A visão liberal na refundação do Brasil: entrevista com Ana Carla Abrão

Para a economista, o Estado gasta muito e não entrega serviços básicos de qualidade - que deveriam ser o maior indutor de redução da desigualdade social

Jornal GGN – Ex-secretária da Fazenda de Goiás, a economista e consultora Ana Carla Abrão falou à TV GGN sobre propostas que precisam sair do papel para melhorar o País. Em terra de Teto de Gastos em vigor, ela avaliou que o ponto central nas discussões “não é a redução de recursos, mas como eles são alocados” nas diversas áreas.

Em seu diagnóstico, os indicadores no Brasil são muito claros em apontar que o Estado não entrega bons serviços. Não há “educação de qualidade, atendimento na saúde decente, uma segurança pública que, de fato, combata o crime e entregue ao cidadão um País mais seguro. A burocracia é lenta, processual, cara”, resumiu.

“Acho que a discussão da reforma do Estado parte desse princípio: a gente precisa de um Estado, uma máquina pública que entregue serviços públicos de qualidade, principalmente porque o serviço público básico de qualidade é o maior instrumento de redução de desigualdade social que existe, porque é ele que gera mobilidade e oportunidade”, ponderou.

“No nosso caso, ainda tem um agravante: além de não entregar serviços públicos de qualidade, gasta-se muito com a máquina pública, alocando recursos de uma forma que não está gerando resultado.”

No bate papo com Luis Nassif, a economista de vertente liberal reconheceu que uma boa parte do orçamento de diversos setores essenciais está comprometido com a folha de pagamento dos funcionários – que, a depender do setor, como os servidores da educação, ganham mal.

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Para ela, a reforma administrativa pode contornar essa situação chegando ao número correto de servidores públicos (enxugando a máquina) e “alocando os gastos com pessoal de forma não só a remunerar e valorizar o servidor público de forma correta, mas também dar condições de trabalho para eles, porque tem que sobrar dinheiro para isso.”

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2 comentários

  1. È sempre a mesma lenga lenga…..o que não dizem, e todo os estudiosos sérios da educação afirmam é o seguinte, a má qualidade da educação no país é politica de estado, não há vontade em transformar a educação publico…….o resto é conversa mole de neoliberal….

  2. Nada sobre a metade do orçamento consumida em pagamento de juros, nada sobre os beneficios fiscais bilionários sem contrapartidas, nada sobre taxação de grandes fortunas? Vai sobrar de novo tudo pro bode expiatório de sempre, o servidor?

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