4 de junho de 2026

Advogado de Delcídio renuncia defesa do senador

Gilson Dipp abandona defesa no Conselho de Ética por não saber da suposta delação premiada

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Advogado de Delcídio do Amaral abandona caso do senador no Conselho de Ética

Jornal GGN – Gilson Dipp, advogado que estava cuidando do caso do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), no Conselho de Ética do Senado, divulgou comunicado nesta sexta (04) pedindo que seja excluído da representação de defesa do parlamentar.

Na carta, que foi anexada ao processo do senador, Dipp explica que o motivo para o abandono do caso é “de foro íntimo”, porém as notícias sobre a suposta delação premiada de Delcídio ajudaram na decisão.

“Como minha defesa se baseava nos fatos existentes, o surgimento de fatos que não eram de conhecimento da defesa impedem a permanência do advogado no comando da causa”, explicou Dipp afirmando em seguida que ele, assim como outros defensores do Senado, não sabia que Delcídio estava negociando um acordo de delação.


Agência Brasil

Advogado deixa defesa de Delcídio no Conselho de Ética do Senado

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

O advogado de Delcídio do Amaral (PT-MS) no Conselho de Ética do Senado, Gilson Dipp, renunciou hoje (4) à defesa do senador. Dipp encaminhou um comunicado oficial para ser anexado ao processo informando que renuncia a todos os poderes de defensor outorgados pelo senador e pedindo que seu nome seja excluído da representação. Dipp defendia o senador em processo por quebra de decoro parlamentar.

Dipp explicou que decidiu deixar o caso por questão “de foro íntimo”, mas reconheceu que as notícias sobre a suposta delação premiada de Delcídio o levaram a tomar essa atitude. O advogado disse que não sabia que Delcídio estava negociando o acordo e que a nova postura dele é incompatível com a defesa que vinha sendo feita no Conselho de Ética do Senado, na qual se alegava a inocência do senador.

“Como minha defesa se baseava nos fatos existentes, o surgimento de fatos que não eram de conhecimento da defesa impedem a permanência do advogado no comando da causa”, explicou o advogado.

Gilson Dipp evitou criticar Delcídio pela decisão de fechar o acordo de delação premiada. Segundo o advogado, essa é uma questão pessoal a ser definida pelo senador em conjunto com a defesa dele na Justiça.

Dipp reafirmou que os defensores do Senado desconheciam a negociação. “Eu não participei de nada disso. Eu só atuo no Conselho de Ética. Eu não sabia da existência desse acordo. Nem eu, nem os advogados que atuam no conselho”, afirmou. A defesa do mandato de Delcídio ficará agora a cargo de outros dois advogados que atuam nessa esfera.

O acordo de delação premiada não foi confirmado pelo senador. De acordo com reportagem divulgada ontem pela revista IstoÉ, o acordo tem 400 páginas e está pendente de homologação pelo Supremo Tribunal Federal. No acordo, Delcídio teria admitido, entre outras coisas, que tentou subornar a família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que este não fechasse acordo de colaboração com o Ministério Público. Segundo a revista, Delcídio fez isso a mando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. Ivan de Union

    4 de março de 2016 9:35 pm

    Uau!  O “delator” negociou um

    Uau!  O “delator” negociou um contrato de delacao premiada…  SEM ADVOGADO!

    O Brasil virou Paraguay!!!!!

  2. Malú

    4 de março de 2016 9:56 pm

    O Delcídio é daquelas pessoas

    O Delcídio é daquelas pessoas que ningué precisa fazer nada para o prejudicar, ele mesmo se destrói por auto combustão.

  3. anac

    4 de março de 2016 10:10 pm

    Chama a Capa Preta. Ah me

    Chama a Capa Preta. Ah me esqueci,  a Capa Preta que servia ao moro no GOLPE  fugiu com medo do Cunha.

  4. Obtuso

    4 de março de 2016 11:29 pm

    Lava Jato vai para o STF?

    Se, de fato, ocorrer esta delação e ela citar a Presidente, o processo da Lava Jato, no todo em parte, sairá da jurisdição da Justiça Federal do Paraná e terá que ir para o STF.

  5. Schell

    5 de março de 2016 12:30 am

    é ingrata a função de

    é ingrata a função de advogado criminal, ainda mais, agora, em que qualquer delação, por mais estapafúrdia que seja, enseja a Pelajo em Curitiba, de olho no avião (des)moro(nado) trazendo o Lula. E o CNJ, ó, apenas levantando para saudar a chegada do seu (des)presidente.

  6. era republicana

    5 de março de 2016 1:01 am

    digamos que dipp era o

    digamos que dipp era o símbolo de uma boa defesa que a partir de agora ´tornar-se-á bem mais complicada…

  7. Klatoo Barada Nicto

    5 de março de 2016 2:04 am

    Ou seja, é um rato.

    Ou seja, é um rato.

  8. Luciano Lira

    5 de março de 2016 2:19 am

    Revistinha, o Lula tem

    Revistinha, o Lula tem caráter e jamais iria fazer uma coisa dessas. Agora a revestinha tá vendo que é verdade que o Moro agiu de maneira ilegal. Poderia muito bem ter tomado o depoimento do ex-presidente Lula em casa. Agora, essa desculpa de tapá o sol com a peneira que foi para preservar o Lula? Querem chamar o povo de quê? Somos a favor da justiça, entenda, justiça, agora juiz parcial e justiceiro não….

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