21 de maio de 2026

Bolsonaro sinaliza que ficará em silêncio em depoimento à Polícia Federal

"Eu sigo orientação dos advogados, e eles dizem que temos de ter acesso ao processo, que é sigiloso", diz Bolsonaro
Jair Bolsonaro rodeado por jornalistas. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Jair Bolsonaro rodeado por jornalistas. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Jair Bolsonaro sinalizou que deverá ficar em silêncio durante depoimento à Polícia Federal previsto para acontecer na quinta-feira (22). O ex-presidente é investigado por supostamente ter integrado a “organização criminosa” que planejou um atentado contra a democracia em 2022.

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“Eu sigo orientação dos advogados, e eles dizem que temos de ter acesso ao processo, que é sigiloso. Se os advogados tiverem acesso até amanhã, obviamente que vou falar. Agora, se o advogado falar que não tivemos acesso… É um processo bastante longo, de mil páginas, e temos de tomar conhecimento”, disse Bolsonaro.

No início de fevereiro, Bolsonaro foi alvo de buscas e apreensões e teve o passaporte retido no âmbito da Operação Tempus Veritatis, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. >>> Veja quem foi alvo da Operação Tempus Veritatis.

Além de entrar com uma ação para tentar declarar Moraes suspeito e afastá-lo do julgamento, a defesa de Bolsonaro requereu a devolução do passaporte e o adiamento da oitiva na PF, alegando que não teve amplo acesso aos autos. Moraes negou o pedido e Bolsonaro terá de comparecer, embora tenha direito de permanecer em silêncio.

“Aí está o respeito ao Estado Democrático de Direito, do devido processo legal. Ninguém pode ser julgado sem saber por que está sendo julgado”, disse Bolsonaro na manhã desta quarta (21), durante entrevista à rádio CBN.

Questionado enfaticamente se pretende ficar em silêncio no depoimento à Polícia Federal, Bolsonaro repisou: “Os advogados que decidem.”

Estratégia de defesa

Às vésperas do depoimento marcado na PF, Bolsonaro alegou na entrevista à CBN que “golpe via [decreto de] estado de sítio é estorinha”, “um crime impossível”.

Na tese do ex-presidente, o golpe seria impossível de dar sozinho, sem anuência do Congresso, porque o decreto de estado de sítio seria encaminhado – independente da posição dos conselhos consultivos – ao Parlamento. “Não é do presidente a palavra final, é do Congresso”, argumentou Bolsonaro.

“Se o Parlamento disser não, acabou o estado de sítio. Então, não é o presidente quem decreta o estado de sítio. A imprensa tem dito que era um golpe via estado de sítio. Isso não existe. Tem gente do meu lado, que trabalhou comigo, presa por um crime impossível de acontecer”, sustentou Bolsonaro.

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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