pra lá). Acabou com qualquer ação no cnj (apequenou-o-o), tanto que, agora, o conselho serve apenas para os conselheiros se levantarem sempre que o arauto anuncia a chegada do “grão-mestre” (que, ainda bem, deixou de ser). Deixou o Moro fazer e acontecer acima, além, aquém e como bem quis em relação ao cumprimento da legislação em seus atos (quase) criminosos. Fez cara de paisagem para o Moro quando, este, divulgou o que não podia (legalmente) nem ter gravado. Engavetou o processo contra o Renan, concluso para ser pautado em julgamento, desde fevereiro/16. Pior, aceitou ser garoto de recados, office boy, meirinho e rapaz do cafezinho do Renan na farsa do impedimento da Dilma. Em momento algum agiu como se processo, mesmo, estivesse em andamento, pois, desde sempre, aceitou o fato de que o processo era mera representação teatral, com final a favor dos bandidos. Quer dizer, justo? 

  49.  “Barroso foi anulado com uma

     “Barroso foi anulado com uma mera campanha difamatória conduzida por um blog de Curitiba próximo à Lava Jato, e repercutida por blogueiros de Veja especializados em assassinatos de reputação. Facchin foi anulado com a ameaça de escandalização de algumas ações que patrocinou como advogado. O sóbrio e sólido Teori, ameaçado por escrachos em sua casa e ameaças a seu filho. Todos eles submetidos a um cerco tão grande, a um clima tão exasperantemente repressor, que alguns deles guardavam celulares nas gavetas com receio de grampos que poderiam ser feitos até através de celulares ligados.”

    Sei…

    Barroso saiu por aí garantindo que impeachment político pode. Fachin escreveu 200 páginas para justificar o rito do impeachment do Cunha.  Teori esperou Cunha fazer o impeachment para afastá-lo, depois de sentar em cima das denúncias por 5 meses.  Sabe o que são? Covardes, safados e golpistas cúmplices do Psdb, da camarilha de ladrões que está no poder e de Eduardo Cunha. Além de protegerem ladrões como Aecio Neves, Maia, Serra, Agripino e toda a cambada de ladrões que estão no poder e cujos processos são enfiados em escaninhos para nunca serem julgados. Não se diferenciam da criada da Globo e do Aécio, Carmém Lucia; criado do Psdb e do Daniel Dantas, Gilmar Mendes; criado do Gilmar Mendes, Dias Toffoli; criado de quem tiver poder Luis Fux e o criado dos Sarney, Celso de Mello. E a Rosa Weber condena porque pode. Estavam apenas à espera de uma desculpa para apoiar o golpe, o resto é papo furado para manter as aparências. Agirão da mesma forma quando forem chamados a se posicionar sobre a entrega das reservas de petróleo do país, o roubo do direito dos aposentados e a extinção das leis trabalhistas. Não merecem sequer a pecha de Pôncio Pilatos, porque esse pelo menos denunciou a injustiça. 

    Lewandovski e Marco Aurélio tiveram um pouco mais de hombridade. Mas só um pouco.

    Todos eles passarão a história como os juizes do Supremo que apoiaram o golpe de estado de 2016. São homens/juízes levianos e irresponsáveis pois esse golpe não significa apenas a cassação de uma presidente pertencente a um partido político detestado por eles. É um golpe  que trará como consequência pobreza e morte de pessoas desassistidas porque os bandidos que assumiram o poder deixarão de investir em saúde, assistência e educação. Além de retirar direitos consolidados e entregar todas as riquezas do país a preço irrisório em troca de suborno/corrupção que jamais serão denunciados.

     

     

     

     

     

     

     

  50. Só Marco Aurélio

    Ministro do STF? Marco Aurélio. Os demais? não vou perder meu tempo com eles. Obrigado, Marco Aurélio.

  51. Falando em justiça, quem paga

    Falando em justiça, quem paga o festerê regado e transcomido da posse carmenlúcia, pra cerca de 2.000 convidados? Nosotros? Ora, ora e ora, qual a razão para tamanho desperdício com o mero exercício de cargo e função? Dão nojo em lesmas.

  52. Lewandowski, a gestão de um homem justo

    algumas perguntas a um “homem justo”

    Justo, mas para que?

    Sim, não és venal, mas o ralo que sobre a casa sai também não é venal.
    Nunca renegas o que disseste. Mas, o que disseste?
    És de boa fé, dás a tua opinião.
    Que opinião?

    Toma coragem contra quem?
    És cheio de sabedoria para quem?
    Não olhas aos teus interesses. Aos de quem olhas?
    És um bom amigo. Mas do bom povo?

    Escuta pois: nós sabemos que és nosso inimigo.

    Por isso vamos levar-te a um julgamento.

    Mas em consideração dos teus méritos e das tuas justas qualidades escolheremos um justo juiz e justos jurados, que decidirão por uma justa sentença e vais cumprir uma justa pena numa cela justa por muitos e muitos justos anos.

    .

    • Carissimo,
      Nesse caso

      Carissimo,

      Nesse caso especifico vou fazer como um ex-Professor meu de Direito Constitucional costuma fazer:

      – para aparentar erudiçao, inicie e termine sempre a sua intervençao em coloquios sacando uma da meia duzia de citaçoes que terá decorado para essas situaçoes.

      Neste caso especifico, vou ate sacar uma que pertence, justamente, à meia duzia de citaçoes cativas desse ex-Professor:

      “Entre o já ser e o querer ser vai a distância entre o sublime e o ridículo”.
      Ortega y Gasset

      Veja o meu comentário abaixo.

      Era melhor ele nao “ter compactuado” com golpistas e assim ter permitido aos mesmos uma vitoria completa? Barba, cabelo e bigode nas maos de Carmen Lucia?

      Lewandowski nao pode ser julgado sem levar em conta os atenuantes.

      E que atenuantes!

      O maior deles?

      O Brasil como ele é. E não como sonhamos.

      Esse Brasil em que nos – e Lewandowski! – vivemos.

      Na minha balança particular o saldo para ele é bastante positivo.

      Já para um certo ex-Professor de Constitucional meu…

      Aliás, mostrando que aprendi a lição, ofereço eu a minha citação de bolso de colete.

      Com uma advertência, contudo:

      – Essa citação de bolso de colete, a minha, é ‘a’ citação ANTI-citação de bolso de colete.

      “Antigamente eu achava a Sally muito inteligente, mas só de burro que eu sou. Só porque ela entendia de teatro, e peças, e literatura e todo esse negócio. Quando as pessoas sabem um bocado sobre essas coisas, a gente leva um tempão para descobrir se são burras ou não.
      Holden Caulfield, O Apanhador no Campo de Centeio

      E aí, de brinde, deixo mais duas:

      “Hipocrisia é a homenagem que o vício faz à virtude”

      “[No entender da minha juventude] ainda não havia aprendido o quanto a natureza humana é contraditória; não sabia quanta hipocrisia existe nas pessoas sinceras, quanta baixeza existe nos nobres de espírito, nem quanta bondade existe nos maus”.

      Ambas do W. Somerset Maugham

      • Lewandowski, a gestão de um homem justo

        não é o Baile da Ilha Fiscal. não é também a Queda da Bastilha. é o tropicalismo surrealista do Brasil em transe.

        panis et circenses na posse de Cármen Lúcia como presidente do STF: ao som do Hino Nacional com Caetano Veloso no violão, e com a presença de Temer, Renan, Rodrigo Maia, Sarney, PGR e, por fim mas nunca por último, Luís Inácio Lula da Silva – acompanhado pelo mais tucano dos petistas (ou seria o mais petista dos tucanos), o atual governador de Minas Gerais.

        mesmo sem estar fisicamente presente, a voz de Cunha ecoava: “Que Deus tenha misericórdia desta nação”.

        Getúlio disparou contra o próprio peito, arrastou o povo sem medo às ruas e barrou o golpe. Dilma entrou na toca dos ratos, os enfrentou e os nocauteou um por um. os dois fizeram História.

        o que o presidente do STF fez, como guardião mor da Constituição Federal? preferiu o conveniente lugar nenhum entre o já ser e o querer ser, sem nunca percorrer corajosamente a distância entre o ridículo e o sublime.

        o Brasil que sonhamos é este Brasil que já é, com este povo sem medo agora inundando as ruas. jamais o Brasil que sonhamos será urdido através dos pactos palacianos e dos acordos de gabinete.

        a distância entre o pesadelo do ridículo país de uma plutocracia colonial e escravocrata, tão bem representada pelo STF, e a sublime Nação de nossos sonhos só pode ser superada pelos milhares de pés anônimos marchando pelas ruas.

        e nenhum dos presentes nesta cerimônia de posse está nesta estrada das ruas junto com o povo sem medo. continuam na rota que nos trouxe a este impasse. e seguindo no mesmo rumo, ainda vão nos enfiar muito abaixo pelo abismo nos qual nos afundaram.

        não é mesmo muita burrice? para eles, talvez não. mas por que nós deveríamos insistir em sermos tão burros?

         

  53. E pior: apanha de todos os lados

    E o pior é ainda apanhar dos “Fora, Temer” e ser taxado de “golpista!” por ter presidido as sessoes no Senado, por ser cordial com os dois lados ali e por nao suspender a sessao por falta de quorum quando nenhum senador golpista se fazia presente durante a defesa.

    Ora, ele apenas presidia um colegiado.

    Qualquer decisao sua poderia ser derrubada com recurso ao pleno – os 81 senadores.

    61 golpistas, todos sabemos.

    Muito mais facil para ele seria cantar:

    “Pai, afasta de mim esse cálice!”

    Podia ter pedido sua aposentadoria, ter ido pra casa e deixado Carmen Lucia conduzir o “julgamento das bruxas de Salem”, ao gosto da grande imprensa.

    Se a narrativa do golpe hoje esta mais que consolidada, isso se deve em boa medida a Lewandowski.

    Foi sob sua presidencia sobria e ponderada que se deu o espaço e o ambiente para Dilma Rousseff tratorar os Senadores naquela historica sessao de 14h.

    Foi sob sua iniciativa – e sob sua ameaça expressa de suspender a sessao e “mandar tudo pro STF” – que foi possivel fatiar o julgamento, resultando nas duas votaçoes contraditorias que consolidaram de vez a narrativa de golpe.

    Basta ver o odio de Temer e do PSDB com o resultado para compreender a importancia desse “detalhe”.

    Realmente admiravel.

    Se ele nao foi melhor no processo foi porque o Brasil, como ele é e nao como gostariamos que fosse, nao o permitiu.

    Esticasse mais a corda, ela romperia.

    Compare-se a postura dele com a do novo “rei das ruas”, o meu ex-professor Barroso. Aquele que agora brada que antes do fim da 3a instancia o Brasil era o pais da impunidade:

    Nao outro que o proprio garoto-prpaganda do golpe do semi-presidencialismo (argh!!).

    Melhor: nao comparemos nao.

    Nem Lewandowski – nem Barroso – merecem essa comparaçao.

    • Lewandowski, a gestão de um homem justo

      atenção, Nobre

      isto não é uma polêmica, apenas um outro ponto de vista.

      abraços

      Canção do Remendo e do Casaco

      Sempre que o nosso casaco se rasga
      vocês vêm correndo dizer: assim não pode ser;
      isso vai acabar, custe o que custar!
      Cheios de fé vão aos senhores
      enquanto nós, cheios de frio, aguardamos.
      E ao voltar, sempre triunfantes,
      nos mostram o que por nós conquistam:
      Um pequeno remendo.
      Ótimo, eis o remendo.
      Mas onde está
      o nosso casaco?
       

      Sempre que nós gritamos de fome
      vocês vêm correndo dizer: Isso não vai continuar,
      é preciso ajudá-los, custe o que custar!
      E cheios de ardor vão aos senhores
      enquanto nós, com ardor no estômago, esperamos.
      E ao voltar, sempre triunfantes,
      exibem a grande conquista:
      um pedacinho de pão.
      Que bom, este é o pedaço de pão,
      mas onde está
      o pão?
       

      Não precisamos só do remendo,
      precisamos o casaco inteiro.
      Não precisamos de pedaços de pão,
      precisamos de pão verdadeiro.
      Não precisamos só do emprego,
      toda a fábrica precisamos.
      E mais o carvão.
      E mais as minas.
      O povo no poder.
      É disso que precisamos.
      Que tem vocês
      a nos dar?

      .

      • Divide um post comigo?

        Maravilha.

        Eu, você e o Brecht queremos o casaco e o pão inteiros. Não farelos. Nem remendos.

        O nosso objetivo é o mesmo: o cume da montanha.

        Os caminhos que vemos para subir adiante são diferentes. Afinal a montanha tem varias faces. Umas mais curtas, porém mais íngremes. Outras mais planas e menos acidentadas, porém bem mais longas.

        Não sabemos bem qual seria a melhor subida.

        Na mais íngreme precisaríamos certamente de mais músculo. Preparo físico e apetrecho de alpinistas. Se não for assim, perigamos cair de determinado ponto e nos esborracharmos no chão.

        No caminho mais longo e plano perigamos nos perder em círculos: é tudo tão parecido. A paisagem muda tão devagar. Andando mais na horizontal, em sendas sinuosas, de um lado para outro, acabamos não subindo muito a cada ciclo de caminhada. O deslocamento vertical pode ser quase nulo. Perigamos envelhecer andando e, tomados pelo cansaço, deitarmos ali na beira da estrada. Para não mais levantar.

        Muitos antes de nós já miraram o mesmo cume e acabaram descansando no caminho. Ou esborrachados após um passo em falso na escalada vertical, ou de velhos e cansados que ao fim e ao cabo continuaram praticamente na mesma altura de seus pais e avós – isso quando não surgiu um vale no meio da senda que os fez estar momentaneamente até mesmo abaixo do nível dos velhos. Ou pior: quando não veio uma tempestade – coisa sinistra – que os obrigou a voltar ou mesmo os fez rolar estrada abaixo.

        De novo:

        O nosso objetivo é o mesmo: o cume da montanha. Mas não sabemos bem qual seria a melhor subida. Não sabemos nem aonde os caminhos que favorecemos nos levarão ao cabo.

        E não é tudo: diferimos não apenas quanto ao caminho adiante. Diferimos também – bem, às vezes sim às vezes não… – na leitura do caminho que fizemos juntos até aqui. E do saldo dos que nos guiaram a cada etapa da caminhada.

        Da metáfora para a vida:

        Da sua perspectiva – tão valida (ou não) quanto minha em princípio – a performance de Lewandowski em nada nos impediu de cair. Ou até mesmo contribuiu para “suavizar” a queda, gerando menor trauma e, portanto, menor aprendizado.

        Na minha perspectiva, diante de uma forte tormenta, ele firmou o pé para impedir que descêssemos mais baixo ainda. Seu pé firme e mão estendida impediu até mesmo que uma de nós caísse para as laterais da trilha, em queda fatal, desfalcando ainda mais o conjunto que ficava.

        *

        >> atenção, Nobre

        isto não é uma polêmica, apenas um outro ponto de vista.

        *

        De qualquer forma, polêmica ou não (por que não?), é sempre um prazer te ler e ver esse “outro ponto de vista”.

        Vou consolidar esse nosso papo aqui num post, ok?

        • Lewandowski, a gestão de um homem justo

          tamo junto, Mano

          faça bom de nossa troca de comentários, como melhor for de sua avaliaçào

          nada tenho contra polêmicas, apenas quis deixar claro não ser o momento de polêmicas improdutivas.

          saiba que compreendo perfeitamente seu ponto de vista sobre o Lewandowski. e não é nem que eu não concorde, ao menos em boa parte. minha questão é outra. vou tentar resumir:

          estamos no mais grave e intenso momento da História deste país, no meio de um enorme colapso – não apenas político e institucionais mas, eminentemente, existencial!

          não é só na macropolítica e na superestrutura que tudo desmoronou. acompanho, com muito pesar, como no cotidiano, na micropolítica e nos projetos de vida ainda é pior. tudo se desmancha no ar, porque os antigos modelos, paradigmas, estratégias e objetivos já não são mais válidos. expiraram a data de validade. faliram.

          é um assunto para muita conversa.

          grande abraço

          Will perguntou:

          – Pratica-se muito o alpinismo nestas montanhas?

          – O alpinismo é parte integral do currículo escolar.

          – Uma provação que marca o fim da infância e o ingresso na adolescência — explicou o dr. Robert. –  – Uma provação que os ajudará a compreender o mundo onde têm de viver e que os fará sentir a onipresença da morte e a precariedade fundamental de toda a existência.

          – Convém que o velho e querido problema do poder não seja esquecido — disse Vijaya. — O alpinismo é um preventivo à tirania.

          “A Ilha”, Aldous Huxley

          .

           

          • Leitura compulsória

            Como já te disse em outra conversa por aqui, as páginas finais desse livro, “A Ilha”, me permiti não ler.

            No final a dura realidade, grande e avassaladora, se impunha sobre um belo sonho. Pequeno, do tamanho de uma… “ilha”.

            Poupei-me do sofrimento e fechei aquele livro.

            Para o bem e para o mal, na atual imposição do que de pior existe na realidade sobre todos os sonhos, não me é dado fechar o “livro”.

            Huxley ao menos tinha o LSD. Para mim neste ano não sobrou nem a yoga. Dureza.

          • Lewandowski, a gestão de um homem justo

            -> as páginas finais desse livro, “A Ilha”, me permiti não ler.

            se vc leu as outras mensagens que trocamos sobre “A Ilha”, então vc leu o final do livro! o que tb quer dizer que o final não é tão ruim assim. ou ao menos, as últimas linhas não o são. depois entro em contato. abraços.

            p.s.: LSD é o que deram para o Brasil, tá mais em transe do que qualquer delírio cinematográfico de Glauber Rocha.

            .

          • Lewandowski, a gestão de um homem justo

            curioso. acabei de pensar algo um tanto surpreendente. qdo li “A Ilha”, eu era um adolescente. claro que se passaram muitos e muitos anos. e tb o final do livro não foi para mim uma leitura fácil. angustia, entristece. e nos dá a terrível dimensão de como é difícil “mudar o mundo”. entretanto, as últimas frases me chamaram muito a atenção. aliás, como não poderia ser! Karuna. muito embora percebesse nitidamente que tinham um sentido muito forte, creio que na época não consegui traduzir intelectualmente tudo aquilo que a emoção me trazia. agora sim! posso dizer que depois de todo este tempo consegui finalmente fechar o livro.

            .

          • Mutatis mutandis

            >> “Os sapos, os insetos incessantes e os mainás estavam de volta.
            – Karuna! Karuna!
            E num semitom abaixo:
            – Atenção!”

            Interessante como os livros mudam com os anos. Bem, não eles. Quem muda somos nós. Você, hoje, finalmente “fechou” o livro. Talvez a última coisa que te faltava fosse testemunhar, você mesmo, a queda da Ilha…

            … de Vera Cruz.

            Minha leitura do livro hoje certamente também seria diferente.

            Leria, desta vez, o final?

            Creio que não. Se não pude com o vigor da adolescência, não vai ser com as frustrações da maturidade que vou conseguir.

            Imagine você: não estava então chumbado nem por esta gastrite que o golpe me deu!

          • Lewandowski, a gestão de um homem justo

            -> Talvez a última coisa que te faltava fosse testemunhar, você mesmo, a queda da Ilha…  … de Vera Cruz.

            não. minha plena compreensão intelectual das últimas frases do livro, sob a emoção que sentira quando as li pela primeira vez, não tem a ver com o golpe atual no Brasil.

            o que acontece agora no país era uma queda desde muito anunciada, do meu ponto de vista.

            são os sapos, os insetos incessantes e os mainás…

            .

    • Prezado Romulus, não tenho

      Prezado Romulus, não tenho cacife nem reurônio suficientes para me meter nessa belíssima catilinária entre você e o Arkx. E creia, não há um vencedor, ambos o são. E quem ganha não é nenhum dos dois, nós que acompanhamos somos os ganhadores. Mas tenho educação para não ir entrando sem pedir licença e, à guisa de complemento não de correção, dar um pitaquinho numa frase sua, que me permito transcrever da maneira que considero mais completa: “Basta ver o ódio de Temer, do PSDB e de Marina com o resultado para compreender a importância desse “detalhe”. Abraço, que daqui mesmo mando também lá pro Arkx.

      • Muito bem vinda a sua

        Muito bem vinda a sua correção/complementação, meu caro.

        Eu mesmo, quando escrevi artigo especificamente sobre esse tema, fiz questão de registrar a presença dessa cruza de Curupira com Mula sem Cabeça entre os mui contrariados com o resultado e com o “detalhe” da vitória de Dilma na 2a votação.

        Fiz questão, inclusive, de registrar o visão de quem a conhece bem:

        Caso vc nao tenha visto o artigo – nao saiu no GGN – segue abaixo (foque na 2a parte):

        Colunista da Globonews sem noção: de isentona a chapa branca em 24h, por Romulus

         

        ROMULUS

         SAB, 03/09/2016 – 14:52

         ATUALIZADO EM 05/09/2016 – 09:51

        Colunista da Globonews sem noção: de “isentona” a chapa branca em 24h! Ah… isso sim é que é “lavar” a jato… Pensa que é tudo? Não… GLOBO E FOLHA dã primeiro tiro: querem linchar Dilma novamente. Mas, desta vez, não mais em sentido figurado… querem sangue.

        Por Romulus

        Bom, Nassif diz no post “Cristovam Buarque, o que foi sem nunca ter sido”, que a idade o deixou mais contido na maneira de criticar. Pode ser que um dia eu chegue lá.

        Enquanto não chego, fulanizo sim a crítica e digo quem é a “notável” colunista politica sem noção mencionada de forma desidentificada no post.

        Mesmo porque prometi à tal “notável” que o faria, ainda ontem à noite, depois de ver o seu disparate.

        Como promessa é dívida…

        *

        Curioso o caminho dela…

        Apesar de ter Merval Pereira como chefe, sempre se esforçou para ser “isentona” (o que é beeeeem diferente de “isenta”). Não sei se todos conhecem a definição…Aliás, eu mesmo só aprendi o termo neste ano. Surgiu depois que eu já tinha saído do Brasil e precisei de explicador. Bem, o termo é novo, mas o conceito é velho e carcomido como o “jornalismo” feito nos 4 grupos da mídia corporativa familiar brasileira.

        A ele:

        >> “Isentão” é o jornalista que procura passar a impressão de isento fazendo críticas de mais ou menos o mesmo peso aos dois lados da disputa política. Ou seja: não se reflete a realidade. Se, numa escala de 1 a 10, o argumento de “A” vale 8 e o da parte contrária, “B”, vale 2, em vez de criticar nessa proporção, o “isentão” vai manipular o texto de forma fazer com que se chegue a um 5×5.

        A foto no dicionário que acompanha o verbete “isentão” é a dele:

        O correspondente americano na Revista New Yorker para o Brasil, Alex Cuadros.

        Pensa que ele se ofende ao ser chamado de poster child do “isentão”, como se diz na terra dele?

        Que nada!

        Até pouco tempo atrás, quando ainda morava no Brasil, a bio dele no twitter terminava com “100% isentão”.

        A propósito, o tweet que está pregado no topo da timeline de Alex neste exato momento é um exemplo perfeito da tal da “isentonice”:

        Traduzindo:

        >> Eis a minha visão sobre o impeachment de Dilma. Pode não ser golpe [!!], mas certamente está em alguma zona cinzenta democrática [o que quer que isso signifique…]

        Aliás, “alguma zona cinzenta” é exatamente onde o isentão mora. Nada – nada mesmo! – é preto ou branco. Tudo – tudo mesmo! – deve ser relativizado, matizado, ressalvado… … … (ad nauseam)

        Cristiana Lobo nunca foi tão isentona quanto o Alex.

        Afinal, existem (só?) “50 tons de cinza”, não é mesmo?

        Em vez do placar de 5×5, ficava num 6×4.

        Não deixa de ser admirável, lembrando novamente quem é seu chefe.

        MAS…

        Bastou Temer tomar posse em definitivo, baixar o cacete nos manifestantes e avançar na escalada – sem precedentes – do patrimonialismo no uso dos poderes de Estado, para a ex-isentona virar 100% chapa branca. 

        Ou seja: o placar agora é 10×0 !

        Em apenas uma noite – “de São Bartolomeu”? – virou o Jorge Bastos Moreno!

        Isso sim é que é “lavar” a jato!

        Pois vejam se não:

        Não fui honrado com o contraponto do Jorge Bastos Moreno, digo, Cristiana Lobo.

        Parabéns, Cristiana Lobo! Não só titio Merval ficou contente, como quem “assina o cheque”, o Min. Eliseu Padilha, também.

        Não fique mais com insegurança jurídica. Cris!

        Vivemos plena democracia, num Estado de direito onde vigem todas as garantias constitucionais:

        Apenas estupidez ou soma-se a ela, que é certa, desfaçatez e certeza de que “a sangria [agora já está] estancada”, posto que há “entendimentos com MinistroS do STF” e que “as Forças Armadas garantem”? (apud Romero Jucá, grampeado por Sérgio Machado)

        *

        Como prometido no 7o tuíte, eis, abaixo, o post em que explico o que faz os chefes de Cristiana Lobo, os Marinho, perderem os cabelos.

        Perdem-nos ao ponto de saírem-se com a seguinte baixaria – inédita no meu conhecimento:

        E por falar em Dilma, Rio de Janeiro, Globo e Brizola, lembro regra de ouro… não falha nunca:

        E, mais uma vez, o oligolpólio midiático age em consócio na sua empreitada (assassina?):

        Notem o “descuido” da Folha: inadvertidamente colocou na foto, além de tudo o mais, o número do prédio. Certamente na semana que vem enviado especial ao Rio escreverá matéria sobre a “nova rotina” da ex (ressaltarão com muita ênfase o prefixo) Presidente Dilma, no Rio. Detalhará, inclusive, horas de entrada e saída, lugares que frequenta, escala dos seguranças pessoais, vias de acesso e de fuga do local mais convenientes, prêmio oferecido pela cabeça, digo, por selfies com a Presidente…

        *   *   *

        Antes de passar ao post que desnuda, detalhadamente, o temor dos Marinho e dos conspiradores do golpe de 2016, um resumo da tese que sustenta:

        Temer, o PSDB, aliados – e Marina! – terão de aceitar: Dilma continuará sua trajetória rumo a construção de um mito político.

        Que ironia!

        Mas nada original:

        Não foi o julgamento injusto e a pena de morte que tornaram Sócrates maior como figura?

        Sem entrar em debate teológico / histórico: não foi o julgamento injusto e o sacrifício de Jesus de Nazaré (Deus e/ou homem) que fundou uma fé?

        Pois é…

        O mito do homem (e da mulher!) justo, injustiçado por poderes corrompidos ou por uma democracia já degenerada pela demagogia cala fundo na psique humana. Existe desde que o mundo é mundo.

        No golpe contra Dilma Rousseff, de 2016, temos os dois: poderes corrompidos, em conspiração aberta, aliando-se a demagogos (i) nas corporações do Estado – STF/Justiça, PGR/Janot, PF; (ii) nos grandes grupos de imprensa familiares; e (iii) nas instituições da sociedade civil organizada – OAB, FIESP, CNA, FEBRABAN, igrejas, etc., para julgar – e condenar! – alguém unanimemente reconhecida como justa.

        Dessa perspectiva, os algozes de Dilma “fizeram a sua fama”. Da mesma forma que, a seu tempo, o Sinédrio e os Romanos – secundados também por populares em frenesi, não é mesmo? – aumentaram a de Jesus de Nazaré, homem e/ou Deus. E ainda, o tribunal popular ateniense aumentou a dimensão da figura do filósofo Sócrates, ao condená-lo de forma iníqua à morte por envenenamento com cicuta.

        Quantos outros exemplos não haverá desse mito?

        Joana D’Arc queimada na fogueira da inquisição, Tiradentes enforcado e esquartejado como bode expiatório, Dreyfus, vítima do antissemitismo e de uma armação, o suicídio de Vargas, instado pelas mesmas forças que agora golpearam, novamente, a democracia no Brasil…

        *

        Deve-se ter cuidado ao brincar de feiticeiro. O caldeirão pode transbordar e queimar quem se supunha mais esperto do que de fato era.

        Dilma entrou a semana mais morta politicamente do que Getúlio Vargas.

        Terminou como liderança candidata a mito.

        Vivente!

        Como disse recentemente uma certa justa tratada com iniquidade atroz:

        – A vida é dura, Senador!

        *   *   *

        >> Duas votações contraditórias: como Dilma derrotou o golpe de 2016, por Romulus

         

         ROMULUS

         QUA, 31/08/2016 – 18:36

         ATUALIZADO EM 02/09/2016 – 06:22

         

        Duas votações contraditórias: como Dilma derrotou o golpe de 2016

        Por Romulus

        – Por que tanta preocupação de Temer e do PSDB com os direitos políticos de Dilma? Coisa curiosa, não?

        – Temer tem ataque de pelanca e dá soco na mesa: “não tolerarei desaforos!”

        – Recebe, de volta, valiosa lição de não outra que a Baronesa Margareth Thatcher, diva dos ultra-liberais que o acompanham.

        – Aécio e Temer se falaram depois da votação de ontem? Bom, então a orelha de Renan Calheiros deve estar queimando até agora…

        – A perfeita ilustração das expressões “ganhar perdendo” e, principalmente, “perder ganhando”: Temer e Dilma!

        – Dilma fênix: estava queimada, nas cinzas, e agora resplandece incandescente. Independentemente de preferências, uma encantadora dinâmica paradoxal. Como a politica é fascinante, não?

        – E por último, hora do riso: Merval Pereira passa recibo da vitória de Dilma. Cria narrativa estapafúrdia para consumo exclusivo da bolha midiota: é “acordão para Dilma escapar do Moro” (!)

         

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        *   *   *

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        *

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        *

        Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como “uma esquerdista que sabe fazer conta”. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

         

  54. O STF, em relação ao

    O STF, em relação ao congresso, forma uma classe com suas condições de existência. Logo, cada ministro recebe sua posição pessoal submetida a todos, para que um juíz não tenha que travar batalha isolada contra a outra classe no outro poder; de outro modo, em várias frações, tornam-se competidores.

    Assim, a história não é vista como resultado de algo formado por grandes homens ou da predeterminação de leis.

    O povo brasileiro acaba sendo o culpado a pagar pela soma total das relações econômicas e desta última fazer-se a justiça aos outros elementos envolvidos nessa estrutura de interação nebulosa.

  55. Eu discordo do Nassif.
    Não

    Eu discordo do Nassif.

    Não existe meia Justiça, assim como não existe meia gravidez.

    As ameaças, principalmente de ataques da imprensa, fazem parte da vida de um juiz, ainda mais do STF que existe exatamente para garantir direitos. A Corte Suprema é, na essência, contramajoritária.

    Se o indivíduo não sabe disso, que não aceite o cargo.

    Aliás, a política brasileira é tão podre (a do demais países também é) que o simples fato de um candidato ao STF “passar” na sabatina do Senado, antro de ignorantes e bandidos, já levanta em mim a suspeita quanto a sua qualificação para o cargo.

    Se você não tem pendor para suportar essa carga com segurança, contente-se com a instância ordinária, onde poderá, ao menos, exercer com honra a magistratura.

  56. GRANDE GRANDE HOMEM

    É preciso muita coragem para não trair seu íntimo

    acreditem – muitos ali não suportam o espelho

    contra aquela  ocasião de plantão

    É preciso ser grande, grande, grande,

    Nada esta perdido quando se têm um Lewandowski

  57. Justeza no ato falho

    “Senador Aécio Néscio” : esse foi o momento alto de expressão da justiça por Lewandowski, ainda que tenha sido só um ato falho. Inconscientemente, Lewandowski é justo. Mas, quando domina a consciência, ele lava só as mãos e sai com a cara suja.

  58. Graças ao PMDB

    Na realidade quem preservou os direitos políticos de Dilma não foi Lewandoviski, até porque ele não poderia votar!

    Devemos agradecer aos senadores do PMDB e a Micel Temer por este ato de grandeza ao preservar os direitos políticos da nossa Presidenta! Eles foram que arranjaram vinte votos contra a perda dos direitos.

  59. O homem justo

    Nassif  a tua benevolencia com Lewandovski parece piada de mau gosto. 

    Desconhecer que o STF é o cerne do nosso cancer, não dá pra engulir. 

    • Nassif, falou de um homem

      Nassif, falou de um homem justo, que com todos riscos, conseguiu um pouco de Justiça, dentro de um campo de extermínio. Isso requer coragem, inteligência e sagacidade, para não ser também queimado na fogueira da Santa Inquisição, antes q possa fazer alguma Justiça. Se ele tivesse sido um suicida, como muitos iguais a vc esperavam, teria sido, apenas, mais um exterminado por essa máquina de moer reputações q é nossa imprensa.

  60. Os ministros do Supremo têm

    Os ministros do Supremo têm todas as garantias possíveis e imagináveis para bem exercer suas atribuições. Tudo isso pra quê?

    Para que não precisem se preocupar com qualquer tipo de pressão ou retaliações.

    Autoridades desse nível não podem sujeitar-se a emissoras de TV, jornais, revistas e blogs.

    Não faz sentido. Pra mim foram todos omissos.

    Eles não têm que se preocupar com a reputação que a mídia pode tentar lhes atribuir, e sim com a reputação que a história lhes reservará.

    • Sim, é verdade.
      Assim se

      Sim, é verdade.

      Assim se comportou Lewandowski.

      E, inclusive, assim se comporta Gilmar, goste-se ou nao dele.

      Mas e se se tratar de um pavão?

      O cuidado com as plumas é mais importante que qualquer garantia funcional ou qualquer consciencia – se houver.

       

       

  61. Eu não acompanhei a carreira

    Eu não acompanhei a carreira pública do Ministro, portanto não tenho muito para falar sobre o que houve antes. Também não acompanhei de perto a AP 470.

    Porém o que observei nos dias do julgamento (nos 6 dias), e estando bastante atenta à sua fala, ponderações, expressão facial e olhares, foi um homem justo, equilibrado e genial. O que percebi – depois que foi descartada a possibilidade de a pena de Dilma se estender à Cunha ou aos outros parlamentares – foi sua armadilha brilhante, de permitir a possibilidade de os senadores votarem fatiado, de forma que não cassaram seus direitos políticos pois deduziram que depois iriam salvar a si próprios com este fatiamento…  raaá 

    De qualquer forma, é muito difícil sua posição, onde ainda impera a lei do mai$ forte… muito difícil julgar da platéia.

  62. “Mas e se se tratar de um

    “Mas e se se tratar de um pavão?”

    É… mas no caso eram 11… hehehehe

    Louve-se Marco Aurélio, mas ele não se levantou, apenas se manifestou modestamente contra.

    Deveriam levantar-se e impugnar o golpe. Não foi às custas de golpe que ascenderam às suas carreiras e posições. Deveriam mostrar para que serve o Poder Judiciário.

  63. O jogador do Bayern

    O jogador do Bayern demonstrou apenas que não há juizes em Berlim. Melhor continuar como futebolista.

    Nem ele e nenhum dos outros. Todos enredados na mesma trama e comandados pelo mesmo mestre dos bonecos: rede globo, mas não totalmente a contra vontade. 

    Numa situação como esta, mais ou menos não resolve nada. 

    É igual a quem se absteve na votação de Eduardo Cunha. Com todas as provas, abster-se é se colocar indiretamente do lado dele, mas de forma covarde.

  64. Penso nele como um homem exausto…

    Concordo com a análise do Nassif! Lewandowski enfrentou sozinho a fúria de Joaquim Barbosa, da grande mídia e do rebanho fanático nas ruas à época do julgamento do dito “mensalão”.  Em centenas de oportunidades foi voz monocórdica no meio dos ministros venais ou covardes, e imagino quantas vezes deve ter sido tentado a um gesto “nobre” – e relativamente fácil…. – de renunciar ao cargo, delatando os excessos de Moro e da lava jato e explicitando seu horror ao que vem acontecendo no Brasil nos últimos anos.  Seria o caminho mais fácil porque seria incensado pela turma da esquerda e ados brasileiros democráticos, mas teria que se indispor com os outros ministros, ganhando seu ódio e antipatia para sempre, interditando assim qualquer possibilidade de um diálogo futuro, se houvesse – e sim, ainda pode haver… – fatos ainda mais graves e absurdos, por exemplo, pelas mãos da dupla Moro/Janot.

    Ao permanecer solitário, encolhido em seu canto, pensoter optado pelo caminho mais árduo, sabendo-se sem ânimo para um massacre que viria tão brutal quanto inócuo, sem resultados EFETIVOS, se erguesse sua voz contra o golpe.  Fez muito mais bem ao país aceitando ser misturado ao julgamento comum da sociedade democrática justamente revoltada e indignada com a omissão e covardia do Supremo, ciente que caberia a ele ao menos garantir TODO DIREITO DE VOZ E RESPOSTA À PRESIDENTE DILMA ROUSSEF.   E penso que isso foi e é vital para a narrativa do tempo presente e da História, enquanto um GOLPE DE ESTADO, o horror que todos assistimos pela TV naqueles dias.

    O fecho de ouro? Mais uma vez concordo com o Nassif: pressionar o Senado a aceitar o fatiamento do julgamento, permitindo que Dilma mantivesse seus direitos políticos, sem a inelegibilidade.  Foi seu último gesto de coragem, e sim, depois de uma auto-restrição comportamental, repleta de omissões, que depõe contra seu histórico, mas só ele e mais ninguém pode dizer se em todas as suas avaliações não percebeu o quanto seria quixotesco e inútil uma “rebelião  do homem só!” – o que muitas vezes é o único caminho que resta, concordo, mas cabe a pergunta: era o caso, em relação a Lewandowski, NESSE STF, nesses tempos? Ou teria sido apenas um suicídio tolo e sem sentido?

    De mais a mais, como medir a EXAUSTÃO de um homem, seu entregar os pontos, sua ciência de que nada iria adiantar diante do que seus olhos estavem vendo e seus ouvidos escutando ali, todos os dias? E se tentou articular diálogos, testar convicções e viu que tudo estava perdido? E se percebeu que lhe cabia ainda o gesto digno de permitir à presidente que denunciasse o golpe ao mundo?

    Prefiro reconhecer tudo o que fez de bom, de digno, em minhaopinião o melhor ministro e o melhor homem ali, nas últimas décadas.

    Aos outros, não reconheço!

     

     

  65. Incógnitas
    Uma peça pro xadrez da justiça no exílio, em que a crise interna do sistema e as disputas pessoais e de entranha jurídica podem ter desdobramentos saudáveis. Sinal de fumaça? Querelas que continuarão sufocadas pela agenda política do golpe? Resultado da pressão popular, da rebeldia constitucional e cívica de alguns juízes em casos emblemáticos, do recurso contra o escritório de advocacia da LavaJato na ONU?

    Do Brasil 247, reproduzindo texto do Conjur:

    ” RECADO DE CELSO DE MELLO AO PAÍS ESTÁ NA RESSALVA DE SEU DISCURSO

    Fala do ministro decano do Supremo na cerimônia de posse da ministra Cármen Lúcia à presidência da corte tinha uma ressalva importante: o Judiciário não pode assumir as vezes de um Estado absolutista, que considera a acusação como suficiente para condenar alguém por um crime; ele usou muitas páginas para condenar os crimes de corrupção e seus efeitos danosos sobre a sociedade e sobre a ideia de Estado, mas alertou que a Justiça jamais poderá procurar subterfúgios à aplicação das regras penais

    13 de Setembro de 2016 às 09:15 // Receba o 247 no Telegram

    Por Pedro Canário, do Conjur

    Não é simples a tarefa do decano do Supremo Tribunal Federal de fazer o discurso do dia na posse do novo presidente. De uma tacada só, cabe ao orador dar as boas-vindas ao novo comandante, homenagear o que deixa o cargo e falar sobre assuntos que entenda pertinentes. Tudo isso com a consciência de que se está produzindo um documento histórico, por meio do qual pesquisadores farão um retrato do Supremo.

    Por isso, cada ideia expressa em cada palavra conta. E muito. O ministro Celso de Mello, decano do STF desde a aposentadoria do ministro Sepúlveda Pertence, em 2007, está plenamente consciente da tarefa. Até por ser considerado o historiador por excelência do Supremo.

    E diante do quadro geral dos discursos, todos clamando por um Estado mais forte, mais poderoso e mais punitivo, é normal que ouvidos desatentos tenham entendido a fala do ministro nesta segunda-feira (12/3) em homenagem à posse da ministra Cármen Lúcia como mais uma a fazer o coro dos acusadores insatisfeitos com tudo o que está aí.

    Mas o discurso de Celso de Mello tinha uma ressalva importante: o Judiciário não pode assumir as vezes de um Estado absolutista, que considera a acusação como suficiente para condenar alguém por um crime. Em seu discurso, usou muitas páginas para condenar os crimes de corrupção e seus efeitos danosos sobre a sociedade e sobre a ideia de Estado. Porém, alertou que a Justiça jamais poderá procurar subterfúgios à aplicação das regras penais.

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    A fala do decano tem contornos importantes. O Supremo está diante de um dos casos criminais de maior relevância de sua história: se é constitucional autorizar que a prisão seja executada mesmo ainda havendo recursos pedentes de julgamentos pelos tribunais superiores. Para Celso, o STF, mais do que qualquer órgão judicial, não pode tergiversar com a frase “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, conforme diz, literalmente, o inciso LVII do artigo 5º da Constituição.

    “O STF, como órgão de cúpula do Poder Judiciário nacional e máximo guardião e intérprete da Constituição, garantirá, de modo pleno, às partes de tais processos, na linha de sua longa e histórica tradição republicana, o direito a um julgamento justo, imparcial e independente, com rigorosa observância de um dogma essencial ao sistema acusatório: o da paridade de armas, que impõe a necessária igualdade de tratamento entre o órgão da acusação estatal e aquele contra quem se promovem atos de persecução penal, em contexto que, legitimado pelos princípios estruturantes do Estado Democrático de Direito, repele a tentação autoritária de presumir-se provada qualquer acusação criminal e de tratar como se culpado fosse aquele em favor de quem milita a presunção constitucional de inocência”, discursou.

    Celso está preocupado com os rumos que o tribunal que integra desde 1989 vem tomando. A corte costumava entender, como era permitido desde a Constituição de 1946, que, depois da decisão de segunda instância, já se poderia executar a pena de prisão.

    O pensamento por trás desse entendimento é o de que, depois dos tribunais locais, estão esgotadas as possibilidades de discutir provas de autoria e materialidade. Ao Supremo e ao Superior Tribunal de Justiça cabe apenas a discussão de Direito e de garantias.

    Mas, a partir de 2006, o ministro Celso de Mello foi ficando vencedor quando dizia que a Constituição de 1988 não deixa margem a dúvidas. E ela diz que só depois de esgotadas todas as possibilidades de recurso é que um réu torna-se culpado e pode ser preso.

    Em 2009, o Plenário confirmou esse entendimento. Só que, em fevereiro deste ano, o mesmo Pleno mudou de ideia e voltou atrás. Celso e o vice-decano, ministro Marco Aurélio, ficaram vencidos e visivelmente consternados. Marco Aurélio chegou a dizer que o tribunal rasgara a Constituição.

    Celso lamentou, à maneira dele. Isso porque, além do texto literal da Constituição, o próprio Código Penal faz menção ao trânsito em julgado diversas vezes para falar em execução de medidas restritivas.

    O artigo 50 do Código Penal, por exemplo, estabelece que “a multa deverá ser paga dentro de dez dias depois de transitada em julgado a sentença”, conforme redação dada o dispositivo por uma lei de 1984. Se a aplicação da parte acessória da pena exige o trânsito em julgado, por que a pena corporal não exigiria?

    A mesma filosofia segue a Lei de Execução Penal. “Transitando em julgado a sentença que aplicar pena privativa de liberdade”, diz o artigo 105, “o Juiz ordenará a expedição de guia de recolhimento para a execução”. Isso está no capítulo que fala das penas privativas de liberdade.

    Já o artigo 147, que integra o capítulo que trata das penas restritivas de direito, diz: “Transitada em julgado a sentença que aplicou a pena restritiva de direitos, o Juiz da execução, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, promoverá a execução”.

    Para o ministro Celso, o juiz brasileiro não pode ignorar esses mandamentos, todos anteriores à Constituição Federal hoje em vigor. Afora isso, está na pauta do Supremo a constitucionalidade do artigo 283 do Código de Processo Penal, que só admite a prisão definitiva depois do trânsito em julgado da condenação. Qualquer outra prisão deve ser medida processual cautelar.

    “Enfim, senhora presidente: neste singular momento em que o Brasil, situando-se entre o seu passado e o seu futuro, enfrenta gravíssimos desafios, parece-me essencial reafirmar aos cidadãos de nosso país que esta Corte Suprema, atenta à sua alta responsabilidade institucional, não transigirá nem renunciará ao desempenho isento e impessoal da jurisdição, fazendo sempre prevalecer os valores fundantes da ordem democrática e prestando incondicional reverência ao primado da Constituição, ao império das leis e à superioridade ético-jurídica das ideias que informam e animam o espírito da República”, concluiu o decano. ”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/254884/Recado-de-Celso-de-Mello-ao-País-está-na-ressalva-de-seu-discurso.htm

    13/09/2016 – 10:56

  66. Malgno Mata

    Malgno Mata; “Fui chamado de golpista no avião!”  Malgno, golpista é um elogio a vossa quixotesca figura.

  67. É mera provocação.

    E sempre caímos todos.

    Nassif é um mestre nesse tipo de artifício.

    Não que ele, pessoalmente, e ingenuamente, não coadune com o que escreveu, mas o seu ethos virtual, o de editor desse blog, o impele a traçar perfis desse tipo.

    Nassif, como extrato da classe média acredita na Justiça e que há possibilidade dela ser exercida de forma isonômica dentro do arranjo capitalista.

    Ele crê nisso, e ponto. Resta respeitar (e lamentar).

    Mas quando ele amplia essa noção pessoal a uma esfera pública, já sabendo das restrições de seu argumento, o debate explode.

    Nassif sabe que não há justiça possível a creditar na conta de um homem em se tratando da complexidade do processo e dos fenômenos nos quais o juiz citado está envolvido, ainda que tenha fé nessa possiblidade, como se esperasse um permanente milagre, ou um deus ex machina.

    O adjetivo pessoal é inócuo, porque em nenhum momento o ex-presidente do stf acenou com a possibilidade de enfrentar o golpe, ao contrário, com sua imagem pessoal de equilíbrio e justiça, ele legitimou o que se passou ali e no Senado.

    O lavandowski foi, então, o homem certo no lugar certo.

    Nenhum outro gesto seria possível a um homem justo senão renunciar ao cargo de juiz daquela corte, denunciando ipsi literis cada excrescência ali cometida, com nome correto a cada boi da manada.

    Como fez a vice-Procuradora, recentemente.

    Não se preside um golpe de forma justa.

    Diz o brocado jurídico: “Do nada, nada vem”…logo, adaptando é possível concluir que da injustiça golpista nunca poderá brotar qualquer dignidade.

     

     

    Não se preside um golpe de forma justa.

    Não se preside um golpe de forma justa.

  68. O justo que defendia aumento para marajás durante a crise?

    E isso para que o restante da população pagasse a conta das mordomias e salários desproporcionais do judiciário em plena crise econômica. Lamentável ver a própria esquerda defendendo um pelego como esse. 

  69. Haja babação

    O último ato de Lewandowski é uma afronta à Constituição. Dentre tantas outras praticadas pelo STF.

    E o que fica marcado na sua gestão é a permanente campanha por aumento salarial para o STF.

    Enfim, patético.

  70. Me desculpem a ignorância

    Me desculpem a ignorância, mas depois dos especialistas mostrarem no Senado que Dilma não tinha cometido nenhum crime, ele não poderia, como presidente do STF que era, declarar NULO o processo de impedimento da Dilma?

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