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Internacional

O programa secreto do capitalismo totalitário, por George Monbiot

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

no Outras Palavras

O programa secreto do capitalismo totalitário

Por George Monbiot

originalmente em The Guardian, de Londres.

Como Charles Koch e outros bilionários financiaram, nas sombras, um projeto político que implica devastar o serviço público e o bem comum, para estabelecer a “liberdade total” do 1% mais rico.

É o capítulo que faltava, uma chave para entender a política dos últimos cinquenta anos. Ler o novo livro de Nancy MacLean, Democracy in Chains: the deep history of the radical right’s stealth plan for America [Democracia Aprisionada: a história profunda do plano oculto da direita para a América] é enxergar o que antes permanecia invisível.

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O Rei Sol e o Amigo Americano, por Pepe Escobar

O jantar no Jules Verne e a nota (em €), que não foi paga por Marcelo Odebrecht

O Rei Sol e o Amigo Americano

por Pepe Escobar

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

original no Asian Times

Mas e o que Donald Trump e o presidente francês Emmanuel Macron realmente conversaram durante aquela efusiva cena francesa 'dos rapazes'? Sendo a França, comecemos pelo que realmente conta: a gastronomia.

Sim, aquele jantar no restaurante Jules Verne de preços absurdamente caros de Alain Ducasse na Tour Eiffel. Ótima mesa junto à janela, com bela vista. Só os grandes, com esposas, Melania e Brigitte. Os Macrons são falantes fluentes de inglês. Nenhum vazamento escapou do Palácio Eliseu.

 

O restaurante é parte do império de Ducasse em expansão, gerenciado pelo empresário Xavier Alberti, casado com Audrey Bourolleau, que por acaso é conselheira de agricultura do presidente Macron.

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Abertura do Brasil ao mercado internacional é incompatível com táticas adotadas pelo mundo

Abrindo o mercado, Brasil tenta a todo custo entrada na OCDE: como atuam os demais países e como Temer poderá enfraquecer a economia nacional versus a soberania do país
 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
 
Jornal GGN - Como mais um avanço para tornar o Brasil adepto à economia de livre mercado, Michel Temer pleiteou em junho deste ano a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Documento obtido pela oposição na Câmara dos Deputados revela que se o preço para essa aliança não será barato ao Brasil, o presidente da República vem dando sinais positivos de que submeterá a nação a exigências desproporcionais, sequer assumidas pelos demais 35 países membros. Reformas são sinais claros de que o mandatário atenderá a mudanças estruturais na economia brasileira em nome do mercado livre.
 
Partindo de um mesmo plano, o pedido para o Brasil ser aceito na OCDE foi enviado no dia 3 de junho, como uma das estratégias do governo peemedebista para tornar o país atraente ao investimento estrangeiro, aliada a outras medidas como a aprovação das reformas trabalhista, previdenciária e fiscal. O objetivo de Temer era tornar a relação já bilateral com os países da Organização ainda mais forte. Entretanto, as 35 nações integrantes – com grande parte formada por ricas economias – exigem contrapartidas.
 
"A solicitação brasileira segue-se à bem-sucedida execução do programa de trabalho que resultou do Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e a OCDE em 2015. Insere-se no marco dos esforços do governo brasileiro para consolidar o desenvolvimento sustentável e inclusivo, com a modernização da gestão e aproveitamento da larga experiência em políticas públicas comparadas da Organização", divulgou o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, no dia 30 de maio deste ano.
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Rumo ao oriente, por Gustavo Gollo

Os chineses decidiram ter chegado a hora de assumir as rédeas do mundo. Em vista disso, resolveram deixar claro o fato de ser a China a maior economia do planeta. Com esse propósito, alteraram a metodologia de cálculo do PIB passando a incorporar áreas econômicas antes omitidas com o intuito de fazer a economia chinesa parecer menor do que era de fato; lembrem-se que seus antagonistas, os EUA, investem muitos bilhões em destruição e nunca demonstraram pudor em ostentar seu poderio bélico.

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Bilhões de dólares em armas para os jihadistas sírios: quem as forneceu?

Bilhões de dólares em armas para os jihadistas sírios: quem as forneceu?

Por Thierry Meyssan, no Réseau Voltaire.

Tradução de Ricardo Cavalcanti-Schiel

Ao longo de 7 anos, bilhões de dólares em armamento ingressaram ilegalmente na Síria, fato suficiente para desmentir a narrativa pela qual essa guerra seria uma revolução democrática.

Por ocasião da libertação de Alepo e da captura do estado-maior saudita que aí se encontrava, a jornalista búlgara Dilyana Gaytandzhieva constatou a presença de armas do seu país nos recém abandonados depósitos dos jihadistas. Ela anotou cuidadosamente os registros inscritos nas caixas e, de regresso à Bulgária, investigou a forma como essas armas teriam chegado à Síria.

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O peso do compromisso, por Daniel Afonso da Silva

O peso do compromisso

por Daniel Afonso da Silva

L’histoire nous dépasse” [A história é maior que nós]. Essa tem sido a tônica do presidente Emmanuel Macron para justificar receber o presidente Donald J. Trump como convidado especial da festa nacional francesa no dia 14 de julho de 2017.

A tópica do festejo deste ano foi a celebração do centenário do ingresso dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial ao lado da França em 1917. Soldados norte-americanos participaram da preparação da comemoração e desfilaram ao lado dos soldados franceses. Seria formalmente minimamente deselegante deixar de solicitar a presença do mandatário norte-americano no evento.

O presidente francês oficializou o convite. E foi correspondido. Mas não por decoro, elegância, educação. E sim pela realpolitik.

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Curdos: a nova bucha-de-canhão dos Estados Unidos no Oriente Médio

Foto Diário Liberdade

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

no Blog do Alok

(traduzido pelo Coletivo Vila Vudu), originalmente em AlraiMediaGroup

Curdos: a nova bucha-de-canhão dos Estados Unidos no Oriente Médio

por Elijah J. M.

O líder do Curdistão Iraquiano, presidente Masoud Barzani, convocou um (segundo) referendum geral sobre a independência dos curdos, com data já marcada para 25 de setembro desse ano. Parece determinado a concretizar o sonho de estabelecer um estado curdo no Oriente Médio.

Esse movimento coincide com o apoio, pelo governo dos EUA, aos curdos sírios nas províncias do norte, em al-Hasaka, Raqqah e Deir al-Zour. O objetivo é constituir outra Federação Curda que siga os passos dos "irmãos" iraquianos – ou até mesmo os preceda. Leia mais »

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Mundo chama Lula de herói dos trabalhadores que foi condenado por corrupção

 
Jornal GGN - Menos de uma hora após o anúncio da condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sérgio Moro, e os principais jornais do mundo já estampam nas manchetes os nove anos e seis meses de prisão do ex-presidente brasileiro. Alguns noticiários fizeram uma retrospectiva do líder, apresentando-o como o responsável pelo "milagre econômico" no Brasil e o "heroi dos trabalhadores". Outros trataram de somente reproduzir as agências de notícias internacionais.
 
No primeiro dos casos está o jornal mexicano El Universal: "Depois de ver sua afilhada política, Dilma Rousseff, sendo destituída pelo Senado, o patriarca da esquerda que presidiu o maior país da América Latina entre 2003-2010 recebeu outro golpe", narrou o periódico.
 
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ONU aprova Tratado de Proibição de Armas Nucleares, por Leonam Guimarães

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Foto: ONU

Do Defesa Net

ONU aprova Tratado de Proibição de Armas Nucleares

por Leonam Guimarães

Liderados pelo Brasil, México, África do Sul, Áustria e Nova Zelândia, os países que se reuniram em conferência das Nações Unidas em Nova York aprovaram em 7 de julho de 2017 o Tratado de Proibição de Armas Nucleares (TPAN), sendo esse o primeiro instrumento vinculativo multilateral de desarmamento nuclear negociado em 20 anos, desde o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de 1968.

"O tratado representa um passo e contribuição importante para as aspirações comuns de um mundo sem armas nucleares", disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, após sua adoção. "Espero que este novo tratado promova um diálogo inclusivo e uma cooperação internacional renovada visando alcançar o objetivo há muito atrasado do desarmamento nuclear", acrescentou.

O tratado, que foi aprovado por 122 votos a favor de um contra (Holanda), com uma abstenção (Cingapura), proíbe a gama completa de atividades relacionadas com armas nucleares, como desenvolver, testar, produzir, fabricar, adquirir, possuir ou armazenar armas nucleares ou outros dispositivos explosivos nucleares, bem como o uso ou ameaça de uso dessas armas.

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Em documento final, G20 isola EUA ao afirmar que Acordo de Paris é irreversível

Foto: Divulgação/PR

Por Alex Rodrigues

Da Agência Brasil

Reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para discutir os principais desafios econômicos globais, os representantes políticos das 20 maiores economias mundiais (G20) reafirmaram, no documento final da cúpula, a determinação de enfrentar conjuntamente questões como a pobreza, o terrorismo, o deslocamento forçado de populações, o desemprego, a desigualdade de gênero e as mudanças climáticas.
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A presidência Trump e o Brasil, por Andre Araujo

As bases que levaram à eleição do empresário e a estrutura do seu governo nesses primeiros meses

Imagem CNN
Foto: CNN

Por Andre Araujo

Resumo de palestra proferida em evento da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra-ADESG.

Porque Trump foi eleito

A eleição de Donald Trump surpreendeu o mundo e surpreendeu a elite pensante dos EUA que não acreditava que um “outsider” de reputação controversa pudesse ser eleito Presidente dos EUA contra a poderosa máquina eleitoral do Partido Democrata e, pior ainda, sem o apoio fechado de seu próprio partido, onde tinha e tem inimigos poderosos.

A eleição de Trump tem três causas principais:

A primeira foi a FRAGILIDADE da candidatura de Hillary Clinton, uma candidata imposta pelo controle da máquina partidária e não pelo consenso dos eleitores simpáticos ao partido.

Outras candidaturas como, por exemplo, a do Vice Presidente Joe Biden, teriam mais simpatia dos eleitores. Por outro lado, jamais conseguiriam vencer a barragem que o comando do casal Clinton somado a outras poderosas influencias, a do financista George Soros através de sua Open Society, que tinham sobre a máquina eleitoral das primarias do Partido Democrata.

Por outro lado, a candidata Hillary Clinton não apresentou ao país uma visão de futuro e um projeto de governo que não fosse apenas a continuidade do governo Obama.
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A cruzada dos norte-coreanos para fugir do país

Documentário produzido por televisão portuguesa mostra a dificuldade dos refugiados para chegar até Coreia do Sul 

Jornal GGN - Um documentário produzido pelo canal português Sic Notícias mostra a dificuldade que os cidadãos norte-coreanos enfrentam para fugir do país que, desde os anos 1950, está sob a ditadura do Partido dos Trabalhadores da Coreia, hoje liderada por Kim Jong-un, filho de Kim Jong-Il e neto de Kim Il-sung, fundadores do único partido permitido naquela nação. 

Grande maioria dos refugiados são mulheres que são enganadas pelas atravessadores com a promessa de saírem em liberdade da Coreia do Norte pelas rotas ilegais mas que acabam sendo vendidas como trabalhadoras forçadas para prostíbulos na China. A reportagem acompanha também o trabalho de um grupo de religiosos da Coreia do Sul que, com a ajuda de fieis, junta dinheiro para conseguir realizar a travessia de refugiados do país inimigo, fazendo uma rota obrigatória por dentro da China, país parceiro da ditadura do Norte que proíbe a prática. Todos os anos os chineses detém milhares de norte-coreanos que são reenviados ao país de origem onde são condenados por tentarem fugir com penas que vão de trabalhos forçados a execução. 

"Os chineses não têm misericórdia, dão penas muito pesadas", conta Kin Gin, um coreano do norte que trabalha na travessia de refugiados da China para a Coreia do Sul. Ele chegou a ficar três anos detido no campo de concentração mais rígido do seu país de origem por ter sido pego na China. Assim que voltou em liberdade, fugiu novamente. 

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Especialistas debatem drama dos refugiados no século XXI

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Refugiados na Macedônia. Foto: Dragan Tatic

Do Vermelho

 
Já se passaram mais de sete décadas desde o fim da última grande guerra mundial, mas é agora, em 2017, que atingimos a maior cifra de pessoas deslocadas da história: 70 milhões. Os deslocamentos forçados contemporâneos são resultado de guerras locais, violência generalizada e fenômenos naturais. O tema, considerado o grande drama do começo deste século, foi debatido na manhã desta quinta-feira (8) no Salão do Livro Político, em São Paulo, por especialistas e refugiados. 
 
Por Mariana Serafini

O painel Guerras Globais, Refugiados Locais contou com a participação do professor de Relações Internacionais da PUC Reginaldo Nasser, do doutor em literatura alemã Tercio Redondo, do jornalista refugiado congolês Christo Kamanda, da autora da obra Nakba, um estudo sobre a catástrofe palestina, Soraya Misleh, e do refugiado palestino Isam Ahmad Issa, que participou do filme Era o Hotel Cambridge, lançado recentemente no Brasil. 

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Guerra mundial: soam os tambores, por Gustavo Gollo

Guerra mundial: soam os tambores, por Gustavo Gollo

Já se podem ouvir os tambores de guerra americanos nos arredores da Coreia do Norte após a chegada à região do segundo porta-aviões americano, acompanhado de costumeira escolta. A presença de duas dessas esquadras em uma mesma localidade sugere a iminência de guerra, cuja justificativa será o desenvolvimento de tecnologias de lançamento de foguetes pela Coreia do Norte, e cujas consequências são imprevisíveis. Teme-se a generalização do conflito, a irrupção da terceira guerra mundial, bilhões de mortes e sofrimento generalizado por todo o planeta; a situação é gravíssima, apocalíptica.

Foi anunciado, ainda, o envio do terceiro porta-aviões ao local, acompanhado também de esquadra. A tríplice bravata, ao estilo histriônico do presidente americano, corresponde a um grande erro estratégico por expor as 3 poderosas embarcações ao fogo inimigo em caso da deflagração do ataque, razão que imporá o retorno de um dos porta-aviões a sua base logo após a chegada do terceiro.

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Guerra mundial: a propaganda, por Gustavo Gollo

​Guerra mundial: a propaganda, por Gustavo Gollo

Guerras necessitam de apoio popular, razão pela qual costumam ser precedidas por ataques através dos meios de comunicação: primeiro se fabrica um Judas, depois se malha o Judas; costuma ser essa a dinâmica dos conflitos.

Quando eu era criança, ensinavam nas aulas que, muito tempo atrás, o Paraguai tinha sido governado por um ditador sanguinário que levou Argentina, Brasil e Uruguai a se unirem contra ele e massacrar toda a população paraguaia. A “justificativa” parecia adequada a nossas mentes infantis. Justificativas de guerras, se analisadas racionalmente, costumam ser inusitadas.

A Coreia do Norte é o grande Judas do momento, e já teria sido atacada há muitos anos caso não possuísse considerável capacidade de retaliação devida a seu enorme poderio bélico, incluindo bombas atômicas.

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