5 de junho de 2026

Conheça o novo juiz da Lava Jato, Fábio Nunes de Martino

Em 2019, Martino foi um dos 270 juízes que apoiaram manifesto de Sergio Moro contra o uso de dados obtidos por hackers.
Novo juíz da Lava Jato. Crédito: Reprodução Youtube

A partir desta segunda-feira, o juiz Fábio Nunes de Martino é o novo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, após remoção de Gabriela Hardt, e responderá pelos desdobramentos das investigações da Operação Lava Jato.

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Formado em Direito pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2000), Martino é especialista em Direito Penal e Criminologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2020), mestre em Justiça Administrativa pela Universidade Federal Fluminense (2021) e mestrando em direito processual pela Universidade de São Paulo.

Em junho de 2019, Martino foi um dos 270 juízes que apoiaram um manifesto de Sergio Moro, quando hackers vazaram conversas entre o agora senador do União Brasil e Deltan Dallagnol, ex-procurador da República. O texto classifica as mensagens como um ‘diálogo interinstitucional republicano’ e afirma que elas ‘não ofendem o princípio da imparcialidade’.

“O magistrado, como centro decisório, desse complexo sistema, não se encontra impedido de dialogar com os demais atores envolvidos sobre questões não relacionadas ao mérito da ação […] Não admitimos que a excelência desse hercúleo trabalho, verdadeiro ponto de inflexão no combate à corrupção e crimes cometidos por poderosos, seja aviltada por mensagens inócuas e criminosamente obtidas”, informou o manifesto.

Antes, Martino conduzia a 1ª Vara Federal da Comarca de Ponta Grossa, também no Paraná.

Substituto

Quem também assume a 13ª Vara Federal de Curitiba, na posição de substituto, é o juíz Murilo Scremin Czezacki, responsável até então pela 2ª Vara Federal de Cascavel.

A única informação sobre o currículo de Czezacki na plataforma Lattes é a graduação em Direito pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, concluída em 2009.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. regina Lian

    19 de junho de 2023 11:56 pm

    Acredito que o fato de um juiz ter defendido o Moro depois de ouvir tudo o que foi feito na LJ é suficiente pra saber que tipo de conduta ele defende né?

    1. Sadi

      20 de junho de 2023 8:53 pm

      Concordo. Não vi nada na matéria que pudesse justificar a chamada. Defender o Moro depois de tudo que se viu não honra a toga.

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