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Fofocas, calúnias e a idiotização do brasileiro, por Carlos Motta

Fofocas, calúnias e a idiotização do brasileiro

por Carlos Motta

A internet e os aparelhos chamados de "smartphones" revolucionaram as comunicações de tal maneira que hoje a antiguíssima frase "nenhum homem é uma ilha" deixou de ser uma licença poética. 

Os mecanismos de busca do tipo Google possibilitam obter, instantaneamente, praticamente qualquer tipo de informação que se queira.

Centenas de anos de conhecimentos acumulados por todos os povos deste planeta estão à disposição - basta um clique e lá vem uma torrente de tesouros preciosos.

Ou não.

A internet também é o maior depósito de lixo, todo tipo de lixo, que existe.

Ela é o exemplo perfeito da incomensurável capacidade do ser humano de se autodepreciar como espécie.

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Há algo de novo em termos de violência contra a mulher, por Matê da Luz

Há algo de novo em termos de violência contra a mulher

por Matê da Luz

É, eu sei. 

Ainda falta. E falta muito, mas muito mesmo, especialmente para as mulheres negras, as pobres, as carentes, as isoladas. Mas é relevante e vale inclusive para alimentar o diálogo em busca de soluções para todas estas - e tantas outras. 

Lírio Parisotto, ex-companheiro de Luiza Brunet, foi condenado a um ano de prisão por agressão física à ex-modelo e, enfim, deixa de lado a boataria que, na época, questionava se havia mesmo ocorrido o abuso. Porque ela não estava no Brasil, porque ela não fez o que algumas pessoas julgaram ser o caminho comum em casos assim e porque Luiza é, afinal de contas, uma mulher. Você já percebeu que uma mulher quase sempre está precisando provar algo pra alguém, até mesmo pra si própria? Pois é... não basta estar com os olhos visivelmente machucados, costelas quebradas. Ela precisa provar. 

Aqui onde moro, nesta semana, presenciei uma agressão em plena luz do dia. O cara, marido da vítima, arrancou o celular dela de suas mãos, jogou longe e partiu pra cima, como numa briga de rua mesmo. Com socos. Você já presenciou alguém apanhando assim, com socos? O barulho oco daquela força, que é mais do que física? É uma força moral estampando escortidão na cara. Olha, não é fácil não. Haja boldo, estômago e cabeça pra tomar alguma atitude na hora. Quase não consegui mas, amparada por outras pessoas que passavam pela rua, socorremos a moça. Levamos pra dentro de um prédio público e, então, acionamos a polícia. 

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Mensagens do Iluminismo para o Brasil atual, por Franklin Frederick

Mensagens do Iluminismo para o Brasil atual

por Franklin Frederick

De Diderot ao Ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva:

“É uma glória ser odiado por certos homens.”

( Il y a des hommes dont il est glorieux d’être hai.)

De Diderot ao STF:

« ...a fraqueza que não sabe nem impedir o mal nem fazer o bem multiplica a tirania.”

«(...la faiblesse qui ne sait ni empêcher le mal ni ordonner le bien multiplie la tyrannie)»

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O espantalho da corrupção: uma carta a Deltan Dallagnol, por Sergio Saraiva

Prezado Deltan Dallagnol, não foi sem um bom bocado de preocupação que terminei a leitura de mais um dos seus artigos para a imprensa, neste caso, o ”As ilusões da corrupção” para a Folha de São Paulo de 04 de junho de 2017.

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Dallagnol parece corromper a justiça pregada por Jesus Cristo, por Laurez Cerqueira

Do Blog Laurez Cerqueira

Posso estar redondamente enganado, mas lá no fundo da minha alma algo me diz que Lula não será condenado, por falta de provas.

A rebelião popular e a repercussão nacional e internacional seriam tamanha que o Juiz Sérgio Moro e os procuradores liderados por Dallangnol iriam de vez para o canto da história destinado aos injustos.

A perseguição e a finalidade da operação Lava-Jato ficariam reluzentes e expostas em praça pública para sempre. Como ficou o caso dos dois operários Sacco e Vanzetti, condenados à morte nos Estados Unidos, em 1927, sem provas, por um juiz, mesmo tendo sido inocentados por um homem que assumiu a autoria dos crimes, em 1925.  O juiz desprezou as provas e julgou baseado em convicções próprias por razões políticas.

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Dos acertos de Lula, seu erro maior, e do que precisamos em nosso tempo, por Eduardo Ramos

Foto: Instituto Lula

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Dos Campos de Aracoara para o Império do Ensino Pago, por Jair Antonio Alves

Em que parte do Brasil nasceu à República? É provável que tenha surgido nas disputas políticas tendo como cenário, os bares, os prostíbulos, os batalhões do Exército de Deodoro e Floriano, na cidade do Rio de Janeiro. Porém, a força econômica que movimentou fortunas e moveu levas imigratórias tenha impulsionado (como nos tempos atuais), as transformações políticas e sociais que podem ter iniciado no centro da Província de São Paulo.  Hoje, paradoxalmente, a cidade governada (novamente), pelo ex-ministro das Comunicações do governo da ex-presidenta, Dilma Rousseff.

Falamos de, Edinho Silva, hoje Prefeito da cidade de Araraquara que há dois séculos antes foi conhecida como, “Campos de Aracoara”. No ano em que Araraquara completa duzentos (200,00) anos e, no texto que vem a seguir pretendemos trazer à cena um Roteiro (quem sabe o DNA de nossas riquezas), mas, também de nossas mazelas.

 

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JBS: o lado obscuro de uma história mal contada, por Perpetua Almeida e Ronaldo Carmona

JBS: o lado obscuro de uma história mal contada

por Perpetua Almeida e Ronaldo Carmona

Os episódios da delação da JBS, que feriram de morte o governo Temer, apresentam um outro lado da moeda até agora pouco observado e de graves repercussões estratégicas para o interesse nacional. Primeiro, de natureza geopolítica. Segundo, relacionado a própria estratégia de desenvolvimento do país. 

Na história da ascensão das nações a condição de potência mundial – desde a Companhia das Índias da Holanda no século XVII à atual expansão chinesa neste século XXI –, grandes grupos empresariais nacionais sempre constituíram vértebras de expressão do poder nacional e instrumentos de adensamento da presença do país-sede destas empresas no sistema internacional. 

Via de regra, grupos empresariais formam-se a partir de uma potencialidade instalada no país que promove sua internacionalização e pelo Estado são fomentadas e incentivadas. As empresas norte-americanas de tecnologia (como Apple, Google, Facebook ou Amazon) originaram-se a partir da excelência do Vale do Silício. A Siemens alemã projetou-se internacionalmente a partir da excelência de um parque industrial e cientifico desta poderosa economia. Muitos outros exemplos seguem esta regra. 

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Pode Lula fazer mais?, por Fernando Horta

Pode Lula fazer mais?, por Fernando Horta

O discurso de Lula no congresso nacional do Partido dos Trabalhadores, na quinta passada, foi mais curto e errático do que costuma ser. A verdade é que o ex-presidente sente o peso que hoje tem, como única figura de esquerda capaz de barrar o avanço conservador. O partido tenta dar-lhe ao mesmo tempo apoio e abrigo. Não é pouco o que Lula enfrenta. Afora uma caçada midiática diuturna, Lula ainda lida com o lawfare da República de Curitiba e seus experts em Powerpoint, pedalinhos e documentos sem assinatura. A perda de dona Marisa Letícia (homenageada no Congresso) e o constante assédio aos familiares do ex-presidente completam um quadro nefasto que o líder, de 70 anos, impressiona ao enfrentar de forma tão aguerrida.

Não há outra alternativa, dirão alguns. Eu discordo. Existem outras alternativas para Lula, talvez não para a esquerda brasileira neste momento. Para piorar as coisas, Guilherme Boulos escreve afirmando que Lula não unificará as esquerdas “fazendo mais do mesmo”. Permita-me discordar meu caro Boulos, diante da atual situação, mais do mesmo de Lula estaria já de muito bom tamanho. Tentam incitar o ex-presidente a um caminho de maior acirramento, de maior enfrentamento. Tentam fazer do Lula de 70 anos um lutador por reformas de base que lula não foi com 50 ou 60.

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In dubio pro democracia!, por Fernando Horta

In dubio pro democracia!

por Fernando Horta

O professor Pedro Serrano acredita que emenda pelas “diretas já” seria inconstitucional. Serrano, é uma potente voz neste assunto. O professor afirma que a emenda viria de um “casuísmo”, uma legislação ad hoc, feita para um momento extraordinário, diferenciado. Serrano tem se pautado pela negação de qualquer ato de exceção, buscando fortalecer as instituições ao invés de solapá-las. A lei serve para os momentos ruins e para os bons. Sem distinção.

Já o professor Yuri Carajelescov acredita que as eleições indiretas não estão previstas no nosso ordenamento. A lei que regula este tipo de situação é de 1964 e não teria sido recepcionada pela constituição de 1988. Recepcionar uma lei é um termo técnico que os juristas usam para quando os legisladores aceitam absorver uma lei originada anteriormente à constituição. Aproveita-se a positivação anterior desde que não em tensão com o novo ordenamento. Carajelescov também cita o fato de não ter havido posse correta de Temer, eis que o impeachment que deu origem à vacância não seria legítimo. E em não havendo posse legítima não há vacância que enseje a lei de 64. Estaríamos num limbo e bem viria uma PEC para eleições diretas.

Na última terça um grupo de juristas da UFRJ (doutores, José Ribas Vieira, Vanessa Batista Berner, Lilian Balmant Emerique, Carolina Machado, Cyrillo da Silva e Fabiano Soares Gomes) escreveram artigo informando que a Lei de 64 (a que fala de eleições indiretas) está em desacordo com a constituição de 88 (notadamente o artigo 14 que fala da soberania popular e do sufrágio universal). Afirmam que o correto seria eleições diretas.

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Individualismo, a aceitação do outro e a condição humana, por Rafael de Paula Aguiar Araújo

Individualismo, a aceitação do outro e a condição humana

por Rafael de Paula Aguiar Araújo

Tenho pensado um bocado sobre a forma como temos construído nossos projetos de vida e escolhido nossas ações. Uma série de ideias e algumas situações vividas recentemente me levaram a pensar essas coisas que gostaria de compartilhar aqui. Sempre tenho comigo que a rede social possa servir para levar uma nova perspectiva a alguém, quem sabe essas palavras não disparem reflexões?

Na semana passada, durante uma aula, conversávamos sobre dois conceitos de Max Weber, a ética da responsabilidade, que aponta para ações coletivistas, e a ética da convicção, que aponta para ações individualistas. E falávamos da forma como o universo tecnológico ampliou nosso isolamento. Ao mesmo tempo em que fiquei ruminando essas ideias, dando forma à relação que guardam entre si, olhava para os absurdos que estamos presenciando a nossa volta. A cada dia vemos exemplos de intolerância, que resultam de posicionamentos austeros, convictos. Será que esse movimento tem a ver apenas com o despreparo político, ou com enfrentamentos ideológicos, ou terá a ver com escolhas pessoais, que se voltam ao miúdo do dia a dia, aos nossos projetos e vontades? Eu entendo que é muito importante tentarmos compreender como nossas ações, por inofensivas que pareçam, desencadeiam ações nos outros, de tal forma que da mesma maneira que um gesto de carinho resulta na felicidade de alguém, nossas atitudes contribuem, voluntária ou involuntariamente, para situações de injustiça. Aqui me refiro à desigualdade racial, de gênero, de classe e tantas outras assimetrias sociais que fingimos não nos dizer respeito.

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2013: as selfies revolucionárias horizontais e apolíticas, por Fernando Horta

Foto Fernando Frazão/AgBrasil

2013: as selfies revolucionárias horizontais e apolíticas

por Fernando Horta

É indiscutível que a compreensão da situação brasileira atual passa pelo entendimento sobre o que, de fato, aconteceu em 2013. Em março de 2013 a aprovação de Dilma era de 79%, em junho era de pouco mais de 30%. Saliente-se que em 2013 não houve deterioração efetiva de nenhuma variável econômica. Apenas blogs de economistas da direita ventilavam “explicações” sobre a “contabilidade criativa”, dando o tom dos termos que viriam a serem usados contra o Brasil quase 3 anos depois. Em junho de 2013, Dilma sofreu um intenso ataque midiático e não teve presteza para se defender.

Para mim, 2013 é a maior prova de que o pós-modernismo nada tem a oferecer como ferramenta de luta contra um capitalismo financeiro transnacional aliado à onipresença das redes sociais e comunicação imediata. Os protestos de 2013, dizem, tinham uma pauta centrada no transporte público urbano. Deveria se esperar que os ataques danificassem os índices de aprovação dos governos municipais e talvez estaduais. Ressalte-se que em abril, antes dos protestos portanto, Dilma cortava impostos federais sobre o combustível e aumentava o percentual de álcool e em outubro, Dilma novamente mexia na política de preços dos combustíveis para oferecer margem aos municípios na negociação da questão do transporte.

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A ditadura ainda não é um fantasma, por Urariano Mota

A ditadura ainda não é um fantasma

por Urariano Mota

Na semana passada, com o Exército nas ruas de Brasília para reprimir a “baderna” nos protestos contra Temer, mais de uma pessoa lembrou as imagens do golpe de 1964. Nessa associação entre o que foi e o presente, alguns analistas falaram em fantasmas da ditadura que voltavam às ruas.  Mas penso que não é fantasma um regime ainda insepulto, apesar do novo tempo da democracia que vivemos. Quero dizer, não pode estar morto esse tempo que não foi assimilado como tragédia. Os crimes contra os direitos humanos dessa época ainda estão impunes. E mais grave, o drama humano dos assassinados e guerreiros não é sequer conhecido pelos mais jovens.  

Nos limites deste espaço, divulgo um trecho do meu próximo romance “A mais longa duração da juventude” nas linhas a seguir.

Por que Soledad Barrett caiu no vulgaríssimo laço do Cabo Anselmo? Eu não posso, ninguém pode escrever um teorema das relações humanas. Para os sentimentos não há um conjunto de frases lógicas, num crescendo que se revela ao fim um desastre. Numa tragédia, CQD, Como Queríamos Demonstrar. Não sou mecânico ou cruel, porque falo à luz da viva experiência. Nos anos da ditadura, os militantes mais ardorosos queriam imprimir no coração o imediato de suas convicções partidárias. Às vezes nem era preciso gravar a impressão do panfleto, porque já estava inscrito. Quero dizer, havia mistura de sentimentos, vários, dos mais piedosos da formação cristã a palavras de ordem....

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Doria: Nazismo na Cracolândia, por Aldo Fornazieri

Doria: Nazismo na Cracolândia

por Aldo Fornazieri

Em nome do combate ao tráfico de drogas, da cidade linda e da reurbanização da região da Luz, o prefeito Dória, com o apoio do governo do Estado, desencadeou um verdadeiro pogrom na região da Cracolândia. Pogrom é um termo de origem russa nascido para designar as ações de massacres contra judeus no século XIX. Mas o termo se generalizou e designa ações violentas (assassinatos, expulsões e agressões) praticadas pelo Estado, por forças policiais ou paramilitares contra grupos sociais ou étnicos específicos. Essas ações transitam desde massacres e extermínios até a dispersão e o desalojamento geográfico desses grupos vitimizados. O nazismo usou os pogroms em larga escala. O pogrom nazista mais famoso é conhecido como "A Noite dos Cristais", ocorrido em 1938, no qual foram queimadas sinagogas, judeus assassinados, lojas saqueadas e destruídas, tudo com o beneplácito do Estado nazista.

O pogrom oficial de Dória não chegou a tanto, mas teve dispersão de uma comunidade de doentes e dependentes químicos, várias bombas, agressão policial, lojas fechadas, pessoas despejadas, derrubada de casas sobre moradores, interdição de áreas com uso de força armada, trabalhadores e crianças saindo apenas com a roupa do corpo e pessoas proibidas de entrar em suas próprias casas. Expressando a ideologia típica da elite branca dos Jardins, o prefeito Dória mostrou-se valente contra doentes e moradores de rua e, no alto da sua arrogância, decretou, por ato de vontade, o fim da Cracolândia para todo o sempre. Governar por atos de vontade e ao arrepio da lei é uma conduta típica dos totalitários de todos os tipos e do nazismo em particular.

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O fascismo sem máscaras, por Fábio de Oliveira Ribeiro


Foto: Divulgação

FHC disse a Michel Temer que ele deveria ficar no poder, Tasso Jereissati aplaudiu a utilização de militares contra o povo brasileiro e Aloysio Nunes se recusa a deixar o governo do usurpador. Os três rejeitam a realização de eleições diretas. Na pior das hipóteses querem impor ao país um governante eleito pelo mesmo Congresso que foi quase todo comprado pela JBS.

Durante décadas estes três cidadãos se disseram politicamente liberais e adeptos do socialismo ou, no mínimo, da preservação e ampliação de uma rede de seguridade social que permitisse aos brasileiros sair da miséria absoluta. Neste exato momento eles apoiam a rápida, irresponsável e perversa destruição dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários dos brasileiros. O ideal que eles compartilham é o da exclusão. Para eles - apesar de todas as Convenções e Acordos internacionais que obrigam o Brasil a cuidar dos seres humanos em situação econômica fragilizada - o Estado só deve garantir os privilégios senhoriais de algumas castas de servidores eleitos e concursados.

As máscaras que FHC, Tasso Jeirissati e Aloysio Nunes usaram para granjear popularidade se desmancharam no ar. Para entender como isto ocorreu citarei Gaston Bachelard:

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