4 de junho de 2026

Haddad projeta volta do Brasil ao grau de investimento

Após atualização de nota feita pela S&P, ministro da Fazenda diz que país vai crescer no mínimo na média global
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projeta um crescimento econômico para o Brasil que, pelo menos, seja correspondente ou maior do que a média global.

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“O objetivo do Brasil é alcançar o grau de investimento e garantir um crescimento econômico que, no mínimo, corresponda ou supere a média global”, disse Haddad, ressaltando a importância da atualização da classificação de crédito do país pela agência Standard & Poor’s (S&P).

De acordo com o ministro, a atualização da classificação reflete desenvolvimentos recentes na economia brasileira, incluindo a aprovação de uma reforma tributária significativa e sobretudo a colaboração entre os diferentes poderes do Estado.

“Isso tudo depende do trabalho conjunto do Executivo, Legislativo e Judiciário. Não me cabe outra coisa senão elogiar o trabalho que o presidente [da Câmara] Arthur Lira e o presidente [do Senado] Pacheco têm feito. Agora é a promulgação da emenda constitucional da reforma tributária depois de três décadas de espera”, disse.

O ministro da Fazenda também enfatizou a necessidade de manter uma perspectiva otimista, mesmo com os diversos desafios. “O país tem muitas razões para ser otimista, sabendo que a realidade impõe tarefas para os próximos anos também”, disse ele, indicando um equilíbrio entre confiança e realismo.

Upgrade

Nesta terça-feira, a S&P Global Ratings elevou a nota de crédito do Brasil de BB- para BB, com perspectiva estável, destacando o histórico de reformas estruturais e microeconômicas implantadas pelo país desde 2016.

Já a perspectiva estável atribuída ao Brasil pela S&P Global Ratings reflete a expectativa de que o país mantenha uma posição externa forte, impulsionada pela robusta produção de commodities e necessidades limitadas de financiamento externo.

A agência também reconhece a capacidade do quadro institucional do Brasil em manter uma formulação de políticas estável e pragmática, e espera que as instituições continuem a abordar as ineficiências econômicas e a rígida estrutura orçamentária, fatores que têm impacto sobre o crescimento econômico e os déficits fiscais.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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